Barato e mortal: Shahed-136, o drone iraniano que vem revolucionado a guerra
O drone iraniano Shahed-136, de baixo custo e fácil produção, está revolucionando a guerra ao saturar defesas aéreas e esgotar recursos inimigos, sendo usado pelo Irã em ataques e pela Rússia na Ucrânia, e inspirando até mesmo os EUA a desenvolver modelos similares.
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01/04 às 00:01
Pontos principais
- O Irã utilizou drones Shahed-136 em ataques retaliatórios contra Israel e estados do Golfo, penetrando sistemas de defesa aérea.
- Os drones Shahed-136 são baratos (US$ 20 mil a US$ 50 mil) e fáceis de produzir, sendo lançados em grande volume para saturar as defesas inimigas.
- O custo de interceptação de um Shahed-136 com mísseis de defesa aérea é significativamente maior (US$ 1,3 milhão a US$ 4 milhões por míssil).
- A simplicidade e o voo irregular do Shahed-136 dificultam sua detecção e interceptação, exigindo múltiplos mísseis para cada um.
- A Rússia também emprega os drones Shahed-136 (sob o nome Geran-2) na guerra da Ucrânia, visando infraestrutura civil.
- A Ucrânia, por sua vez, desenvolveu sistemas antidrone e busca interceptadores mais baratos, além de compartilhar informações com países do Golfo.
- Os EUA estão desenvolvendo drones de ataque de baixo custo, como o Lucas, inspirados no Shahed-136, para equiparar sua estratégia militar.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Bill LaPlante (principal responsável pelo programa de armamentos do Pentágono)Volodymyr Zelensky (presidente da Ucrânia)Brad Cooper (comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM))
Organizações
Guarda Revolucionária do IrãCentro para Estudos Internacionais EstratégicosReutersPentágonoExército dos Estados UnidosComando Central dos EUA (CENTCOM)
Lugares
IrãDubaiTeerãIsraelGolfoRússiaUcrâniaEUAKievCatarArábia SauditaEmirados Árabes UnidosIraqueEstreito de Ormuz
