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title: "Flávio Bolsonaro"
url: https://dailyjournal.news/topics/flavio-bolsonaro
updated: 2026-07-13T10:37:14.014+00:00
categories: ["brazil", "politics"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro é senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, consolidando-se como o principal nome da oposição para 2026. Sua trajetória é marcada por desafios, incluindo investigações judiciais, tensões familiares internas e a busca por unificar a direita sob o capital político de seu pai, Jair Bolsonaro. Embora apresente propostas econômicas liberais e críticas ao governo Lula, o senador enfrenta dificuldades em reduzir sua rejeição e garantir o apoio integral de aliados estratégicos.

## Visão geral

Flávio Bolsonaro é senador e candidato do PL à Presidência da República na eleição de 2026, com o pedido de registro da chapa protocolado no TSE em 13 de agosto de 2026. Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada em dezembro de 2025, revela percepções divididas sobre sua então pré-candidatura: 49% dos bolsonaristas acreditam que ele levará a disputa até o fim, enquanto 38% veem a pré-campanha como espaço para negociações, visão mais comum entre lulistas. Mais recentemente, em janeiro de 2026, ele se tornou alvo de uma solicitação de investigação à Polícia Federal, feita pelo ministro Ricardo Lewandowski, por supostos crimes contra a honra do presidente Lula. No mesmo período, a dinâmica de apoio dentro da família Bolsonaro veio à tona, com Michelle Bolsonaro publicando um vídeo de Tarcísio de Freitas em meio a cobranças para que ela apoie Flávio, sugerindo que sua preferência pode não ser o endosso público a Flávio. Em meio a essas discussões, Flávio Bolsonaro defendeu Tarcísio de Freitas contra pressões por apoio político, expressando confiança na lealdade do governador, apesar de aliados de Tarcísio esperarem um posicionamento mais incisivo. A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada em 14 de janeiro, indicou que a candidatura de Flávio Bolsonaro ganhou força, consolidando-se como segundo colocado em cenários de 1º turno e atraindo apoio da direita não bolsonarista. A crença de que ele levará sua candidatura até o fim aumentou para 54%, com 83% dos bolsonaristas e 75% da direita acreditando nisso. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, observa que Lula se beneficia da manutenção da candidatura de Flávio, dado o receio de 46% da população de um retorno da família Bolsonaro ao poder. A pesquisa Quaest também apontou que 44% dos entrevistados consideram que Jair Bolsonaro errou ao indicar Flávio como candidato à Presidência em 2026, enquanto 43% acreditam que ele acertou. O governo Lula, por sua vez, registrou 49% de desaprovação e 47% de aprovação no mesmo levantamento, um empate técnico. Em 15 de janeiro de 2026, Flávio Bolsonaro contestou os resultados da pesquisa Quaest, que apontou uma vantagem de 13 pontos percentuais para Lula, afirmando que o resultado "ainda não reflete bem a realidade". No mesmo dia, Tarcísio de Freitas reiterou publicamente seu apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência, afirmando que seu projeto político está concentrado em São Paulo e negando qualquer intenção prévia de disputar a Presidência. A pesquisa Quaest também revelou que Lula venceria em todos os cenários de 1º e 2º turno, com a menor diferença contra Tarcísio de Freitas, e que 56% dos entrevistados consideram que Lula não merece um novo mandato. Apesar disso, 56% também acreditam que Lula vencerá se o candidato da oposição for da família Bolsonaro. Em 18 de janeiro de 2026, foi anunciado que Flávio Bolsonaro viajará a Israel para participar da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, buscando firmar sua imagem como líder da direita no exterior. Em 19 de janeiro de 2026, Flávio Bolsonaro iniciou sua viagem a Israel, após uma visita prévia aos EUA, com o objetivo de consolidar