Crise do petróleo é a pior, e líderes não estão preparados, diz agência global
A Agência Internacional de Energia (IEA) alerta que a atual crise energética, impulsionada pela guerra no Irã, é a pior já vista, superando os choques dos anos 1970 e da guerra na Ucrânia, e os líderes mundiais não estão preparados para sua magnitude.
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30/03 às 05:00
Pontos principais
- A IEA afirma que a crise energética atual é a mais grave da história, combinando os impactos de duas crises do petróleo e uma crise do gás.
- O diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, criticou a subestimação da crise pelos líderes mundiais, destacando que as perdas de petróleo já somam 11 milhões de barris por dia.
- Mesmo com negociações entre os EUA e o Irã, os preços do petróleo Brent dispararam para mais de US$ 110 por barril, com economistas prevendo impactos na inflação e na política monetária.
- A guerra no Irã também interrompeu cadeias de suprimentos críticas, afetando o comércio de petroquímicos, fertilizantes e outros insumos essenciais, com potencial impacto nos preços dos alimentos.
- Danos a 40 ativos de energia na região indicam que os preços do petróleo podem demorar a retornar aos níveis pré-conflito, mesmo após o fim da guerra.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Fatih Birol (diretor-executivo da IEA)Donald Trump (presidente)Ricky Volpe (economista agrícola e professor de agronegócio na Cal Poly)
Organizações
Agência Internacional de Energia (IEA)JPMorganNational Press Club da AustráliaFedFortuneCal Poly
Lugares
IrãUcrâniaParisAustráliaOriente MédioEUAEuropaEstreito de Ormuz
