Diaristas premium sofisticam profissão para cobrar mais: 'Não tiro menos de R$ 8 mil por mês'
Diaristas no Brasil e na Europa estão reinventando a profissão, oferecendo serviços premium com técnicas especializadas e faturando significativamente mais do que a média da categoria, apesar dos desafios de formalização e direitos trabalhistas.
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05/04 às 05:01
Pontos principais
- Diaristas como Cláudia Rodrigues e Gabriela Valente transformaram suas carreiras, adotando um modelo de "faxina premium" que foca em técnica e personalização.
- O serviço premium envolve estudo de produtos, tipos de piso, investimento em imagem profissional e equipamentos próprios, permitindo ganhos muito superiores à média nacional.
- Cláudia Rodrigues, por exemplo, fatura mais de R$ 8 mil mensais, enquanto Gabriela Valente cobra até R$ 1.000 por oito horas de serviço.
- A reinvenção profissional também gerou um ecossistema de cursos, mentorias e produtos próprios, fortalecendo a categoria e combatendo o preconceito.
- Mônica Oliveira consolidou seu caminho na Holanda, onde o serviço de limpeza é mais valorizado, oferecendo pacotes com valores que chegam a 290 euros (R$ 1.830).
- Especialistas do Sebrae e Sindoméstica alertam para a importância do planejamento e da formalização (MEI) para garantir segurança jurídica e acesso a benefícios, apesar da ausência de direitos trabalhistas formais para diaristas autônomas.
- A transição para o modelo premium exige preparo, precificação estratégica e criação de reserva financeira, além de contratos de prestação de serviços.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Cláudia Rodrigues (diarista premium)Gabriela Valente (diarista premium, mentora, palestrante)Glauco Nunes (coordenador de Mercado do Sebrae Rio)Mônica Oliveira (diarista premium)Janaina Souza (presidente do Sindoméstica)
Organizações
IBGESebraeSindomésticag1
Lugares
São PauloHolandaAmsterdãBrasilPortugal
