Bactérias no cultivo da pimenta-do-reino reduzem uso de químicos
Pesquisadores brasileiros identificaram duas bactérias endofíticas que promovem o crescimento da pimenta-do-reino, podendo reduzir o uso de químicos e aumentar a sustentabilidade da produção, especialmente para pequenos agricultores.
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05/04 às 09:40
Pontos principais
- Pesquisadores da Embrapa identificaram as bactérias Priestia sp. T2.2 e Lysinibacillus sp. C5.11, que estimulam o crescimento e enraizamento da pimenta-do-reino.
- A Priestia sp. T2.2 aumentou em até 75% a altura das plantas e 136% a massa seca, enquanto a Lysinibacillus sp. C5.11 gerou um crescimento de 333% na massa seca das raízes.
- As bactérias produzem ácido indolacético (hormônio vegetal) e sideróforos, que tornam nutrientes mais disponíveis para as plantas.
- A descoberta é estratégica para pequenos agricultores, que são os principais produtores de pimenta-do-reino no Brasil, e pode reduzir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos.
- O Brasil é o 2º maior produtor mundial de pimenta-do-reino, com uma produção de quase 125 mil toneladas em 2024 e valor de produção de R$ 3,67 bilhões.
- A Lei Federal 15.070 de 2024 regulamenta bioinsumos, abrindo caminho para que essas linhagens bacterianas se tornem produtos agrícolas viáveis.
- Próximos passos incluem testes em campo com produtores e diferentes variedades de pimenta-do-reino para confirmar o desempenho das cepas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Alessandra Nakasone (pesquisadora da Embrapa Florestas)Oriel Lemos (pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental)Katia Nechet (pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente)
Organizações
Embrapa Amazônia OrientalEmbrapa FlorestasEmbrapa Meio AmbienteInstituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaPoder360
Lugares
Belém (PA)BrasilEspírito SantoPará
