China terá um terço das vendas de carros no Brasil em dez anos, diz ex-Anfavea
Rogélio Golfarb, ex-presidente da Anfavea, projeta que um terço dos carros vendidos no Brasil em dez anos será de marcas chinesas, impulsionado pela competitividade e integração produtiva da China.
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01/04 às 16:16
Pontos principais
- Rogélio Golfarb prevê que marcas chinesas representarão 35% das vendas de veículos no Brasil até 2035.
- A participação chinesa, que foi de 10% no ano passado, deve dobrar para 20% em 2030.
- O prognóstico considera a entrada das marcas chinesas em segmentos de entrada e categorias como picapes, vans e caminhões.
- A competitividade chinesa é atribuída à vantagem de custo na importação de componentes tecnológicos (baterias, semicondutores) e à integração produtiva e escala, não apenas a incentivos governamentais.
- Golfarb comparou o custo de um sedã elétrico da Tesla com um modelo chinês similar, ambos produzidos na China, destacando uma diferença de US$ 4 mil a favor do chinês.
- Ele enfatiza que as marcas chinesas que chegam ao Brasil são montadoras de grande escala e vieram para ficar, caracterizando-as como um "dream team".
- A indústria automotiva passa por uma disrupção sem precedentes, com associações entre montadoras veteranas e marcas asiáticas, e não retornará ao que era antes.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Rogélio Golfarb (ex-presidente da Anfavea, consultor, ex-vice-presidente de assuntos governamentais da Ford)
Organizações
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Lugares
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