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title: "João Henrique Caldas (JHC)"
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updated: 2026-10-04T05:01:03.055288+00:00
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# João Henrique Caldas (JHC)

João Henrique Caldas, o JHC, é advogado e político alagoano, ex-deputado estadual e federal, e foi prefeito de Maceió de 2021 a abril de 2026, quando renunciou para disputar a eleição. É candidato ao governo de Alagoas pelo PSDB na eleição de 4 de outubro de 2026, com o número 45 e Célia Rocha como vice. É filho do ex-deputado João Caldas e da senadora Eudócia Caldas. Como prefeito, assinou um acordo de R$ 1,7 bilhão com a Braskem.

## Quem é

João Henrique Holanda Caldas, conhecido como JHC, é advogado e político alagoano, nascido em Maceió em 22 de julho de 1987. Foi deputado estadual, deputado federal por dois mandatos e prefeito de Maceió de 1º de janeiro de 2021 a 4 de abril de 2026, quando renunciou para disputar a eleição. É candidato ao governo de Alagoas pelo PSDB na eleição de 4 de outubro de 2026, com o número 45. Desde a renúncia não ocupa cargo público; preside o diretório estadual do PSDB.

É filho do ex-deputado federal João Caldas e da senadora Eudócia Caldas, e marido de Marina Candia (Marina JHC), candidata ao Senado na mesma coligação.

## Direita ou esquerda: relação com Lula e Bolsonaro

A trajetória partidária de JHC passou por PTN, Solidariedade, PSB, PL e PSDB. Em 2022, entre o primeiro e o segundo turno, deixou o PSB e se filiou ao PL para apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro. Foi reeleito prefeito em 2024 pelo PL.

Em agosto de 2025, Lula nomeou a tia de JHC, a procuradora Marluce Caldas, ministra do Superior Tribunal de Justiça, com apoio do sobrinho à indicação, segundo o g1. Em março de 2026, depois de o PL recusar lugar na chapa ao Senado para sua mãe ou sua mulher, JHC rompeu com o partido e se afastou do deputado Arthur Lira (PP), com quem depois voltou a se aliar. Filiou-se ao PSDB em 31 de março, levando as duas. Em 10 de agosto de 2026 reuniu-se com Lula em Brasília fora da agenda oficial, segundo O Globo.

Na campanha, o PSDB adotou neutralidade na disputa presidencial. Em 25 de agosto, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, declarou apoio a JHC em Maceió; JHC não participou do ato nem declarou apoio formal a um presidenciável. Lula apoia o adversário Renan Filho (MDB). Em setembro, a campanha de JHC divulgou um vídeo do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) pedindo votos para JHC e para Lula. O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, em ação da coligação de Renan Filho, mandou suspender panfletos e retirar o vídeo por associarem a imagem de Lula a JHC, cuja coligação não inclui o PT.

## Candidatura ao governo de Alagoas em 2026

| Item | Dado |
| --- | --- |
| Partido | PSDB |
| Número | 45 |
| Vice | Célia Rocha (PSDB) |
| Coligação | Alagoas Gigante: PDT, PL, DC, Federação PSDB Cidadania, Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) e Federação União Progressista (União/PP) |
| Situação do registro | Deferido |

JHC hesitou entre o governo e o Senado até o último dia do prazo. Em agosto chegou a comunicar ao PSDB que preferia o Senado; sob pressão de aliados, sobretudo de Arthur Lira, registrou a candidatura ao governo em 15 de agosto, cerca de duas horas antes do encerramento. Para o Senado, a coligação lançou Arthur Lira e Marina JHC, que tem Eudócia Caldas como primeira suplente.

A vice, Célia Maria Barbosa Rocha, é médica, nascida em Arapiraca em 1952, ex-vereadora, ex-deputada federal e três vezes prefeita de Arapiraca.

Disputam também o governo Renan Filho (MDB), Lenilda Luna (UP) e Márcio Jambo (Democrata).

## Pesquisas eleitorais

- Real Time Big Data, 10 a 14 de setembro: Renan Filho 46%, JHC 43% (margem de 2 pontos).
- Quaest, 21 a 24 de setembro: JHC 43%, Renan Filho 41% (margem de 3 pontos), empate técnico.
- Quaest, 2 e 3 de outubro, votos válidos: Renan Filho 50%, JHC 49%, Lenilda Luna 1% (margem de 2 pontos).

## Trajetória política

Filiado ao PTN em 2009, obteve 17.977 votos para deputado estadual em 2010 e exerceu o mandato na Assembleia Legislativa de Alagoas de 2011 a 2015, onde entrou aos 23 anos. Lá denunciou pagamentos sem justificativa na folha da Casa, caso que levou o Ministério Público a ações de improbidade e ao afastamento da Mesa Diretora.

Em 2014, pelo Solidariedade, foi o deputado federal mais votado de Alagoas, com 135.929 votos. Mudou para o PSB em 2015, ficou em terceiro na eleição para prefeito de Maceió em 2016 e foi reeleito deputado em 2018 com 178.645 votos. Na Câmara, foi terceiro-secretário da Mesa (2017–2019) e votou a favor da abertura do impeachment de Dilma Rousseff.

