Galípolo cita “movimentos mais seguros” em cenário de incerteza
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a necessidade de cautela e movimentos seguros na política monetária brasileira diante da incerteza gerada pelos conflitos no Oriente Médio e outros choques de oferta globais.
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06/04 às 15:30
Pontos principais
- Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que a autoridade monetária busca conhecer melhor os problemas para fazer "movimentos mais seguros" em um cenário de incerteza global.
- Ele participou do "12º Seminário Anual de Política Monetária" da FGV/Ibre, onde discutiu o futuro da taxa Selic e do IPCA.
- A mediana das projeções para a inflação de 2026 subiu para 4,36%, acima da meta de 3% com tolerância de até 4,50%.
- Galípolo mencionou que o ciclo de cortes de juros deve ser menos intenso devido ao aumento dos preços e aos impactos da guerra no Oriente Médio.
- O presidente do BC descreveu dois cenários para o impacto da guerra no Oriente Médio: um choque de oferta curto ou um choque intenso com efeitos deletérios prolongados.
- Ele citou quatro choques de oferta globais nos últimos seis anos: pandemia de covid, guerra entre Rússia e Ucrânia, Tarifaço de Trump e a Guerra no Oriente Médio.
- Galípolo ressaltou que o trabalho do Banco Central é impedir que os choques de oferta se propaguem em "efeitos de 2ª ordem", como a espiral salário-preço.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Gabriel Galípolo (presidente do Banco Central)Donald Trump (ex-presidente dos EUA)
Organizações
Banco Central do BrasilFGV (Fundação Getulio Vargas)Ibre (Instituto Brasileiro de Economia)Copom (Comitê de Política Monetária)
Lugares
Oriente MédioRio de JaneiroEstreito de OrmuzRússiaUcrâniaIrãIsraelEstados Unidos
