Fim da 6 x 1 coloca em risco obras públicas, diz líder de prefeitos
O prefeito de Porto Alegre e líder de prefeitos, Sebastião Melo, alerta que o fim da escala 6x1 pode impactar negativamente obras públicas e finanças municipais devido ao aumento de custos com mão de obra terceirizada.
|
08/04 às 18:21
Pontos principais
- Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, expressou preocupação com o fim da escala 6x1.
- A mudança na jornada de trabalho pode gerar mais custos com folha de pagamento e atrasar a entrega de obras públicas, especialmente as que dependem de serviços terceirizados.
- A mão de obra terceirizada representa cerca de 50% do custo de obras essenciais como redes de esgoto e pavimentação.
- Empresas contratadas devem repassar os custos adicionais aos municípios, ampliando despesas não previstas nos orçamentos anuais.
- Melo alerta para o risco de desarranjo nas contas públicas, com possíveis impactos no SUS e no pagamento de servidores.
- João Galassi, da Abras, sugere desoneração ou compensação tributária para pequenas empresas, defendendo flexibilidade de jornada por hora.
- Rafael Cardoso, da Associação Nacional de Restaurantes, prevê aumento de custos, repasse aos preços e risco de informalidade para trabalhadores do setor.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Sebastião Melo (prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos)João Galassi (presidente da Abras)Rafael Cardoso (consultor da Associação Nacional de Restaurantes)
Organizações
Frente Nacional de Prefeitas e PrefeitosFPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo)FCS (Frente Parlamentar de Comércio e Serviços)Abras (Associação Brasileira de Supermercados)Associação Nacional de RestaurantesMDBSUS (Sistema Único de Saúde)
Lugares
Porto AlegreBrasil
