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title: "Najib Razak"
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updated: 2026-09-20T11:56:14.458+00:00
categories: ["world", "politics"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Najib Razak

Najib Razak foi o sexto primeiro-ministro da Malásia, governando entre 2009 e 2018, período marcado pelo escândalo de corrupção no fundo soberano 1MDB. O ex-líder foi condenado por desvio de recursos e lavagem de dinheiro, cumprindo pena de prisão desde 2022. Embora tenha recebido um perdão condicional em setembro de 2026 para cumprir o restante da sentença em prisão domiciliar, ele permanece detido na Prisão de Kajang devido ao não pagamento da multa exigida.

## Quem é Najib Razak

Mohammad Najib bin Abdul Razak, nascido em 23 de julho de 1953 em Kuala Lipis, no estado de Pahang, foi o sexto primeiro-ministro da Malásia, entre 2009 e 2018. Sua trajetória política terminou associada ao escândalo do fundo soberano 1Malaysia Development Berhad (1MDB), criado por ele próprio em 2009 e transformado em um dos maiores casos de desvio de dinheiro público já investigados no mundo.

Najib cumpre pena de prisão desde 23 de agosto de 2022. Em 18 de setembro de 2026, o rei Sultan Ibrahim concedeu a ele um perdão condicional que permite cumprir o restante da pena em prisão domiciliar — desde que pague uma multa de 50 milhões de ringgits (cerca de 12,3 milhões de dólares). Enquanto a multa não é paga, ele segue na Prisão de Kajang.

## Origem familiar e formação

Najib é filho de Abdul Razak Hussein, segundo primeiro-ministro da Malásia. Seu irmão, Nazir Razak, fez carreira como executivo do setor bancário.

Estudou na St. John's Institution, em Kuala Lumpur, e no Malvern College, na Inglaterra. Formou-se bacharel em economia industrial pela Universidade de Nottingham em 1974 — a mesma instituição que aparece com frequência nas buscas sobre sua qualificação acadêmica.

Najib é casado com Rosmah Mansor, também condenada por corrupção em processo separado.

## Carreira política

Najib entrou no Parlamento em 1976, aos 23 anos, pelo distrito de Pekan, cadeira que ocupou até 1982 e de novo de 1986 a 2022. Entre 1982 e 1986 foi Menteri Besar (chefe de governo) do estado de Pahang.

Depois, acumulou as principais pastas do governo federal pela UMNO, partido que dominou a política malaia por seis décadas:

- Ministro da Defesa (1991–1995 e 2000–2008)
- Ministro da Educação (1995–2000)
- Vice-primeiro-ministro (2004–2009)
- Primeiro-ministro (2009–2018)

## O governo (2009–2018) e a derrota eleitoral

Como primeiro-ministro, Najib construiu sua imagem em torno da campanha de unidade nacional "1Malaysia", do programa de transferência de renda BR1M e do programa de habitação popular PR1MA. No campo fiscal, cortou subsídios e implantou o imposto sobre bens e serviços (GST).

Na eleição de 9 de maio de 2018, a coalizão Barisan Nasional, liderada por Najib, sofreu uma derrota histórica — a primeira desde a independência do país. O governo passou à coalizão Pakatan Harapan, sob Mahathir Mohamad, e as investigações sobre o 1MDB, contidas durante seu mandato, foram retomadas.

## O escândalo do 1MDB

O 1Malaysia Development Berhad foi criado em 2009 como fundo soberano de investimento estratégico, com capital inicial de 1 bilhão de dólares. Najib concentrava a autoridade final sobre investimentos e nomeações do fundo.

Segundo as autoridades dos Estados Unidos, mais de 4,5 bilhões de dólares foram desviados do 1MDB por uma rede que operava entre Malásia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O empresário malaio Jho Low, que não tinha cargo formal no fundo, é apontado como o articulador central do esquema, movimentando recursos por empresas de fachada e contas no exterior.

Dois desdobramentos internacionais dão a dimensão do caso:

- Em dezembro de 2018, promotores americanos apresentaram acusações contra subsidiárias do Goldman Sachs e contra os ex-funcionários Tim Leissner e Roger Ng, pedindo multas criminais superiores a 2,7 bilhões de dólares, além dos 600 milhões de dólares em taxas recebidas pelo banco na emissão dos títulos do fundo.
- Até agosto de 2021, os Estados Unidos haviam recuperado e devolvido à Malásia 1,2 bilhão de dólares em recursos desviados do 1MDB dentro de sua jurisdição.

O caso veio a público em julho de 2015, quando o Wall Street Journal revelou que mais de 2,67 bilhões de ringgits (cerca de 700 milhões de dólares) haviam entrado nas contas pessoais de Najib.