Em 2020 elegeu-se prefeito de Maceió no segundo turno, com 58,64% dos votos válidos contra Alfredo Gaspar (MDB). Em 2024 foi reeleito no primeiro turno com 379.544 votos (83,25%). Na renúncia, o vice Rodrigo Cunha (Podemos) assumiu a prefeitura, empossado pela Câmara Municipal em 5 de abril de 2026.

| Cargo | Período | Partido na eleição |
| --- | --- | --- |
| Deputado estadual (AL) | 2011–2015 | PTN |
| Deputado federal (AL) | 2015–2020 | SD (2014), PSB (2018) |
| Prefeito de Maceió | 2021–2026 | PSB (2020), PL (2024) |

## Prefeito de Maceió e o caso Braskem

O afundamento do solo em bairros de Maceió foi causado pela extração de sal-gema da Braskem. Como deputado, JHC coordenou em 2019 a comissão externa da Câmara sobre o tema.

Como prefeito, assinou em 20 de julho de 2023 um acordo de R$ 1,7 bilhão com a Braskem. O termo dava à empresa quitação "plena, rasa, geral, irrevogável e irretratável" pelos danos ao município ligados à mineração, com previsão de nova negociação se o mapa de risco crescesse significativamente. O governo de Alagoas, sob Paulo Dantas (MDB), pediu ao TCU a suspensão do acordo, defendeu sua repactuação para incluir o estado, as vítimas e outros municípios, e estimou o prejuízo em cerca de R$ 30 bilhões. O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem e entidades como Observatório do Clima e Greenpeace Brasil também contestaram o acordo.

A prefeitura sustentou que o valor compensa perdas patrimoniais e tributárias do município, que o Ministério Público Federal e a Justiça Federal se manifestaram pela regularidade do termo e que ele não impede ações de vítimas, do estado ou de outras cidades. Parte do dinheiro foi usada para comprar o Hospital do Coração, transformado no Hospital da Cidade. Em dezembro de 2023, com o risco de colapso da mina 18, no Mutange, e a ampliação do mapa de risco, a prefeitura pediu à Braskem a reabertura das negociações. O relatório final da CPI da Braskem no Senado, aprovado em maio de 2024, recomendou acompanhar a aplicação dos recursos recebidos pela prefeitura.

## Propostas

O plano de governo registrado no TSE, "Alagoas Gigante: do sertão ao litoral, um só futuro", tem 53 páginas e sete eixos. Segundo o documento e entrevistas do candidato:

- Saúde: fila única e pública de regulação consultável pelo CPF, policlínicas nas dez regiões de saúde, uma terceira macrorregião de saúde no Sertão, Telessaúde e entrega de remédios em casa.
- Segurança: concurso para 3,5 mil policiais, integração com guardas municipais, videomonitoramento e o programa Territórios da Paz.
- Educação: escolas técnicas estaduais e expansão do modelo de creches em tempo integral Gigantinhos, criado em Maceió.
- Mobilidade e serviços: BRT metropolitano estimado em R$ 1 bilhão, passe livre estudantil e redução da tarifa de água com cobrança de investimentos das concessionárias.
- Transparência: uma Controladoria Estadual Anticorrupção com mandato fixo.

## Polêmicas e processos

**Iprev e Banco Master.** Em 10 de agosto de 2026, a Polícia Federal e a CGU cumpriram mandados autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF, para apurar suspeita de gestão fraudulenta na aplicação de R$ 97 milhões do instituto de previdência dos servidores de Maceió em letras financeiras do Banco Master: R$ 80 milhões em dezembro de 2023 e R$ 17 milhões em maio de 2024, na gestão JHC. São seis investigados, entre eles o ex-presidente do instituto Ronnie Reyner Teixeira Mota, nomeado por JHC em 2023, e o secretário municipal de Fazenda. Segundo o Valor, JHC aparece nos autos como responsável legal pelo regime de previdência, mas não é investigado. O instituto afirma que os investimentos seguiram os ritos legais. A investigação foi prorrogada por 60 dias.

**Dívida com agência de publicidade.** Em 31 de agosto de 2026, a 7ª Vara Cível de Maceió renovou o bloqueio de contas de JHC e do pai em ação de cobrança movida desde 2015 pela Imagine Comunicação e Marketing, que, segundo o UOL, se refere à campanha de 2014. Cabe recurso; a assessoria do candidato disse que apurava o caso.

## Vida pessoal e família

JHC é casado com Marina Antunes Candia e Figueiredo, empresária nascida em Cuiabá (MT) em 1990, que disputa o Senado como Marina JHC. O casal tem dois filhos, Maria Helena e José Henrique, este nascido em agosto de 2025. É evangélico, membro da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Família Caldas:

- Pai: João Caldas da Silva, ex-prefeito de Ibateguara, ex-deputado estadual e federal por Alagoas e presidente nacional do Democracia Cristã.
- Mãe: Eudócia Caldas (Dra. Eudócia), senadora por Alagoas desde 2025, na vaga deixada por Rodrigo Cunha; filiada ao PSDB.
- Irmão: João Antônio Caldas, ex-deputado federal pela Bahia.
- Tia: Marluce Caldas, ministra do STJ desde 2025.

Ao TSE, JHC declarou R$ 2.244.732,19 em bens em 2026, 20,8% mais que em 2024; o principal é metade de um apartamento em Maceió.

## Notícias recentes

- [JHC é eleito governador de Alagoas no primeiro turno](https://dailyjournal.news/news/2026-10-04/jhc-e-eleito-governador-de-alagoas-aponta-datafolha) (2026-10-04)

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