sua pré-candidatura à Presidência e unificar a direita brasileira. No sábado anterior a esta viagem, ele enviou um 'sinal de paz' a Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, buscando apaziguar as relações e fortalecer a coesão do grupo político. Em 11 de fevereiro de 2026, Flávio Bolsonaro detalhou propostas econômicas, incluindo um "tesouraço" nas despesas públicas para cortar impostos e burocracia, além de defender a manutenção e reformulação de programas sociais como o Bolsa Família. Ele também criticou a política econômica do governo Lula, especialmente a reforma tributária e a expansão de programas sociais sem compromisso fiscal. No mesmo dia, ele afirmou que a escolha de seu pai, Jair Bolsonaro, para sua candidatura à Presidência foi "acertada", citando as pesquisas que mostram seu crescimento e declarando-se "muito preparado". Ele também expressou sua convicção de que Tarcísio de Freitas se engajará integralmente em seu projeto político e criticou a atuação do STF no processo de seu pai, sugerindo falta de "autocontenção" da Corte. Em julho de 2026, o cenário político de Flávio foi impactado por uma crise de relacionamento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que reluta em se engajar na campanha do enteado. Este episódio reforçou um histórico familiar de atritos políticos envolvendo as mulheres de Jair Bolsonaro, como o caso de 2000, quando o ex-presidente apoiou o filho Carlos contra a mãe, Rogéria, e as investigações sobre "rachadinhas" que envolveram a ex-esposa Ana Cristina Valle, peça-chave em apurações nos gabinetes de Flávio e Carlos. O histórico de disputas internas e a dificuldade de unificar o apoio familiar permanecem como desafios para a estratégia eleitoral do senador, enquanto aliados sugerem que figuras como Rogéria poderiam ocupar espaços em chapas do PL para tentar fortalecer a presença do grupo no pleito. Em julho de 2026, o pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD) questionou a autonomia política de Flávio Bolsonaro, após o senador ler uma carta de apoio de seu pai, Jair Bolsonaro. Caiado argumentou que o eleitor busca um líder capaz de decidir sozinho em momentos críticos, sugerindo que o contraste entre autonomia e dependência política será um eixo central no debate eleitoral.

A formalização da candidatura só ocorreu em 13 de agosto de 2026, e por uma via inesperada: o registro de filiação de Flávio Bolsonaro apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como sendo ao partido Missão, o que impedia o PL de protocolar sua candidatura à Presidência. O Missão afirmou em nota ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta, dizendo que tentou cancelar o vínculo no mesmo dia — pedido rejeitado pelo TSE — e que havia informado o gabinete de Flávio sobre a tentativa desde 2 de agosto. Flávio divulgou vídeo em rede social afirmando também ter sido vítima de fraude. O TSE informou que a filiação não resultou de hackeamento do sistema, mas de uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações; o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, enviou representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária. Na tarde de 13 de agosto, Nunes Marques determinou o cancelamento da filiação ao Missão, restabeleceu o vínculo com o PL e atendeu ao pedido dos advogados de Flávio para inscrevê-lo oficialmente como candidato à Presidência pelo PL. Às 19h43 daquele dia, o PL protocolou o pedido de registro da chapa Flávio Bolsonaro–Alfredo Gaspar no TSE, e o processo RRC 0601535-95.2026.6.00.0000 passou a constar no DivulgaCandContas. O prazo para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral se encerrava no sábado, 15 de agosto. O episódio tem precedente: em 2023, o nome do presidente Lula apareceu na Justiça Eleitoral como filiado ao PL, e a Polícia Federal descobriu que um adolescente de 13 anos, morador de Mato Grosso do Sul, havia inserido dados falsos no sistema de filiação partidária do TSE.

