Em primeira sessão de trabalho, STF analisa validade de regras sobre uso de redes sociais por magistrados
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento sobre a validade das regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que regulamentam o uso de redes sociais por magistrados, debatendo a compatibilidade entre liberdade de expressão e deveres do cargo.
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04/02 às 15:09
Pontos principais
- O STF retomou o julgamento de duas ações que questionam a validade da resolução do CNJ sobre o uso de redes sociais por magistrados.
- A resolução de 2019 estabelece diretrizes de conduta, como moderação e decoro, e proibições, como manifestação sobre processos pendentes ou opiniões políticas.
- Magistrados devem evitar autopromoção, não usar a marca do sistema de Justiça e abster-se de compartilhar conteúdo sem convicção sobre sua veracidade.
- A AMB e a Ajufe argumentam que a resolução viola princípios como a liberdade de manifestação de pensamento e de expressão.
- O ministro Alexandre de Moraes, relator, votou pela manutenção da validade da resolução, visando evitar condutas político-partidárias de magistrados nas redes.
- O voto de Moraes foi acompanhado por Edson Fachin, Dias Toffoli e Rosa Weber em plenário virtual.
- O julgamento, que havia sido pedido destaque por Nunes Marques, foi mantido em pauta para sessão presencial.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Alexandre de Moraes (ministro)Edson Fachin (presidente)Dias Toffoli (ministro)Rosa Weber (ministra)Nunes Marques (ministro)
Organizações
Supremo Tribunal Federal (STF)Conselho Nacional de Justiça (CNJ)Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe)
Lugares
Brasília
