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title: "Operação Força Integrada"
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updated: 2026-09-17T10:54:42.697+00:00
categories: ["brazil", "politics"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Operação Força Integrada

A Operação Força Integrada é uma ação policial nacional coordenada pela Polícia Federal que mobiliza simultaneamente as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em diversos estados brasileiros. O objetivo é desarticular facções criminosas através do cumprimento de mandados de prisão e do ataque ao patrimônio ilícito, como o bloqueio de bens e ativos financeiros. Atualmente, a operação segue em edições sucessivas, consolidando a cooperação entre diferentes forças de segurança.

## O que é a Operação Força Integrada

A Operação Força Integrada é uma ação policial nacional coordenada pela Polícia Federal que mobiliza, no mesmo dia e de forma simultânea, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) espalhadas pelos estados brasileiros. Cada edição reúne o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos em investigações diferentes, conduzidas por cada FICCO local, e os concentra em uma única deflagração nacional.

O alvo declarado são organizações criminosas — facções — e os crimes associados a elas: tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios e extorsão. Além das prisões, as edições vêm dando peso crescente ao ataque patrimonial, com bloqueio, sequestro e restrição de bens ligados aos investigados.

A operação é numerada em edições sucessivas. A primeira ocorreu em março de 2026; a quarta, em 16 de setembro de 2026.

## O que é a FICCO

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) é uma estrutura de cooperação criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com órgãos federais e estaduais de segurança. Funciona como força-tarefa permanente — não como um mutirão episódico —, com equipes fixas que reúnem policiais de instituições diferentes trabalhando na mesma investigação.

A composição varia de estado para estado, mas em geral inclui Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias civis, militares e penais estaduais, guardas municipais, secretarias estaduais de segurança pública e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A coordenação é da Polícia Federal, e a atuação se dá sem hierarquia entre as instituições participantes.

Segundo a Senappen, os objetivos da FICCO incluem desarticular facções que atuam dentro e fora do sistema prisional, combater o tráfico de drogas, armas e munições, enfrentar crimes patrimoniais como roubo de carga e a bancos, atacar a lavagem de dinheiro e a ocultação de bens, e evitar esforços duplicados entre polícias.

As FICCOs estão presentes em todas as unidades da Federação e no Distrito Federal.

## O que aconteceu na Operação Força Integrada IV

A Operação Força Integrada IV foi deflagrada em 16 de setembro de 2026 e mobilizou 20 bases das FICCOs em 19 unidades da Federação.

O balanço divulgado no dia apontou:

- 106 mandados de prisão e 173 mandados de busca e apreensão;
- 101 pessoas presas, somando mandados cumpridos e prisões em flagrante;
- mais de R$ 508 milhões em bloqueios, sequestros e restrições patrimoniais, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros;
- 29 imóveis sequestrados, 18 veículos apreendidos e R$ 171,8 mil em dinheiro.

O maior volume de bloqueio patrimonial foi registrado no Tocantins, com cerca de R$ 412,5 milhões, em investigação sobre a estrutura financeira e logística de apoio ao tráfico internacional de drogas. No Mato Grosso do Sul, os bloqueios chegaram a R$ 75 milhões. Na Bahia, a ação local, batizada de Operação Eirene 2, cumpriu 57 mandados de busca e 45 de prisão contra suspeitos ligados a tráfico, homicídios e extorsão, com cerca de R$ 12 milhões em bens bloqueados.

A diferença entre os 106 mandados de prisão e as 101 pessoas presas se explica pela contagem: mandados expedidos não correspondem necessariamente a alvos localizados no dia.

## Edições anteriores: Força Integrada I, II e III

**Força Integrada I — 18 de março de 2026.** A primeira edição alcançou 15 estados: São Paulo, Maranhão, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe. O balanço divulgado apontou 183 mandados de busca e apreensão, 115 mandados de prisão e cerca de R$ 370 milhões em bens bloqueados — a maior parte em ações no Maranhão e em São Paulo.

**Força Integrada II — 12 de maio de 2026.** Deflagrada em 16 estados (Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro), com 165 mandados de busca e apreensão e 71 de prisão previstos. O balanço final registrou 82 presos — 73 por mandado e 9 em flagrante —, 161 buscas cumpridas, 25 veículos e 10 armas apreendidos e R$ 103,8 milhões em bens bloqueados. Na Paraíba, a ação mirou a facção Nova OKD em João Pessoa; em Minas Gerais, alvos ligados ao tráfico internacional em Uberlândia e Ituiutaba.

**Força Integrada III — 8 de julho de 2026.** Envolveu 19 FICCOs em 16 estados, com 181 mandados de busca e apreensão e 93 de prisão. Cada ação local recebeu nome próprio — como Zip Lock, Conexão Amazônia, Blend e Thálassa —, padrão que se repete nas demais edições.

## Como funciona a operação

O desenho é o oposto de uma operação única com um alvo único. Cada FICCO estadual conduz suas próprias investigações ao longo dos meses; quando a data nacional é marcada, os mandados prontos são cumpridos no mesmo dia, em todos os estados participantes. Por isso os números agregados (mandados, prisões, bens bloqueados) não se referem a uma só organização criminosa, e sim à soma de dezenas de inquéritos distintos.

Dois traços definem o modelo:

- **Ausência de hierarquia entre as instituições.** Polícia Federal, polícias estaduais, PRF e guardas municipais atuam lado a lado, com compartilhamento de inteligência, sem que uma corporação comande as outras.
- **Descapitalização.** As decisões judiciais vão além da prisão e alcançam o patrimônio: bloqueio de contas, sequestro de imóveis e veículos, restrição de ativos financeiros. Foi essa frente que explicou o salto de R$ 103,8 milhões na segunda edição para mais de R$ 508 milhões na quarta.

## Quais crimes são investigados

As edições da Força Integrada concentram-se em tráfico de drogas, tráfico de armas e munições, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, homicídios e extorsão praticados por facções, além de outros delitos cometidos no âmbito de organizações criminosas.

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