Conselhos do Judiciário e do Ministério Público recriam penduricalhos; entenda
CNJ e CNMP aprovaram novas regras para verbas extras, mas na prática recriaram "penduricalhos" ao regulamentar decisão do STF sobre o teto remuneratório do Judiciário e Ministério Público.
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09/04 às 08:29
Pontos principais
- CNJ e CNMP formaram maioria para aprovar novas regras que limitam verbas extras, mas criaram novos "penduricalhos" na regulamentação.
- O STF fixou o teto remuneratório em R$ 46.366,19 e determinou que CNJ e CNMP regulamentassem o assunto.
- Os conselhos mantiveram o auxílio-moradia, parcialmente vetado pelo STF, e criaram uma gratificação à primeira infância.
- A decisão do STF estabeleceu que a soma das vantagens não pode exceder 70% do teto, divididos em 35% para antiguidade e 35% para verbas indenizatórias.
- A resolução conjunta dos conselhos listou nove verbas indenizatórias que podem ser pagas fora do teto, incluindo auxílio-moradia e gratificação de proteção à primeira infância.
- Há uma contradição entre as orientações, pois o STF havia suspendido auxílios como o moradia, e a gratificação à primeira infância não estava prevista na decisão original.
- O ministro Edson Fachin, relator da proposta, defende que a resolução visa dar clareza e uniformidade, sem criar novos benefícios, apenas traduzindo as decisões do STF.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Edson Fachin (presidente do STF e do CNJ)Jessika Moreira (diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente)
Organizações
Conselho Nacional de Justiça (CNJ)Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)Supremo Tribunal Federal (STF)Movimento Pessoas à FrenteCongresso Nacional
