Governo de SC defende fim de cotas alegando que tem a maior população branca do país
O governo de Santa Catarina defende o fim das cotas raciais em universidades, alegando que o estado possui a maior população branca do país e que a lei prioriza critérios socioeconômicos, enquanto o STF e a PGR questionam a constitucionalidade da medida.
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30/01 às 13:37
Pontos principais
- O governo de Santa Catarina justificou a proibição de cotas raciais citando a alta proporção de população branca no estado em documento ao STF.
- A Procuradoria Geral do Estado (PGE) argumenta que a lei não veta cotas, mas as direciona para critérios socioeconômicos, como pobreza e deficiência.
- Dados do Censo 2022 do IBGE indicam que Santa Catarina tem a segunda maior proporção de brancos, não a maior, como alegado inicialmente.
- A lei foi suspensa provisoriamente pelo TJSC e é alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida por PSOL, UNE e Educafro.
- O procurador-geral do Estado, Marcelo Mendes, defende que a lei busca justiça social ao beneficiar toda a população vulnerável, sem privilegiar apenas um grupo étnico.
- A Procuradoria Geral da República (PGR) defendeu a suspensão imediata da lei no STF, alegando incompatibilidade com a Constituição e precedentes da Corte sobre políticas afirmativas.
- A PGR ressalta que a interrupção abrupta de cotas raciais sem avaliação prévia viola o compromisso constitucional de combate à discriminação.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Marcelo Mendes (procurador-geral do Estado)Gilmar Mendes (ministro do STF)Jorginho Mello (governador de Santa Catarina)Paulo Gonet (procurador-geral da República)
Organizações
Supremo Tribunal Federal (STF)Procuradoria Geral do Estado (PGE)Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC)PSOLUnião Nacional de Estudantes (UNE)Educação e Cidadania de Afrodescendentes (Educafro)IBGEProcuradoria Geral da República (PGR)Assembleia Legislativa
Lugares
Santa CatarinaBrasilRio Grande do Sul
