Endividamento das famílias vai a 80,4% em março e bate recorde
O endividamento das famílias brasileiras atingiu um recorde de 80,4% em março, impulsionado por fatores econômicos e geopolíticos, levando o governo a estudar um novo programa Desenrola Brasil para renegociação de dívidas.
|
07/04 às 12:34
Pontos principais
- O endividamento das famílias brasileiras subiu para 80,4% em março, o maior nível desde 2015, segundo a Peic da CNC.
- A CNC alerta que o recorde é um sinal de alerta para os próximos meses, citando o conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo.
- O percentual inclui dívidas com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de bens.
- O governo Lula estuda uma nova versão do programa Desenrola Brasil para renegociar dívidas, com descontos e taxas mais baixas.
- A alta de juros e o encarecimento do diesel contribuem para a incerteza inflacionária e a redução do poder de compra, forçando o uso de crédito.
- O índice de inadimplência ficou estável em 29,6% em março, mas subiu 1,0 ponto percentual em relação ao ano anterior, devido ao ciclo de alta da Selic.
- Famílias de menor renda (até 3 salários mínimos) são as mais vulneráveis à alta de preços de energia e combustíveis.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Dario Durigan (ministro da Fazenda)José Roberto Tadros (presidente da CNC)Fabio Bentes (economista-chefe da CNC)
Organizações
CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo)SerasaBanco CentralGoverno Federal
Lugares
BrasilOriente MédioEUAIrãIsrael
