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ANP lista falhas em série e descobre tanque 'invisível' nos cálculos de incêndio

A ANP interditou totalmente a Refit devido a um "risco grave e iminente" de acidentes e incêndios, revelando falhas críticas de segurança, incluindo um tanque de 22 milhões de litros ignorado nos cálculos de combate a chamas, e a empresa também é investigada por um esquema bilionário de sonegação fiscal.

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30/01 às 04:01

Pontos principais

  • A ANP decretou a interdição total da Refit (antiga Refinaria de Manguinhos) por "risco grave e iminente" de acidentes e incêndios.
  • Relatórios técnicos da ANP detalham múltiplas falhas de projeto e manutenção, ilustradas pela "Teoria do Queijo Suíço".
  • Um tanque de 22 milhões de litros (F-201B) foi desconsiderado no cálculo do Sistema Fixo de Combate a Incêndio, criando um déficit de quase 40% na capacidade de água para apagar um eventual fogo.
  • O plano de emergência da Refit exporia brigadistas a níveis de radiação térmica (calor) duas vezes maiores que o limite de segurança.
  • A Refit é investigada pela operação Poço de Lobato por um esquema bilionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, movimentando mais de R$ 70 bilhões em um ano.
  • O Grupo Refit, comandado por Ricardo Magro, é considerado um dos maiores devedores de ICMS e impostos federais, com um prejuízo estimado de R$ 26 bilhões aos cofres públicos.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Ricardo Magro (empresário)

Organizações

ANP (Agência Nacional do Petróleo)Refit (antiga Refinaria de Manguinhos)Receita FederalGrupo Refit

Lugares

ManguinhosSão PauloRio de Janeiro