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Brasileiro continuará no saldo devedor em 2026, com juro alto e menos emprego

O brasileiro continuará com alto endividamento e inadimplência em 2026, devido a juros elevados e menor oferta de empregos, apesar de recordes anteriores de emprego e renda.

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02/02 às 05:00

Pontos principais

  • Especialistas preveem que o brasileiro continuará endividado em 2026, com juros altos e menos emprego, apesar da perspectiva de queda da Selic.
  • A projeção é de que os juros reais permaneçam elevados, acima de dois dígitos, freando a atividade econômica e a recuperação financeira.
  • O endividamento das pessoas físicas atingiu 49,77% e a inadimplência 5,05% ao fim de 2025, com o comprometimento da renda das famílias em 29,28%.
  • A dificuldade em pagar dívidas é atribuída ao rolamento da dívida, juros compostos e o impacto da pandemia na flexibilização do crédito.
  • O crédito rotativo do cartão de crédito, empréstimo pessoal, cheque especial e consignado privado tiveram aumentos significativos em 2025.
  • A taxa de juro média paga pelo cidadão chegou a 60% em dezembro de 2025, com o cartão de crédito atingindo mais de 1.000% em alguns casos.
  • O cenário para 2026 é de desafios persistentes com juros reais elevados, endividamento e inadimplência, agravados pela falta de educação financeira.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Silvia Matos (coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas - FGV Ibre)Flávio Ataliba (pesquisador do FGV Ibre)Cláudio Hamilton Matos dos Santos (técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea)

Organizações

InfoMoneyInstituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre)Banco CentralInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

Lugares

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