Governo Milei recua em alguns pontos e Senado começa a debater reforma trabalhista
O Senado da Argentina inicia o debate sobre a reforma trabalhista do governo Milei, que recuou em pontos como a redução do imposto de renda para empresas e a eliminação do fundo sindical, em meio a protestos e bloqueios em Buenos Aires.
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11/02 às 15:30
Pontos principais
- O Senado da Argentina iniciou o debate sobre o projeto de reforma trabalhista do governo de Javier Milei, com expectativa de votação apenas à meia-noite.
- Protestos organizados por centrais sindicais, como a CGT, resultaram em bloqueios de avenidas em Buenos Aires e restrição de acesso ao Congresso.
- O governo acionou o esquema antipiquetes em resposta às manifestações.
- A proposta final da reforma trabalhista chegou aos senadores após modificações acordadas com governadores e lideranças de partidos como a União Cívica Radical e o PRO.
- Houve recuo na intenção de reduzir o imposto de renda para grandes e médias empresas, evitando uma renúncia fiscal de 2 trilhões de pesos.
- O governo também desistiu de eliminar o fundo sindical, propondo uma redução da contribuição para 2% em setores não sociais e manutenção de 6% para trabalhos sociais.
- A contribuição obrigatória para câmaras empresariais será mantida, mas com teto de 0,5%, e os bancos continuarão responsáveis pelo pagamento de salários, sem a adoção de carteiras virtuais.
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