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title: "João Rodrigues (político de Santa Catarina)"
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updated: 2026-10-04T05:00:24.439298+00:00
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# João Rodrigues (político de Santa Catarina)

João Rodrigues é um empresário, radialista e político do PSD, ex-prefeito de Chapecó por quatro mandatos e ex-deputado estadual e federal por Santa Catarina. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo catarinense na eleição de 4 de outubro de 2026, com o número 55 e Carlos Chiodini (MDB) como vice. Foi preso em 2018 por condenação em caso de licitação de 1999, da qual o STJ o absolveu em 2020.

## Quem é João Rodrigues

João Rodrigues é um empresário, radialista e político brasileiro filiado ao PSD. Nasceu em São Valentim, no Rio Grande do Sul, em 23 de março de 1967, e fez carreira no Oeste de Santa Catarina. Foi prefeito de Chapecó em quatro mandatos, o último de 2021 até 2 de abril de 2026, quando renunciou para disputar o governo do estado. Também foi prefeito de Pinhalzinho, deputado estadual e deputado federal por dois mandatos.

É candidato a governador de Santa Catarina na eleição de 4 de outubro de 2026, pelo PSD, com o número 55. É a primeira vez que disputa o governo.

## Origem e carreira no rádio

Natural de São Valentim (RS), trabalhou como radialista na Rádio Centro-Oeste de Pinhalzinho entre 1988 e 2000 e também apresentou programas de televisão no Oeste catarinense. A popularidade como comunicador o levou à política.

## Trajetória política

Em 1996, elegeu-se vice-prefeito de Pinhalzinho e, em 2000, prefeito da cidade pelo PFL, com 53% dos votos válidos. Renunciou em 2002 para se eleger deputado estadual, com 48.549 votos.

Deixou a Assembleia Legislativa para assumir a Prefeitura de Chapecó em 2005, depois de vencer a eleição de 2004 contra Cláudio Vignatti (PT). Foi reeleito em 2008, com 59% dos votos válidos, e renunciou em março de 2010 para disputar a Câmara dos Deputados. Elegeu-se deputado federal pelo DEM em 2010, com 134.558 votos, e foi reeleito em 2014, já no PSD. Durante o primeiro mandato, licenciou-se em quatro períodos para ocupar cargos no governo de Raimundo Colombo nas áreas de agricultura e pesca.

Na Câmara, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, da PEC do Teto de Gastos e da reforma trabalhista, e contra a abertura de investigação da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, em 2017.

Voltou à Prefeitura de Chapecó em 2020 e foi reeleito em 2024, com 99.320 votos (83,01% dos válidos).

| Cargo | Período | Partido |
| --- | --- | --- |
| Vice-prefeito de Pinhalzinho | 1997–2000 | — |
| Prefeito de Pinhalzinho | 2001–2002 | PFL |
| Deputado estadual | 2003–2004 | PFL |
| Prefeito de Chapecó | 2005–2010 | PFL/DEM |
| Deputado federal | 2011–2019 | DEM, depois PSD |
| Prefeito de Chapecó | 2021 – 2 de abril de 2026 | PSD |

## Condenação, prisão e absolvição

Em dezembro de 2009, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) condenou João Rodrigues a cinco anos e três meses em regime semiaberto por dispensa irregular de licitação e fraude a licitação na compra de uma retroescavadeira pela Prefeitura de Pinhalzinho, em 1999, quando ele, então vice-prefeito, ocupava interinamente a prefeitura. Como ele se tornou deputado federal, o recurso subiu ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 6 de fevereiro de 2018, a 1ª Turma do STF não conheceu do recurso e determinou a execução imediata da pena, a pedido da PGR, que apontava prescrição iminente. Rodrigues foi preso pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos; segundo a PF, ele havia tentado mudar o destino do voo para o Paraguai. A partir de junho, passou a exercer o mandato de dia e a dormir no Complexo Penitenciário da Papuda. Em agosto de 2018, uma liminar do ministro Rogerio Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspendeu a pena por provável prescrição e o soltou. Ele disputou a reeleição e teve cerca de 60 mil votos, mas o registro foi barrado pela Justiça Eleitoral.

Em dezembro de 2020, a Sexta Turma do STJ absolveu Rodrigues por unanimidade no caso da retroescavadeira. O STF havia suspendido sua inelegibilidade, o que permitiu a candidatura a prefeito em 2020, mas ele não recuperou o mandato de deputado. Em outra ação, de improbidade administrativa por suposto superfaturamento da merenda escolar em Chapecó no primeiro mandato, a Justiça Federal o absolveu em 2020 por falta de indícios de dano ao erário.

## Outras polêmicas

Em maio de 2015, uma equipe do SBT flagrou o então deputado assistindo a vídeos pornográficos no celular durante a sessão da Câmara que debatia a reforma política.

No início de 2021, ao reassumir a Prefeitura de Chapecó, Rodrigues flexibilizou as restrições contra a Covid-19 e a cidade passou a distribuir o chamado "tratamento precoce", com medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença, como hidroxicloroquina e ivermectina. Em fevereiro, o próprio prefeito admitiu o colapso do sistema de saúde, e a prefeitura adotou toque de recolher e fechamento do comércio. Em abril, gravou um vídeo, divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro, afirmando que as internações haviam zerado graças ao tratamento precoce; a Agência Lupa verificou que a afirmação era falsa e que as UTIs da cidade estavam lotadas.

## Candidatura ao governo de Santa Catarina em 2026

Rodrigues lançou a pré-candidatura em março de 2025 e foi oficializado pelo PSD em convenção na Assembleia Legislativa, em Florianópolis, em 1º de agosto de 2026, com a presença do candidato do partido à Presidência, Ronaldo Caiado, e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

- **Partido e número:** PSD, 55
- **Vice:** Carlos Chiodini (MDB), deputado federal e presidente do MDB catarinense
- **Coligação:** Santa Catarina Acima de Tudo (PSD, MDB e Federação União Progressista, de União Brasil e PP)
- **Registro:** deferido pela Justiça Eleitoral

A chapa tem Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB) como candidatos ao Senado. O principal adversário é o governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição; também disputam Gelson Merisio (PSB), Laís Chaud (UP), Marcelo Brigadeiro (Missão), Professor Marcus Sodré (PSTU), Ralf Zimmer (PRD) e Bruno Pedreiro (PCO). Na pesquisa AtlasIntel divulgada pelo Grupo ND em 10 de setembro de 2026 (1.211 entrevistas entre 4 e 9 de setembro, margem de 3 pontos), Rodrigues tinha 18,5% das intenções de voto, Jorginho Mello 51,6% e Gelson Merisio 17,6%.

## Propostas

O plano de governo registrado no TSE prevê destinar ao menos 15% da receita corrente líquida a investimentos, o que somaria R$ 40,5 bilhões de recursos do Tesouro entre 2027 e 2030. Entre as propostas declaradas pelo candidato e pelo plano:

- construir novos hospitais regionais, criar uma força-tarefa médica para reduzir as filas de cirurgias e adotar o "Corujão", com exames de média e alta complexidade feitos à noite na rede estadual;
- criar a "Muralha Digital Catarinense", rede de câmeras com reconhecimento facial e leitura de placas, e barreiras tecnológicas nas divisas do estado;
- manter a Celesc pública e privatizar a Casan, em acordo com os municípios;
- negociar com o governo federal a duplicação das BRs 282, 280 e 283 e a conclusão da BR-470, com abatimento na dívida do estado;
- construir 60 mil moradias populares e tornar profissionalizante o ensino médio estadual.

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