FMI pede foco fiscal na Europa e vê impacto da guerra no crescimento da região
O FMI recomenda que países europeus adotem medidas fiscais mais direcionadas para mitigar o impacto do choque energético e da guerra no Oriente Médio, que deve reduzir o PIB da região em 0,5 ponto percentual até 2027, e reforça a necessidade de reformas estruturais e transição energética.
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17/04 às 13:56
Pontos principais
- O FMI defende medidas fiscais direcionadas na Europa para enfrentar o choque energético, evitando pacotes amplos que pressionam as contas públicas.
- Programas de apoio pós-crise do gás custaram cerca de 2,5% do PIB, mas poderiam ter sido limitados a 0,9% com foco em famílias vulneráveis.
- A guerra no Oriente Médio deve reduzir o PIB da Europa em cerca de 0,5 ponto percentual até 2027, com maior impacto em países dependentes de energia importada.
- O FMI mantém uma perspectiva de riscos inclinada para baixo, não esperando um cenário mais benigno que o atual.
- Recomenda-se disciplina fiscal e políticas temporárias e focalizadas para mitigar os efeitos do choque energético.
- O Fundo reforça a necessidade de reformas estruturais e maior integração europeia, incluindo mercado de capitais e união energética.
- A transição energética é classificada como inevitável para reduzir vulnerabilidades externas e sustentar o crescimento a longo prazo.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Fundo Monetário Internacional (FMI)
Lugares
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