## Contexto e histórico

No contexto político brasileiro, Flávio Bolsonaro emerge como protagonista em cenários eleitorais e também em questões legais. A pesquisa Genial/Quaest reflete o posicionamento de seus apoiadores e opositores em relação à sua pré-candidatura, destacando tensões entre bolsonaristas e lulistas em meio a possíveis acordos ou confrontos eleitorais. Em um desenvolvimento posterior, o ministro Ricardo Lewandowski solicitou uma investigação contra ele por supostos crimes contra a honra de Lula, baseada em uma denúncia de uma deputada petista que alega associação de Lula com Maduro. Paralelamente, a dinâmica de apoio familiar também se tornou um ponto de atenção. A relação entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro enfrenta uma crise que impacta a estratégia eleitoral do senador, com a ex-primeira-dama relutando em se envolver na empreitada do enteado, o que gera preocupações sobre o engajamento de setores como mulheres e evangélicos. Em julho de 2026, em meio a um racha familiar intensificado nas semanas anteriores, Jair Bolsonaro divulgou uma carta pública reafirmando Flávio como seu candidato à Presidência e "porta-voz", em uma tentativa de mitigar tensões e consolidar a liderança do filho no projeto político do PL. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, justificou a importância do documento, reconhecendo que o capital político de Jair Bolsonaro é o principal motor para a eleição de Flávio e decisivo para a transferência de votos dentro da sigla. Esse episódio insere-se em um histórico familiar de atritos políticos, que remonta a 2000, quando Jair Bolsonaro apoiou a candidatura de Carlos Bolsonaro contra a própria mãe, Rogéria, e envolveu Ana Cristina Valle, segunda esposa do ex-presidente, que foi peça-chave em investigações sobre 'rachadinhas' nos gabinetes de Flávio e Carlos. Recentemente, Rogéria tem buscado retomar a carreira política, sendo cotada por aliados para ocupar vagas em chapas eleitorais do PL. Em relação ao apoio de Tarcísio de Freitas, Flávio interveio para evitar pressões sobre o governador, reiterando sua confiança na lealdade de Tarcísio. Em 15 de janeiro de 2026, Tarcísio reforçou publicamente seu apoio a Flávio para a Presidência, esclarecendo que seu foco está no governo de São Paulo. A pesquisa Quaest de janeiro de 2026 reforça a consolidação de Flávio como nome da oposição, com um aumento na percepção de que sua candidatura é para valer, inclusive entre independentes e na esquerda. Felipe Nunes, diretor da Quaest, aponta que a força de Flávio não vem apenas do apoio bolsonarista, mas também da direita não bolsonarista. No entanto, o eleitor independente ainda prefere Lula contra Flávio, indicando um desafio para o senador em diminuir sua rejeição. A pesquisa também mostrou que Tarcísio de Freitas reduziu a diferença para Lula no 2º turno, passando de dez para cinco pontos percentuais, embora seu desafio seja conquistar eleitores independentes e bolsonaristas em caso de desistência de Flávio. A percepção pública de que a oposição precisa de um nome não bolsonarista para ter mais chances de vencer também é um fator relevante, com 56% dos entrevistados acreditando que Lula venceria se o candidato fosse da família Bolsonaro. A mesma pesquisa Quaest de janeiro de 2026 também avaliou a percepção sobre a indicação de Flávio por Jair Bolsonaro, com 44% considerando que o ex-presidente errou e 43% que acertou, uma mudança em relação à pesquisa anterior onde a desaprovação era maior. Adicionalmente, o levantamento indicou que o governo Lula possui 49% de desaprovação e 47% de aprovação, configurando um empate técnico. Em resposta aos resultados da pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro expressou sua discordância, sugerindo que os números não refletem a realidade atual do cenário eleitoral. A pesquisa também apontou que 56% dos entrevistados acreditam que Lula não merece um novo mandato, e que Lula lidera em todos os cenários de 1º e 2º turno, com a menor diferença contra Tarcísio de Freitas. Em uma estratégia para firmar sua imagem internacionalmente e unificar a direita, Flávio Bolsonaro anunciou em 18 de janeiro de 2026 sua viagem a Israel para participar da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, entre os dias 26 e 27 de janeiro. Em 19 de janeiro de 2026, ele iniciou essa viagem, que segue uma visita anterior aos EUA, e no sábado anterior à partida, enviou um 'sinal de paz' a Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, buscando fortalecer a coesão de seu grupo político. Em 11 de fevereiro de 2026, durante um evento do BTG Pactual, Flávio Bolsonaro apresentou suas propostas econômicas, que incluem cortes de gastos públicos e impostos, e defendeu uma reformulação dos programas sociais para promover a autonomia dos beneficiários. Ele também criticou a gestão econômica do governo Lula, apontando falhas na reforma tributária e na expansão de programas sociais. No mesmo dia, ele reiterou que a escolha de seu pai por sua candidatura foi acertada, citando seu crescimento nas pesquisas e sua própria preparação para o cargo. Ele também manifestou a expectativa de que Tarcísio de Freitas se engaje plenamente em sua campanha e criticou a atuação do STF no caso de seu pai, Jair Bolsonaro, sugerindo que houve falta de 'autocontenção' por parte da Corte. Em julho de 2026, após a leitura de uma carta de apoio de Jair Bolsonaro, o pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD) questionou a autonomia política de Flávio, argumentando que o eleitor busca um líder capaz de decidir sozinho em momentos críticos, sem depender de validação constante de terceiros, sugerindo que o contraste entre autonomia e dependência seria um eixo central do debate eleitoral. Em 12 de julho de 2026, o partido Republicanos emitiu nota oficial negando ter fechado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A legenda refutou especulações sobre negociações envolvendo a indicação de seu presidente, Marcos Pereira, ao STF e informou que pesquisas internas indicam um sentimento de frustração de sua base com a pré-candidatura de Flávio, sinalizando uma tendência de neutralidade, embora tenha descartado qualquer alinhamento com Lula. Adicionalmente, em 10 de julho de 2026, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou a indisponibilidade de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, em investigação sobre suposto direcionamento irregular de emendas parlamentares, fato que adicionou pressão sobre o cenário político interno do partido e as articulações em torno da candidatura de Flávio, nas quais Michelle Bolsonaro também atua como figura central.

