Fertilizantes disparam com a guerra, mas preço dos alimentos não deve subir agora; veja projeções
Apesar da disparada nos preços dos fertilizantes devido à guerra no Oriente Médio, o impacto nos preços dos alimentos no Brasil não deve ser imediato, com a maior pressão vindo do aumento dos combustíveis no curto prazo.
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03/04 às 03:01
Pontos principais
- A guerra no Oriente Médio elevou os preços dos fertilizantes, mas o impacto nos alimentos este ano será limitado, pois grande parte da colheita já está finalizada.
- No curto prazo, a principal pressão sobre os preços virá do aumento dos combustíveis, especialmente o diesel, que afeta a logística agrícola e de transporte.
- O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, sendo o Oriente Médio um fornecedor crucial, o que torna o país vulnerável a conflitos na região.
- Culturas como milho, arroz, trigo e cana-de-açúcar, que dependem intensivamente de NPK, serão as mais afetadas pelo aumento dos custos de fertilizantes.
- A alta nos custos dos fertilizantes pode levar produtores a reduzir a área plantada ou a aplicação de adubos, impactando a oferta e os preços dos alimentos no médio prazo.
- Fatores climáticos têm um peso maior na formação dos preços dos alimentos do que os custos dos fertilizantes, como demonstrado pela safra recorde de 2023 apesar dos altos custos de insumos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Felippe Serigati (pesquisador da FGV Agro)André Braz (economista do FGV Ibre)
Organizações
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