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Gangorra de preços: com carne bovina em alta e suína em queda, diferença nas cotações é a maior em 4 anos; aponta USP

A diferença nos preços entre a carne bovina, em alta devido à demanda internacional, e a carne suína, em queda por baixa liquidez e período de Quaresma, atingiu o maior patamar em quatro anos, segundo análise do Cepea/USP.

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09/04 às 14:02

Pontos principais

  • A diferença de preços entre a carcaça bovina e suína alcançou R$ 14,26 o quilo em março de 2026, o maior nível em quatro anos.
  • A carne suína registrou quedas de quase 3% nas cotações em março, impulsionada pela baixa liquidez durante a Quaresma e menor procura da indústria.
  • Os preços da carne bovina subiram em março devido à baixa oferta de animais para abate e à forte demanda internacional, com exportações recordes.
  • De janeiro a março de 2026, as exportações de carne bovina in natura aumentaram 19,7% em relação a 2025 e 36,6% em comparação a 2024.
  • O preço médio da tonelada de carne bovina exportada em março foi de US$ 5.814,80, um aumento de 18,7% frente a março de 2025.
  • O conflito no Oriente Médio gera preocupações para exportadores de carne suína devido a possíveis fechamentos de canais de escoamento e aumento de fretes.
  • As análises são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP em Piracicaba (SP).

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