Toda essa disputa se deu ainda no terreno da pré-candidatura. A oficialização só se concretizou em 13 de agosto de 2026, e passou por um incidente no próprio sistema da Justiça Eleitoral: o registro de filiação de Flávio Bolsonaro constava como sendo do partido Missão, o que impedia o PL de formalizar sua candidatura à Presidência. O Missão divulgou nota afirmando ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta, informando que tentou cancelar o vínculo no mesmo dia em que o notou — pedido rejeitado pelo TSE —, que havia comunicado o gabinete de Flávio sobre a tentativa desde 2 de agosto e que adotava providências para punir os responsáveis. O candidato do Missão à Presidência é Renan Santos, cuja candidatura já havia sido registrada no TSE na semana anterior. Flávio publicou vídeo em rede social dizendo também ter sido vítima de fraude. O TSE esclareceu que a filiação indevida não decorreu de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas de uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações, e informou que o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, enviou representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária. Na tarde de 13 de agosto, Nunes Marques determinou o cancelamento da filiação ao Missão, restabeleceu o vínculo de Flávio com o PL e atendeu ao pedido de seus advogados para inscrevê-lo oficialmente como candidato à Presidência pela legenda; às 19h43, o PL protocolou o pedido de registro da chapa Flávio Bolsonaro–Alfredo Gaspar, autuado como RRC 0601535-95.2026.6.00.0000 e já disponível no DivulgaCandContas, dois dias antes do encerramento do prazo de registro, em 15 de agosto. O caso tem precedente recente: em 2023, o nome do presidente Lula apareceu no registro da Justiça Eleitoral como filiado ao PL, e a Polícia Federal apurou que um adolescente de 13 anos, morador de Mato Grosso do Sul, havia inserido dados falsos no sistema de filiação partidária do TSE.

## Propostas e Posicionamentos

Em 11 de fevereiro de 2026, Flávio Bolsonaro detalhou suas propostas econômicas e sociais. Ele defende um "tesouraço" nas despesas públicas, visando cortar a carga tributária, a burocracia e cargos em comissão para incentivar investimentos e o empreendedorismo. Em relação aos programas sociais, como o Bolsa Família, ele propõe a manutenção, mas com reformulações para que funcionem como "rampa de saída" para os beneficiários, promovendo a autonomia. Bolsonaro criticou a expansão de programas sociais no governo Lula, classificando-a como "populismo barato" e sem compromisso com o arcabouço fiscal. Ele também questionou a reforma tributária sancionada por Lula, alegando que ela "arrombou os mais pobres" em vez de atingir os mais ricos. Sobre a privatização de estatais, Flávio Bolsonaro se mostrou favorável, mas com a ressalva de que cada empresa deve ser analisada individualmente para definir o melhor modelo. Adicionalmente, defendeu o aproveitamento do potencial das terras raras no Brasil por meio de parcerias público-privadas, buscando agregar valor aos insumos e evitar que o país seja apenas um exportador de commodities. No mesmo dia, ele afirmou que a decisão de seu pai, Jair Bolsonaro, de escolhê-lo como candidato à Presidência foi "acertada", baseando-se em seu crescimento nas pesquisas e em sua própria percepção de estar "muito preparado". Ele também expressou sua convicção de que Tarcísio de Freitas se engajará integralmente em seu projeto político e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliando que não houve "autocontenção" da Corte no processo de seu pai e que caberia a outro Poder intervir. Ele destacou sua trajetória de 23 anos na vida pública como sendo marcada pelo "diálogo e não pelo confronto" e que pretende vencer eleições com racionalidade, "usando o cérebro e não o fígado". Em julho de 2026, no contexto de tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, Flávio Bolsonaro manifestou-se junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) solicitando o adiamento de novas tarifas sobre produtos brasileiros, argumentando que o momento seria desfavorável e prejudicial ao cenário político nacional.

