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title: "Marconi Perillo"
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updated: 2026-10-04T05:01:25.86225+00:00
categories: ["brazil", "politics"]
type: topic
language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Marconi Perillo

Marconi Perillo (PSDB) governou Goiás em quatro mandatos, entre 1999 e 2006 e entre 2011 e 2018, foi senador e presidiu o PSDB nacional de 2023 a 2025. Sem cargo público desde 2018, na eleição de 4 de outubro de 2026 é candidato ao governo de Goiás com o número 45, pela coligação da federação PSDB-Cidadania com o DC, tendo Jacqueline Zaiden (PSDB) como vice. Foi preso em 2018 na Operação Cash Delivery, cujos atos o STF anulou em 2022.

## Quem é Marconi Perillo

Marconi Ferreira Perillo Júnior (7 de março de 1963), natural de Palmeiras de Goiás segundo o registro de candidatura no TSE, é político filiado ao PSDB. Foi governador de Goiás em quatro mandatos, senador, deputado federal e deputado estadual, e presidiu o PSDB nacional. Sem cargo público desde 2018, na eleição de 4 de outubro de 2026 é candidato ao governo de Goiás pelo PSDB, com o número 45.

Filho do comerciante Marconi Ferreira Perillo e de Maria Pires Perillo, é casado com Valéria Jaime Peixoto Perillo, com quem tem duas filhas, Isabela e Ana Luísa.

## Candidatura ao governo de Goiás em 2026: número e partido

Marconi disputa o governo de Goiás com o número 45, pela coligação "Goiás Pode Muito Mais", formada pela federação PSDB-Cidadania e pelo DC. A candidata a vice-governadora é a empresária e agropecuarista Jacqueline Zaiden (PSDB), que ganhou projeção em protestos contra a chamada "taxa do agro", contribuição sobre o setor produtivo criada em 2023. É a quinta vez que ele concorre ao governo do estado.

Os outros candidatos ao governo de Goiás em 2026 são o governador Daniel Vilela (MDB, 15), Wilder Morais (PL, 22), Luis Cesar Bueno (PT, 13), Luciana Amorim (UP, 80) e Danilo Pinheiro (PCO, 29). Marconi disputa contra o grupo de Ronaldo Caiado, que apoia Vilela.

## Marconi Perillo foi governador quantas vezes?

Quatro vezes. Marconi governou Goiás de 1999 a 2002, de 2003 a 2006, de 2011 a 2014 e de 2015 a abril de 2018.

- **1998:** eleito pelo PSDB aos 35 anos, o governador mais jovem do país naquela eleição, ao derrotar no segundo turno o favorito Iris Rezende, com o mote do "tempo novo".
- **2002:** reeleito no primeiro turno, com 51,21% dos votos.
- **2010:** eleito no segundo turno contra Iris Rezende, com 52,99% dos votos válidos.
- **2014:** reeleito no segundo turno, com 57,44% dos votos válidos.

Nas duas vezes em que saiu antes do fim do mandato, em 2006 e em 2018, renunciou para disputar o Senado.

## É de direita ou de esquerda?

Na campanha de 2026 disputa o eleitorado de direita com Daniel Vilela e Wilder Morais. Segundo o jornal O Hoje, recusou propostas de uma ala do PT goiano para uma aliança que lhe daria apoio petista ao governo e, nos debates, criticou o governo Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff, atribuindo aos governos federais do PT a privatização da Celg.

## Trajetória política

- **PMDB e início:** começou no PMDB, presidiu a juventude do partido (1985–1989) e foi assessor especial do governador Henrique Santillo entre 1987 e 1991.
- **Deputado estadual (1991–1995)** e **deputado federal (1995–1999)**, eleito pelo PP em 1994.
- **Governador (1999–2006)**, pelo PSDB.
- **Senador (2007–2010):** eleito em 2006 com 75% dos votos; o vice Alcides Rodrigues o sucedeu no governo.
- **Governador (2011–2018).**
- **Candidaturas ao Senado:** em 2018 ficou em quinto lugar, com 7,55% dos votos válidos; em 2022 ficou em segundo, com 19,80%, atrás de Wilder Morais.
- **Presidente nacional do PSDB (2023–2025):** eleito em 30 de novembro de 2023, na 16ª convenção nacional do partido.

## Cargo atual e patrimônio

Marconi não ocupa cargo público desde abril de 2018 e se registrou no TSE como empresário. Segundo sua assessoria, desde então atuou só na iniciativa privada, como consultor de empresas, por meio da MV Projetos e Consultoria.

