Em recuperação extrajudicial e fora do Ibovespa, GPA e Raízen caem mais de 20% no mês
GPA e Raízen enfrentaram um mês de março turbulento, com quedas superiores a 20% em suas ações, pedidos de recuperação extrajudicial e saída do Ibovespa, refletindo preocupações com endividamento e reestruturação.
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31/03 às 18:27
Pontos principais
- GPA (PCAR3) e Raízen (RAIZ4) registraram quedas de quase 30% e 21,54%, respectivamente, em março, e foram excluídas do Ibovespa e outros índices da B3.
- O GPA solicitou recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas sem garantia, excluindo obrigações com fornecedores, parceiros, clientes e trabalhistas.
- A Fitch Ratings rebaixou o rating do GPA de "A" para "CCC", citando dificuldades de refinanciamento e liquidez apertada.
- A Raízen também avançou com um processo de recuperação extrajudicial, já aprovado pela Justiça, para reestruturar dívidas de aproximadamente R$ 65,1 bilhões.
- A desvalorização da Raízen é atribuída a decisões estratégicas passadas, como a aposta no etanol de segunda geração, que não gerou o retorno esperado.
- Especialistas indicam que a reestruturação do GPA pode envolver a emissão de novas ações, diluindo os atuais acionistas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Fernando Siqueira (Head de Research da Eleven Financial)José Luiz Mendes (consultor de estratégia e M&A da StoneX)
Organizações
GPARaízenIbovespaB3Comissão de Valores Mobiliários (CVM)Eleven FinancialFitch RatingsStoneX
