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Etanol ajuda Brasil a conter alta do petróleo em meio à guerra com o Irã

O Brasil utiliza o etanol como um amortecedor contra a alta global dos preços do petróleo, impulsionada pela guerra no Irã, destacando a importância de sua frota flex e produção recorde de biocombustível.

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31/03 às 09:00

Pontos principais

  • O Brasil está parcialmente protegido da alta do petróleo devido à guerra no Irã, graças à sua frota de veículos bicombustíveis e à produção de etanol.
  • O programa de etanol, iniciado em 1975, reduziu a dependência brasileira de petróleo estrangeiro e serve de modelo para outras nações como Índia e México.
  • Enquanto os preços da gasolina subiram 30% nos EUA, no Brasil o aumento foi de apenas 5% em março, atribuído à indústria nacional de biocombustíveis.
  • A próxima safra de cana-de-açúcar no Brasil, a partir de abril, deve produzir um recorde de 30 bilhões de litros de etanol.
  • Apesar de ser produtor de petróleo, o Brasil ainda importa combustíveis refinados, mas o etanol representa uma parcela significativa do consumo energético.
  • O sucesso do etanol é impulsionado por anos de pesquisa e flexibilidade na produção e uso, com o estado de São Paulo sendo um polo importante.
  • O Brasil enfrenta desafios com o diesel, que possui menor percentual de biocombustíveis e é mais dependente de importações, levando o presidente Lula a propor subsídios.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Evandro Gussi (presidente da Associação Brasileira da Indústria da Cana-de-Açúcar - UNICA)Luis Cortez (coordenador do Centro de Desenvolvimento Científico do Etanol da Unicamp)Luiz Inácio Lula da Silva (presidente do Brasil)Claudia Sheinbaum (presidente mexicana)

Organizações

UNICA (Associação Brasileira da Indústria da Cana-de-Açúcar)Empresa de Pesquisa Energética (EPE)PetrobrasAssociação Brasileira de Importadores de CombustíveisUnicamp (Universidade Estadual de Campinas)

Lugares

BrasilIrãEstados UnidosIsraelÍndiaMéxicoSão PauloCampinasParáRio Grande do SulParanáArábia SauditaRússiaGuianaEstreito de Ormuz