Ditadura como negócio: podcast revela quem lucrou com o regime de 64
Um novo podcast da Radioagência Nacional, "Golpe de 1964: Perdas e Danos", investiga como a ditadura militar brasileira (1964-1985) foi um negócio lucrativo para empresas nacionais, multinacionais e governos estrangeiros, revelando a face econômica e os beneficiários do regime.
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01/04 às 13:16
Pontos principais
- A segunda temporada do podcast "Golpe de 1964: Perdas e Danos", intitulada "Passado Leiloado", explora a dimensão econômica da ditadura militar brasileira.
- A investigação jornalística revela como o regime de 1964 operou como uma plataforma de lucro para entidades privadas e governos estrangeiros, incluindo a Suíça.
- Documentos inéditos mostram a Suíça como um dos maiores investidores no Brasil durante a ditadura, com empresários suíços admirando a "paz social" do regime.
- O podcast detalha o sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher e os interesses dos credores suíços na manutenção do regime.
- A série aborda o papel de empresas multinacionais, contratos superfaturados (como Itaipu) e a proximidade de executivos com a Operação Bandeirantes (OBAN).
- Também é explorada a influência da ditadura na educação brasileira e a conexão entre a elite escravocrata do século XIX e os financiadores do regime no século XX.
- A série discute a responsabilização de pessoas jurídicas que colaboraram com o regime, focando na justiça de transição no Brasil.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Eliane Gonçalves (repórter da Radioagência Nacional)Sumaia Villela (repórter da Radioagência Nacional)João Goulart (ex-presidente)Giovanni Bucher (embaixador suíço)Osvaldo Ballarin (empresário)
Organizações
Radioagência NacionalMinistério Público Federal (MPF)Agência BrasilOperação Bandeirantes (OBAN)
Lugares
BrasilSuíçaFoz do IguaçuSão Paulo
