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China proíbe uso de apartamentos como cemitérios improvisados

A China proibirá o uso de apartamentos residenciais para guardar urnas funerárias, uma prática que surgiu devido aos altos custos e à escassez de espaço em cemitérios, agravada pela crise imobiliária e o envelhecimento da população.

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31/03 às 13:53

Pontos principais

  • O governo chinês proibirá o uso de apartamentos como cemitérios improvisados para guardar cinzas de parentes, uma prática comum devido aos altos custos dos túmulos.
  • Muitos chineses compravam imóveis encalhados para essa finalidade, transformando-os em salas de rituais com urnas alinhadas.
  • A proibição entra em vigor antes do Festival de Qingming, o Dia da Limpeza dos Túmulos, quando as famílias visitam os jazigos.
  • A prática é impulsionada pela inflação dos serviços funerários, a rápida urbanização e a crise imobiliária que derrubou os preços dos apartamentos.
  • Os custos funerários na China são os mais altos do mundo depois do Japão, chegando a quase metade do salário médio anual em 2020.
  • A medida visa combater a confusão entre espaços para vivos e mortos e a falta de transparência nos preços dos funerais.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Xi JinpingXinyi Wu (doutoranda em antropologia na Universidade da Califórnia)

Organizações

SunLifeAFPThe GuardianUniversidade da Califórnia

Lugares

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