## Linha do tempo

- **21 de dezembro de 2025**: Levantamento Genial/Quaest indica que 49% dos bolsonaristas veem Flávio Bolsonaro firme na disputa pela candidatura, enquanto 38% consideram a pré-campanha um espaço de negociação, percepção predominante entre lulistas.
- **13 de janeiro de 2026**: O ministro Ricardo Lewandowski, em seu último ato, solicita à Polícia Federal investigação contra Flávio Bolsonaro por suposta prática de crimes contra a honra de Lula, em denúncia feita por uma deputada petista sobre a associação de Lula com Maduro.
- **13 de janeiro de 2026**: Flávio Bolsonaro pede que Tarcísio de Freitas não seja pressionado por apoio político, afirmando confiar na lealdade do governador de São Paulo, que já havia declarado seu apoio, embora aliados esperem um posicionamento mais incisivo.
- **14 de janeiro de 2026**: Michelle Bolsonaro publica um vídeo de Tarcísio de Freitas, em meio a cobranças para que ela apoie Flávio Bolsonaro, indicando que, apesar do endosso público, sua preferência pode ser outra.
- **14 de janeiro de 2026**: A primeira pesquisa Quaest de 2026 é divulgada, mostrando que a candidatura de Flávio Bolsonaro ganhou força, consolidando-se como segundo colocado em cenários de 1º turno e atraindo apoio da direita não bolsonarista. A crença de que ele levará sua candidatura até o fim aumentou para 54%. A pesquisa também indica que Tarcísio de Freitas reduziu a diferença para Lula no 2º turno, passando de dez para cinco pontos percentuais. O levantamento também revelou que 44% dos entrevistados acreditam que Jair Bolsonaro errou ao indicar Flávio como candidato à Presidência em 2026, enquanto 43% acham que ele acertou. Além disso, o governo Lula registrou 49% de desaprovação e 47% de aprovação, em um empate técnico. A pesquisa também aponta que Lula lidera em todos os cenários de 1º e 2º turno, com a menor diferença contra Tarcísio de Freitas, e que 56% dos entrevistados acreditam que Lula não merece um novo mandato. Outros 56% acreditam que Lula vencerá se o candidato da oposição for da família Bolsonaro.
- **15 de janeiro de 2026**: Flávio Bolsonaro contesta os resultados da pesquisa Quaest, que aponta vantagem de 13 pontos percentuais para Lula, afirmando que o resultado "ainda não reflete bem a realidade".
- **15 de janeiro de 2026**: Tarcísio de Freitas reitera publicamente seu apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República, afirmando que seu projeto político está concentrado no estado de São Paulo e negando qualquer intenção prévia de disputar a Presidência.
- **18 de janeiro de 2026**: É anunciado que Flávio Bolsonaro viajará a Israel para participar da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, entre os dias 26 e 27 de janeiro, com o objetivo de firmar sua imagem como líder da direita no exterior.
- **19 de janeiro de 2026**: Flávio Bolsonaro inicia sua viagem a Israel, após uma visita prévia aos EUA, com o objetivo de consolidar sua pré-candidatura à Presidência e unificar a direita brasileira. No sábado anterior a esta data, ele enviou um 'sinal de paz' a Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.
- **11 de fevereiro de 2026**: Flávio Bolsonaro, em evento do BTG Pactual, detalha propostas econômicas, incluindo um "tesouraço" nas despesas públicas para cortar impostos e burocracia, manutenção e reformulação de programas sociais como o Bolsa Família, defesa da privatização de estatais com análise individual e aproveitamento das terras raras via parcerias público-privadas. Ele também critica a política econômica do governo Lula.
