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Banda que teve disco censurado na ditadura será indenizada pelo Estado

A banda pernambucana Ave Sangria, que teve um disco censurado pela ditadura militar em 1974, será indenizada pelo Estado brasileiro após decisão da Comissão de Anistia.

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31/03 às 10:05

Pontos principais

  • A banda Ave Sangria terá indenização vitalícia de R$ 2.000 por mês, mais retroativos, devido à censura de seu disco em 1974 pela ditadura militar.
  • A censura ocorreu por causa da música "Seu Waldir", que abordava o amor homoafetivo, considerada um atentado à moral e aos bons costumes pela ditadura.
  • A decisão foi aprovada pela Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, reconhecendo os danos sofridos pelos músicos.
  • Manoel Moraes, conselheiro da Comissão, afirmou que a indenização é um reconhecimento público e um pedido de desculpas pelos atos de exceção contra a banda e a cultura popular.
  • Marco Polo, vocalista, expressou emoção e alívio com a notícia, destacando a importância da remuneração econômica e o fim do trauma.
  • Almir de Oliveira, também da formação original, ressaltou que a reparação financeira é importante, mas o maior legado é o reconhecimento dos danos e a justiça feita.
  • Em 2019, a Ave Sangria lançou seu segundo disco, 45 anos após o primeiro, e em 2023, tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial do Recife.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Manoel Moraes (conselheiro da Comissão de Anistia)Marco Polo (vocalista e compositor da Ave Sangria)Almir de Oliveira (integrante da Ave Sangria)

Organizações

Ave SangriaComissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da CidadaniaUFPA

Lugares

PernambucoRecifeBrasil