Carnaval: coletivos no DF encontram na folia caminho para autocuidado
Coletivos em Brasília utilizam o Carnaval como uma forma de autocuidado e apoio para cuidadores de pessoas com doenças demenciais, além de combater o preconceito.
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08/02 às 18:14
Pontos principais
- O coletivo Filhas da Mãe, fundado em 2019, apoia cuidadores de familiares com doenças demenciais, transformando-se em bloco carnavalesco durante a folia.
- Carmen Araújo, cuidadora do pai com Alzheimer, encontra no Carnaval e no coletivo uma forma de autocuidado e apoio mútuo.
- A psicanalista Cosette Castro, uma das fundadoras do Filhas da Mãe, destaca a importância de cuidar da saúde mental dos cuidadores, que frequentemente sofrem de sobrecarga.
- O coletivo atende cerca de 550 pessoas com projetos de rede de apoio, visando a promoção da saúde e o diagnóstico precoce de doenças demenciais.
- Problemas de saúde como lesões na coluna, fibromialgia, hipertensão e transtornos mentais são comuns entre os cuidadores, que enfrentam altos níveis de ansiedade e insônia.
- Outro coletivo, Me chame pelo nome, desfilou no Carnaval com uma fanfarra de pessoas com deficiência para combater o capacitismo e promover a arte.
- A música é reconhecida como tendo valor terapêutico, sendo uma das últimas memórias a serem perdidas por pacientes com demência.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Carmen Araújo (professora)Cosette Castro (psicanalista, fundadora do Filhas da Mãe)Márcia Uchôa (fundadora do Filhas da Mãe)Aline Zeymer (servidora pública, coordenadora do Me chame pelo nome)
Organizações
Filhas da MãeMe chame pelo nomeAgência Brasil
Lugares
BrasíliaDistrito Federal (DF)
