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Fachin rejeita suspender decisão que barrou quebra de sigilos de empresa de Toffoli

O ministro Edson Fachin, presidente do STF, rejeitou o pedido da CPI do Crime Organizado para suspender a decisão de Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilos da empresa Maridt Participações, da qual Dias Toffoli é sócio, alegando que não cabe suspensão de liminar contra decisões individuais de ministros do próprio STF.

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28/03 às 13:18

Pontos principais

  • Edson Fachin rejeitou o pedido da CPI do Crime Organizado para suspender a decisão de Gilmar Mendes que barrou a quebra de sigilos da empresa Maridt Participações.
  • A Maridt Participações tem o ministro Dias Toffoli entre seus sócios.
  • Fachin justificou a rejeição afirmando que a suspensão de liminar não é cabível contra decisões individuais de ministros do STF.
  • A Corte já possui entendimento consolidado de que não há hierarquia entre seus ministros para revisão de decisões monocráticas por essa via.
  • A CPI alegava que a decisão de Gilmar Mendes causou "grave lesão à ordem pública" e interferiu na competência investigativa do Legislativo.
  • Toffoli admitiu ser sócio da Maridt, que vendeu participação em um resort para um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
  • Toffoli se afastou da relatoria de uma investigação envolvendo o Banco Master após menções a ele no celular de Vorcaro.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Edson Fachin (ministro do STF, presidente do STF)Gilmar Mendes (ministro do STF)Dias Toffoli (ministro do STF)Daniel Vorcaro (banqueiro, dono do Banco Master)Fabiano Zettel (cunhado de Daniel Vorcaro)André Mendonça (ministro do STF)

Organizações

Supremo Tribunal Federal (STF)CPI do Crime OrganizadoMaridt ParticipaçõesConselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)Banco MasterReceita FederalPolícia Federal

Lugares

Paraná