BYD é retirada da ‘lista suja’ do trabalho escravo após decisão da Justiça; entenda como funciona
A montadora chinesa BYD foi retirada da "lista suja" do trabalho escravo após decisão judicial, poucos dias depois de sua inclusão, enquanto o governo atualiza o cadastro que agora conta com 612 empregadores.
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09/04 às 11:51
Pontos principais
- A BYD foi retirada da "lista suja" do trabalho escravo por decisão judicial, medida válida até o julgamento final do processo.
- A empresa havia sido incluída na atualização mais recente do cadastro, que adicionou 169 novos empregadores, incluindo o cantor Amado Batista, elevando o total para 613 nomes antes da exclusão da BYD.
- A inclusão da BYD ocorreu após o resgate de 220 trabalhadores chineses em dezembro de 2024, encontrados em condições análogas à escravidão na construção de sua fábrica em Camaçari, Bahia.
- Os trabalhadores tinham passaportes retidos, jornadas exaustivas e alojamentos inadequados, além de terem entrado no país com vistos irregulares.
- A BYD atribuiu as irregularidades à construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda e firmou um acordo de R$ 40 milhões com o MPT-BA e empreiteiras no fim de 2025.
- A "lista suja", criada em 2004, é um documento público semestral do Ministério do Trabalho que permite a retirada antecipada mediante termo de ajustamento de conduta e indenização às vítimas.
- Desde 1995, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) resgatou mais de 68 mil trabalhadores de condições análogas à escravidão.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Amado Batista (cantor)Michel Temer (ex-presidente)Jair Bolsonaro (ex-presidente)
Organizações
BYDMinistério do TrabalhoJinjiang Construction Brazil LtdaMinistério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA)Supremo Tribunal Federal (STF)Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM)Defensoria Pública da UniãoMinistério Público FederalPolícia FederalPolícia RodoviáriaSecretaria de Inspeção do TrabalhoOrganização Internacional do Trabalho
Lugares
Camaçari (BA)Salvador (BA)Brasil