- **11 de fevereiro de 2026**: Flávio Bolsonaro afirma que a escolha de seu pai, Jair Bolsonaro, para sua candidatura à Presidência foi "acertada", citando o crescimento nas pesquisas e sua própria preparação. Ele expressa a convicção de que Tarcísio de Freitas se engajará integralmente em seu projeto político, critica a atuação do STF no processo de seu pai por falta de "autocontenção" e menciona ter visitado o pai na prisão.
- **10 de julho de 2026**: O ministro Flávio Dino, do STF, determina a indisponibilidade de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, por suspeitas de direcionamento irregular de emendas parlamentares, impactando o cenário político interno do partido em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro.
- **12 de julho de 2026**: É reportada uma crise na relação entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, com a ex-primeira-dama relutando em se envolver na campanha do enteado. O episódio é contextualizado por analistas como parte de um histórico familiar de atritos políticos envolvendo as mulheres de Jair Bolsonaro e seus filhos, impactando a estratégia eleitoral do senador.
- **12 de julho de 2026**: O pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD) questiona a autonomia política de Flávio Bolsonaro após o senador ler uma carta de apoio de Jair Bolsonaro. Caiado argumenta que o eleitor busca um líder capaz de decidir sozinho em momentos críticos, sem depender de aval constante de terceiros, sugerindo que o contraste entre autonomia e dependência será um tema central na campanha.
- **12 de julho de 2026**: A senadora Damares Alves deixa a equipe de formulação do plano de governo de Flávio Bolsonaro, citando ataques misóginos e violência política sofridos por ela e sua família em meio ao racha familiar entre o senador e Michelle Bolsonaro. Damares afirmou que não foi procurada pelo pré-candidato para tratar da escalada de ameaças, enquanto a bancada feminina do Senado avalia medidas institucionais sobre o caso.
- **12 de julho de 2026**: Jair Bolsonaro divulga carta pública buscando mitigar tensões familiares e reafirmando Flávio Bolsonaro como seu sucessor político e "porta-voz" oficial, em uma tentativa de consolidar a liderança do filho dentro do projeto do PL diante do racha interno intensificado nas últimas semanas. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, justificou a importância da carta, reconhecendo que o capital político de Jair Bolsonaro é o principal motor para a transferência de votos e a eleição de Flávio.
- **12 de julho de 2026**: O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicita ao STF a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, vigente desde 3 de julho, argumentando que a carta lida por Flávio Bolsonaro configura descumprimento de medidas cautelares e atuação política direta do ex-presidente. A medida gerou críticas de outros pré-candidatos, como Renan Santos, que classificou a dependência de Flávio ao pai como "ridícula", enquanto aliados de Bolsonaro compararam o caso à atuação política de Lula durante seu período de prisão em 2018.
- **12 de julho de 2026**: O partido Republicanos emite nota oficial negando ter fechado apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ou negociado a indicação de seu presidente, Marcos Pereira, ao STF. A legenda afirma que pesquisas internas indicam frustração da base com o nome do senador e tendência à neutralidade, descartando qualquer aliança com o PT.
- **13 de julho de 2026**: Flávio Bolsonaro manifesta-se formalmente junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) solicitando o adiamento da decisão sobre novas tarifas contra produtos brasileiros, argumentando que o momento é desfavorável e que a medida beneficiaria politicamente o governo Lula.
- **2 de agosto de 2026**: Segundo nota do partido Missão, a legenda informa ao gabinete de Flávio Bolsonaro que houve uma tentativa de filiação fraudulenta do senador ao partido, registrada no sistema de filiação partidária da Justiça Eleitoral.
- **13 de agosto de 2026**: Com o registro de filiação de Flávio Bolsonaro constando como sendo do partido Missão, o PL não consegue formalizar sua candidatura à Presidência. O Missão divulga nota afirmando ter sido vítima de tentativa de filiação fraudulenta e que seu pedido de cancelamento, feito no mesmo dia da inserção, foi rejeitado pelo TSE. Flávio publica vídeo em rede social dizendo também ter sido vítima de fraude. O TSE informa que não houve hackeamento do sistema, mas uso indevido da ferramenta por alguém com credenciais da legenda, e que o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, enviou representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária.
