CNJ tem maioria para regulamentar pagamento dos penduricalhos
O CNJ obteve maioria para regulamentar o pagamento de "penduricalhos" na magistratura, seguindo decisão do STF que permite remuneração de até 70% acima do teto constitucional, gerando um custo anual de R$ 7,4 bilhões.
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08/04 às 17:48
Pontos principais
- O plenário do CNJ aprovou a regulamentação dos pagamentos de "penduricalhos" para magistrados.
- A medida segue uma decisão do STF que permite que juízes e membros do Ministério Público recebam até 70% acima do teto constitucional (R$ 46.366,19).
- Os 70% extras podem ser compostos por 35% de "penduricalhos" (auxílios diversos) e 35% de Adicional de Tempo de Serviço (quinquênio).
- A remuneração de um magistrado com 35 anos de serviço pode chegar a R$ 78.822,52 mensais com essas adições.
- Pagamentos como auxílio-saúde, 13º salário, adicional de férias e gratificações por funções eleitorais não entram no limite dos 70%.
- Estudos indicam que o Judiciário e o Ministério Público gastaram R$ 14,7 bilhões em pagamentos acima do teto em um ano, e a nova limitação deve gerar uma economia de R$ 7,3 bilhões, mantendo um gasto anual de R$ 7,4 bilhões.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Edson Fachin (ministro e presidente do CNJ)Gilmar Mendes (decano do Tribunal)Cristiano ZaninFlávio DinoAlexandre de Moraes
Organizações
Conselho Nacional de Justiça (CNJ)Supremo Tribunal Federal (STF)Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)República.orgMovimento Pessoas à Frente
