Fatores sociais empurram famílias para ultraprocessados, diz pesquisa
Uma pesquisa do Unicef revela que fatores sociais como sobrecarga materna, preço e componentes afetivos impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas brasileiras, apesar da preocupação dos pais com alimentação saudável.
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31/03 às 07:00
Pontos principais
- Fatores sociais como sobrecarga materna, preço e aspectos afetivos levam famílias a consumir ultraprocessados.
- O estudo do Unicef entrevistou cerca de 600 famílias em comunidades urbanas de Belém, Recife e Rio de Janeiro.
- Apesar da preocupação com alimentação saudável, ultraprocessados são comuns no lanche e café da manhã das crianças.
- Muitos entrevistados desconhecem que iogurtes com sabor e nuggets são ultraprocessados e não compreendem a rotulagem frontal.
- A percepção de que ultraprocessados são baratos, enquanto alimentos frescos são caros, influencia o consumo.
- Mães são as principais responsáveis pela compra e preparo de alimentos, evidenciando uma sobrecarga que favorece a praticidade dos ultraprocessados.
- O estudo recomenda fortalecer a regulação de ultraprocessados, expandir creches e escolas em tempo integral, e investir em comunicação e orientação alimentar.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Stephanie Amaral (oficial de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil)
Organizações
Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)MAPA
Lugares
Belém (PA)GuamáRecife (PE)IburaRio de Janeiro (RJ)Pavuna
