Da Bolsa ao câmbio: escolha de Warsh para o Fed será freio para mercado brasileiro?
A possível indicação de Kevin Warsh para o Federal Reserve, vista com cautela inicial, pode não frear o mercado brasileiro a médio e longo prazo, com analistas apontando benefícios para o Brasil caso Warsh combata a inflação de forma eficaz.
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30/01 às 13:04
Pontos principais
- Rumores sobre a indicação de Kevin Warsh para o Fed geraram cautela inicial nos mercados globais, com o ETF EWZ caindo 2%.
- Apesar da reação inicial, analistas como Thiago Calestine acreditam que a escolha de Warsh pode ser positiva para mercados emergentes no médio e longo prazo.
- Warsh é visto como defensor de juros mais baixos, mas sua postura 'hawkish' contra a inflação pode levar a uma taxa terminal menor nos EUA, beneficiando o real.
- A redução do risco político de cauda e a atratividade do carry trade podem favorecer o Brasil com um juro americano mais baixo no futuro.
- O Itaú BBA mantém uma visão construtiva para a bolsa brasileira, projetando o Ibovespa em 200.000 pontos.
- A indicação de Warsh é vista como um fator de redução de volatilidade em comparação com opções mais politizadas, evitando uma ruptura abrupta no Fed.
- Um corte maior na Selic pelo Banco Central brasileiro pode limitar perdas e tornar o mercado mais leve, em um cenário de dólar globalmente mais fraco e ciclo positivo de commodities.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Donald Trump (presidente dos EUA)Kevin WarshJerome PowellThiago Calestine (economista e sócio da Dom Investimentos)Paula Zogbi (estrategista-chefe da Nomad)Marcio Riauba (StoneX)Gustavo Cruz (RB Investimentos)Bruno Takeo (Potenza Capital)
Organizações
Federal ReserveDom InvestimentosNomadItaú BBAStoneXRB InvestimentosPotenza CapitalBanco Central (Brasil)
Lugares
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