De resto de açougue a iguaria valorizada, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil
O pé de galinha, antes considerado resto de açougue, transformou-se em um produto de alto valor comercial para o Brasil, impulsionado principalmente pela demanda da China e pela indústria pet nacional.
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07/02 às 06:01
Pontos principais
- O pé de galinha, que era descartado no Brasil, tornou-se uma iguaria valorizada e um negócio lucrativo devido à exportação.
- A China é o principal destino do pé de galinha brasileiro, pagando cerca de US$ 3 mil por tonelada e gerando US$ 221 milhões em faturamento em 2025.
- A África do Sul é o segundo maior comprador, com um aumento significativo nas compras em 2025, pagando US$ 2 mil por tonelada.
- A valorização do produto também é impulsionada pela indústria pet no Brasil, que utiliza o pé de frango para a produção de ração animal.
- Na China, o pé de galinha é consumido como petisco e para engrossar caldos, sendo rico em colágeno.
- Na África do Sul, o pé de galinha é protagonista em pratos como o "walkie-talkie", refletindo uma culinária de resistência que aproveita todas as partes do animal.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Jiang Pu (chef)Fernando Iglesias (analista do Safras & Mercado)Ricardo Santin (presidente da ABPA)Mariana Bahia (representante da Câmara de Comércio Brasil - África do Sul)
Organizações
Safras & MercadoAssociação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)Ministério da AgriculturaCâmara de Comércio Brasil - África do Sul
Lugares
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