Na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral em 2026, informou patrimônio de R$ 11,88 milhões, contra R$ 7,35 milhões declarados em 2022. Entre os bens estão um apartamento residencial de R$ 3,1 milhões, uma casa de R$ 2,5 milhões, 25% das quotas da Itumbiara Empreendimentos Imobiliários (R$ 875 mil) e investimentos em uma fazenda.

## Propostas para o governo

Segundo o plano de governo registrado no TSE, Marconi afirma que "segurança pública exige continuidade" e promete concursos para recompor o efetivo policial, presença policial em todos os 246 municípios, reforço do Comando de Operações de Divisas e policiamento rural para proteger propriedades, máquinas e rebanhos. Na saúde, propõe uma Tabela SES para comprar serviços da rede privada e filantrópica, um painel de monitoramento das filas 24 horas, a retomada do programa Remédios em Casa, a revisão dos contratos com organizações sociais e um hospital estadual de neurodesenvolvimento e saúde mental infantojuvenil. Na educação, promete restabelecer a vinculação de 2% da receita estadual para a Universidade Estadual de Goiás (UEG), criar o programa Aluno Empregado no ensino médio e ampliar as escolas militares. No meio ambiente, uma estratégia estadual de segurança hídrica e a ampliação do pagamento por serviços ambientais, junto com a expansão da agricultura irrigada.

## Pesquisas eleitorais

Na pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro de 2026, Marconi tinha 19% das intenções de voto, atrás de Daniel Vilela (42%) e à frente de Wilder Morais (15%). No levantamento da Quaest de 2 e 3 de outubro (2.004 entrevistas, margem de 2 pontos, registro GO-00674/2026), tinha 18% dos votos válidos no cenário estimulado, contra 57% de Vilela e 20% de Wilder; num eventual segundo turno contra Wilder, os dois apareciam empatados com 34%.

## Marconi Perillo foi preso?

Sim. Em 10 de outubro de 2018, Marconi foi preso preventivamente na Operação Cash Delivery, desdobramento da Lava Jato baseado em delações de executivos da Odebrecht, que relataram caixa dois de cerca de R$ 12 milhões para suas campanhas de 2010 e 2014 em troca de favorecimento em contratos. No mesmo dia, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu habeas corpus e mandou soltá-lo.

Na Justiça Eleitoral, a parte eleitoral do caso foi arquivada por falta de provas em agosto de 2020, com aval do Ministério Público Eleitoral. Em 2022, o ministro Gilmar Mendes, do STF, declarou a Justiça Federal incompetente, enviou o processo à Justiça Eleitoral, anulou a denúncia do Ministério Público Federal e os atos decisórios e cautelares do caso e mandou desbloquear os bens do ex-governador.

## Polêmicas e processos

**Banco Master.** Documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado e revelados em abril de 2026 mostram que a MV Projetos e Consultoria, empresa de Marconi, recebeu R$ 14,5 milhões do Banco Master, de Daniel Vorcaro, entre 2022 e 2025, parte do período em que ele presidia o PSDB. O banco foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. A assessoria de Marconi afirmou que ele prestou serviços "a uma empresa considerada idônea à época da contratação, sem qualquer vínculo pessoal com seus dirigentes", e que o contrato terminou em julho de 2025. Em debate em setembro de 2026, ele disse que foi contratado em 2021 por diretores do banco, que declarou os valores no Imposto de Renda e que nunca conheceu Vorcaro.

**Operação Panaceia (2025).** Em fevereiro de 2025, Marconi foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal e da CGU na Operação Panaceia, que apura desvios de recursos da saúde de Goiás entre 2012 e 2018 por meio de contratos com organizações sociais. A defesa nega as acusações. Dias depois, o ministro Gilmar Mendes suspendeu o inquérito em decisão liminar, até o STF concluir o julgamento sobre o alcance do foro privilegiado.

**Caso Cachoeira (2012).** Durante o escândalo envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira, a chefe de gabinete de Marconi, Eliane Pinheiro, pediu demissão depois que conversas dela com Cachoeira foram interceptadas. Marconi admitiu conhecer o bicheiro e ter se encontrado com ele em três ocasiões. O jornalista Luiz Carlos Bordoni foi condenado a pagar R$ 200 mil ao ex-governador por danos morais por acusá-lo, sem provas, de pagar seus honorários com uma empresa ligada a Cachoeira.

**Outros casos.** Em 2008, o TSE manteve multa de R$ 53.205 a Marconi por propaganda antecipada na eleição de 2006, veiculada como publicidade institucional do governo. Em 2007, o Ministério Público Federal moveu ação civil pública contra a Faculdade Alves Faria por criar uma turma de Direito exclusiva para ele e a esposa.

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