Autismo: pesquisa aponta baixo acesso a diagnóstico e terapias
Uma pesquisa inédita, o Mapa Autismo Brasil, revela o acesso limitado a diagnóstico e terapias para pessoas autistas no Brasil, destacando a dependência de planos de saúde e a insuficiência da rede pública e da carga horária terapêutica.
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09/04 às 14:18
Pontos principais
- O estudo Mapa Autismo Brasil (MAB) é o primeiro perfil sociodemográfico nacional sobre pessoas autistas, revelando limitações no acesso a diagnóstico e terapias.
- A pesquisa, realizada pelo Instituto Autismos, ouviu mais de 23 mil pessoas, incluindo autistas e cuidadores em todos os estados brasileiros.
- Apenas 20,4% dos diagnósticos de TEA são confirmados pelo SUS, e 15,5% das terapias são realizadas pela rede pública, com a maioria dependendo de planos de saúde ou pagamento particular.
- A carga horária semanal de terapias é considerada baixa, com 56,5% dos entrevistados realizando até duas horas, aquém do preconizado internacionalmente.
- O estudo também traça o perfil do autista brasileiro, com dados sobre raça, gênero, idade, renda familiar e comorbidades.
- A pesquisa aponta dificuldades no acesso ao diagnóstico precoce e a especialistas, com 55,2% dos diagnósticos feitos na rede particular.
- Na educação, 16% dos autistas não frequentam nenhuma instituição, e 39,9% não recebem apoio de acessibilidade, indicando falhas na inclusão escolar.
- Entre autistas adultos, 29,9% estão desempregados ou sem renda, evidenciando desafios estruturais de inclusão no mercado de trabalho.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Instituto AutismosAgência BrasilInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Sistema Único de Saúde (SUS)Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes)
Lugares
BrasilNorteNordeste