- **13 de agosto de 2026**: Na tarde do mesmo dia, Nunes Marques determina o cancelamento da filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão, restabelece seu vínculo com o PL e atende ao pedido dos advogados do senador para inscrevê-lo oficialmente como candidato à Presidência pela legenda. Às 19h43, o PL protocola no TSE o pedido de registro da chapa Flávio Bolsonaro–Alfredo Gaspar, autuado como RRC 0601535-95.2026.6.00.0000 e já disponível no DivulgaCandContas. O prazo para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral se encerra no sábado, 15 de agosto.

## Principais atores

- **Flávio Bolsonaro**: Senador e candidato do PL à Presidência da República em 2026, com registro protocolado no TSE em 13 de agosto de 2026, alvo de investigação e defensor de Tarcísio de Freitas. Sua candidatura ganhou força e consolidou-se como segundo colocado em cenários de 1º turno. A percepção de que levará a candidatura até o fim aumentou para 54%. Contestou os resultados da pesquisa Quaest de 14 de janeiro de 2026. Sua rejeição diminuiu de 60% para 55% no último mês. Anunciou viagem a Israel em janeiro de 2026 para participar da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, buscando firmar sua imagem como líder da direita no exterior. Em 19 de janeiro de 2026, iniciou sua viagem a Israel, após visita prévia aos EUA, e enviou um 'sinal de paz' a Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas para unificar a direita. Em 11 de fevereiro de 2026, apresentou propostas econômicas e sociais, incluindo cortes de impostos e gastos, reformulação de programas sociais, e defendeu privatizações e o uso de terras raras. No mesmo dia, declarou que a escolha de Jair Bolsonaro por sua candidatura foi "acertada", que se sente "muito preparado" e que espera o engajamento de Tarcísio de Freitas em seu projeto. Criticou a atuação do STF no processo de seu pai e mencionou tê-lo visitado na prisão. Enfrenta, em 2026, uma crise política com Michelle Bolsonaro, cuja relutância em apoiar sua candidatura ameaça o engajamento de setores como o feminino e o evangélico. Em julho de 2026, foi alvo de críticas de Ronaldo Caiado e Renan Santos, que questionaram sua autonomia política após o senador ler uma carta de apoio escrita pelo pai, Jair Bolsonaro, o que foi interpretado como um sinal de fragilidade da candidatura. No mesmo mês, viu a senadora Damares Alves deixar sua equipe de plano de governo após ataques misóginos e violência política sofridos pela parlamentar em meio ao racha familiar. Em 11 de julho de 2026, Jair Bolsonaro divulgou nova carta pública reafirmando Flávio como seu sucessor e porta-voz, em uma tentativa de mitigar as tensões familiares e consolidar a liderança do filho no projeto político do PL, iniciativa que gerou incômodo em Michelle Bolsonaro e motivou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) a recorrer ao STF pedindo a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente, sob alegação de descumprimento de ordens judiciais. Em 12 de julho de 2026, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, justificou a importância da carta de Jair Bolsonaro, reconhecendo que o capital político do ex-presidente é o principal motor para a transferência de votos e a viabilização da eleição de Flávio. Em julho de 2026, o Republicanos negou ter fechado apoio à sua candidatura, citando um sentimento de frustração de sua base com o nome do senador e indicando uma possível neutralidade no pleito. Em julho de 2026, buscou interferir na política externa ao solicitar ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) o adiamento de novas tarifas americanas contra o Brasil, argumentando que o momento seria desfavorável e beneficiaria o governo Lula. Em 13 de agosto de 2026, teve sua candidatura formalizada depois que o TSE cancelou uma filiação fraudulenta em seu nome ao partido Missão e restabeleceu seu vínculo com o PL; ele havia divulgado vídeo em rede social afirmando ser vítima de fraude.
- **Bolsonaristas**: Apoiadores que veem firmeza na disputa (49% em dez/25, 83% em jan/26). 87% deles consideram a indicação de Flávio por Jair Bolsonaro como acertada.
- **Lulistas**: Opositores que apoiam a iniciativa do PT de questionar a comunicação política de Jair Bolsonaro no STF.
