Conselho de Paz: Lula tenta evitar negativa direta e propõe mudanças a Trump durante telefonema
Lula propôs mudanças no Conselho de Paz de Trump durante telefonema, buscando limitar sua atuação à questão humanitária em Gaza e incluir a Palestina, enquanto o Brasil evita uma negativa direta e vê a proposta como oportunidade para discutir a reforma da ONU.
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26/01 às 17:59
Pontos principais
- Lula propôs a Trump que o Conselho de Paz se limite à questão humanitária em Gaza e inclua um assento para a Palestina.
- O Brasil evita uma negativa direta ao convite de Trump, analisando as brechas jurídicas e políticas do estatuto do Conselho.
- A diplomacia brasileira considera o modelo de Trump problemático devido à presidência fixa dos EUA, governança por assinatura (US$ 1 bilhão por assento) e falta de diálogo para emendas.
- O Brasil só participará se as bases do conselho forem renegociadas do zero, com o país atuando como formulador das regras.
- Diplomatas brasileiros classificam o modelo de Trump como uma "paz mercantil" e um atestado da falência do atual sistema multilateral.
- O governo Lula pretende usar o debate sobre o Conselho de Paz para defender uma reforma imediata do Conselho de Segurança da ONU.
- A estratégia brasileira é alertar que, sem reformas na ONU, o mundo será governado por modelos unilaterais como o proposto por Trump.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Inácio Lula da SilvaDonald Trump
Organizações
PTG1Palácio do PlanaltoONUAutoridade Palestina
Lugares
BrasilEstados UnidosFaixa de GazaWashington
