Cidadania americana: a história por trás do ‘direito de nascimento’, que Trump agora quer derrubar
A Suprema Corte dos EUA analisa uma ordem executiva do presidente Donald Trump que busca derrubar o direito à cidadania automática por nascimento no país, um tema garantido pela 14ª Emenda da Constituição e com um precedente histórico de 1898.
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31/03 às 01:00
Pontos principais
- A Suprema Corte dos EUA revisita o direito à cidadania por nascimento, garantido pela 14ª Emenda da Constituição.
- Donald Trump assinou uma ordem executiva em janeiro de 2025 para acabar com a cidadania automática para filhos de imigrantes sem status legal permanente.
- O precedente histórico de 1898, no caso Wong Kim Ark, consolidou o entendimento de que a cidadania é garantida a todos nascidos em solo americano, independentemente da nacionalidade dos pais.
- O governo Trump argumenta que a cidadania automática incentiva a imigração irregular e o 'turismo de nascimento'.
- Críticos consideram a medida inconstitucional, anti-imigração e discriminatória, com potencial impacto em até 250 mil bebês por ano.
- Especialistas jurídicos apontam que o governo enfrenta uma batalha árdua devido à longa tradição e ao precedente da 14ª Emenda.
- A ACLU moveu um processo em New Hampshire contestando a ordem de Trump em nome de pais e filhos afetados.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Donald Trump (presidente)Elizabeth FrantzWong Kim ArkNorman Wong (bisneto de Wong Kim Ark, carpinteiro aposentado)Amanda Frost (professora de direito)Cody Wofsy (advogado da ACLU)Joseph Laplante (juiz distrital)Ilan Wurman (professor de direito)
Organizações
REUTERSSuprema Corte dos Estados Unidosg1União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU)Departamento de Justiça de TrumpUniversidade da VirgíniaUniversidade de Minnesota
Lugares
Estados UnidosChinaSão FranciscoNew Hampshire
