Em crise, Correios colocam imóveis à venda em todo o país e preveem arrecadar até R$ 1,5 bilhão
Os Correios, em meio a uma grave crise financeira, colocam imóveis à venda em todo o país com a expectativa de arrecadar até R$ 1,5 bilhão, como parte de um plano de reestruturação que inclui demissão voluntária e fechamento de agências.
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06/02 às 16:32
Pontos principais
- Os Correios anunciaram a venda de imóveis próprios em diversos estados para arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro.
- Os primeiros leilões, 100% digitais, ocorrerão em fevereiro e ofertarão 21 imóveis em 12 estados, com valores iniciais de R$ 19 mil a R$ 11 milhões.
- A venda de imóveis faz parte de um plano de reestruturação para reorganizar finanças, reduzir custos e recuperar a capacidade de investimento.
- A crise financeira dos Correios é histórica, com prejuízos crescentes e perda significativa de participação no mercado de entrega de encomendas.
- O plano de recuperação inclui um programa de demissão voluntária para reduzir o quadro de funcionários em 15 mil e o fechamento de mil agências, das quais 121 já foram fechadas.
- A estatal contraiu um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional para quitar dívidas e sustentar operações, mas pode precisar de mais R$ 8 bilhões.
- Especialistas sugerem a redução de gastos e consideram a privatização como uma possível solução para a sustentabilidade da empresa.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Emmanoel Rondon (presidente dos Correios)Raul Velloso (economista)Armando Castellar (economista, pesquisador associado do FGV Ibre)
Organizações
CorreiosTesouro NacionalFGV Ibre
Lugares
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