## A condenação no caso SRC International

O primeiro processo a chegar ao fim foi o da SRC International, uma empresa ligada ao 1MDB. Em 28 de julho de 2020, Najib foi considerado culpado nas sete acusações — abuso de poder, lavagem de dinheiro e quebra de confiança — por desviar 42 milhões de ringgits da companhia. A sentença foi de 12 anos de prisão e multa de 210 milhões de ringgits.

Depois de perder os recursos, Najib começou a cumprir a pena em 23 de agosto de 2022.

Em fevereiro de 2024, o Conselho de Perdões reduziu a pena pela metade, para seis anos, e cortou a multa de 210 milhões para 50 milhões de ringgits. Com essa redução, a soltura estava prevista para 23 de agosto de 2028.

## A saga do "adendo real"

Najib sustenta que o rei anterior, Sultan Abdullah Ahmad Shah, assinou em 29 de janeiro de 2024 um adendo à decisão de clemência autorizando-o a cumprir o resto da pena em casa. A existência do documento foi confirmada judicialmente, mas sua validade, não.

Em dezembro de 2025, a Alta Corte rejeitou o pedido: entendeu que a prisão domiciliar não havia sido deliberada nem decidida pelo Conselho de Perdões na reunião de 29 de janeiro de 2024, e que o adendo não atendia ao Artigo 42 da Constituição Federal — portanto não podia ser executado.

## A condenação de dezembro de 2025 no caso principal do 1MDB

Em 26 de dezembro de 2025, o juiz Collin Lawrence Sequerah condenou Najib nas 25 acusações do processo principal do 1MDB: quatro de abuso de poder e 21 de lavagem de dinheiro, referentes a mais de 700 milhões de dólares canalizados para suas contas pessoais.

A sentença foi de 15 anos de prisão, com as penas correndo de forma concorrente e o cumprimento começando depois da pena atual. Somam-se a ela 11,4 bilhões de ringgits (cerca de 2,8 bilhões de dólares) em multas pelas acusações de abuso de poder e 2,08 bilhões de ringgits (cerca de 514 milhões de dólares) em recuperação de ativos nas acusações de lavagem.

Seu advogado, Mohamed Shafee Abdullah, anunciou recurso.

## Najib está preso? A prisão domiciliar condicional de 2026

Sim. Em 20 de setembro de 2026, Najib continuava na Prisão de Kajang.

Em 18 de setembro de 2026, na 64ª reunião do Conselho de Perdões dos Territórios Federais, o rei Sultan Ibrahim concedeu um perdão condicional autorizando-o a cumprir em prisão domiciliar o restante da pena do caso SRC, até 23 de agosto de 2028. A condição divulgada é o pagamento de 50 milhões de ringgits — exatamente o valor para o qual a multa original de 210 milhões havia sido reduzida no perdão de 2024. O comunicado oficial não detalhou as demais condições impostas. Se alguma delas for descumprida, o perdão é revogado e Najib volta imediatamente à prisão.

Dois obstáculos travam a transferência:

- **A multa não foi paga.** O escritório de defesa Shafee & Co afirmou que, "até que a multa seja paga ao tribunal, nosso cliente permanece na Prisão de Kajang". Os advogados alegam que boa parte dos bens, contas bancárias e imóveis de Najib está sob ordens de congelamento e processos de execução do governo, de modo que a capacidade de pagar não depende apenas dele.
- **A papelada não chegou.** O Departamento Prisional informou que ainda aguardava a notificação oficial por escrito do perdão condicional para dar andamento à mudança.

Também não está definido como o cumprimento da prisão domiciliar seria fiscalizado — tornozeleira eletrônica, apresentações periódicas ou verificações presenciais são possibilidades levantadas, mas nenhum mecanismo foi confirmado.

## Rosmah Mansor

Rosmah Mansor, esposa de Najib, foi condenada em setembro de 2022 por três acusações de corrupção no caso do projeto de energia solar híbrida de 1,25 bilhão de ringgits para escolas do estado de Sarawak. A Alta Corte concluiu que ela solicitou 187,5 milhões de ringgits do então diretor-gerente da Jepak Holdings, Saidi Abang Samsudin, por intermédio de seu ex-assessor Rizal Mansor, como contrapartida para ajudar a empresa a obter o contrato.

A pena foi de 10 anos de prisão por acusação, em regime concorrente, e multa de 970 milhões de ringgits. Rosmah obteve suspensão da execução e responde em liberdade enquanto recorre. Em 2026 o processo seguia em disputa no Tribunal de Apelação e no Tribunal Federal, inclusive sobre a admissão de provas adicionais pedida pela defesa.

## Notícias recentes

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