- **Genial/Quaest**: Instituto responsável pela pesquisa. Sua primeira pesquisa de 2026 trouxe novos dados sobre a corrida presidencial, a percepção sobre a indicação de Flávio e a aprovação do governo Lula. Os resultados foram contestados por Flávio Bolsonaro.
- **Ricardo Lewandowski**: Ministro que solicitou investigação contra Flávio Bolsonaro.
- **Deputada petista**: Responsável pela denúncia contra Flávio Bolsonaro.
- **Michelle Bolsonaro**: Ex-primeira-dama, cuja postura em relação ao apoio a Flávio Bolsonaro gera discussões e crises internas. Recebeu um 'sinal de paz' de Flávio Bolsonaro em janeiro de 2026, mas mantém relutância em se envolver na campanha do enteado. Em julho de 2026, anunciou sua saída da presidência do PL Mulher, acusando o senador de maus-tratos e desrespeito, e demonstrou incômodo com a carta de apoio de Jair Bolsonaro a Flávio.
- **Tarcísio de Freitas**: Governador de São Paulo, cujo vídeo foi publicado por Michelle Bolsonaro e que é defendido por Flávio Bolsonaro contra pressões por apoio. Reduziu a diferença para Lula no 2º turno, sendo o candidato mais competitivo da oposição contra Lula. Em 15 de janeiro de 2026, reiterou seu apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência e negou ter tido intenção de disputar o cargo, focando em seu projeto em São Paulo. Recebeu um 'sinal de paz' de Flávio Bolsonaro em janeiro de 2026. Flávio Bolsonaro espera que ele se engaje integralmente em seu projeto político.
- **Felipe Nunes**: Diretor da Quaest, responsável pela análise dos resultados da pesquisa.
- **Jair Bolsonaro**: Ex-presidente, cuja indicação de Flávio como candidato à Presidência foi avaliada pela pesquisa Quaest, com 44% considerando que ele errou e 43% que acertou. 87% dos bolsonaristas consideram a indicação acertada. Sua decisão de escolher Flávio foi considerada "acertada" pelo próprio Flávio em fevereiro de 2026. Foi visitado na prisão por Flávio Bolsonaro. Em julho de 2026, escreveu carta declarando confiança no filho e pedindo união para o "resgate do Brasil", o que gerou recurso do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) ao STF pedindo a revogação de sua prisão domiciliar (em vigor desde 3 de julho) por suposto descumprimento de ordens judiciais. Historicamente, envolveu suas ex-esposas, Rogéria e Ana Cristina Valle, em disputas políticas e investigações, padrão que se repete com a atual crise entre Michelle e Flávio.
- **Lula**: Presidente atual, lidera em todos os cenários de 1º e 2º turno na pesquisa Quaest. Sua rejeição manteve-se em 54%. 56% dos entrevistados acreditam que ele não merece um novo mandato, mas 56% também acreditam que ele vencerá se o candidato da oposição for da família Bolsonaro. Suas políticas econômicas e sociais foram alvo de críticas de Flávio Bolsonaro em fevereiro de 2026. Em 2023, seu nome apareceu no registro da Justiça Eleitoral como filiado ao PL, caso em que a Polícia Federal descobriu que um adolescente de 13 anos, morador de Mato Grosso do Sul, havia inserido dados falsos no sistema de filiação partidária do TSE — precedente lembrado no episódio da filiação fraudulenta de Flávio ao Missão.
- **Supremo Tribunal Federal (STF)**: Criticado por Flávio Bolsonaro em fevereiro de 2026 por suposta falta de "autocontenção" no processo de seu pai. Analisa recurso do PT sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Em julho de 2026, o ministro Flávio Dino determinou a indisponibilidade de bens de Valdemar Costa Neto no âmbito de investigações sobre emendas parlamentares.
- **Tribunal Superior Eleitoral (TSE)**: Corte responsável pelo registro das candidaturas. Em 13 de agosto de 2026, cancelou a filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro ao partido Missão, restabeleceu seu vínculo com o PL e atendeu ao pedido dos advogados do senador para inscrevê-lo oficialmente como candidato à Presidência pela legenda. Informou que a filiação indevida não resultou de hackeamento, mas de uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais do partido. O prazo para registro de candidaturas se encerrava em 15 de agosto de 2026.
- **Kassio Nunes Marques**: Presidente do TSE. Em 13 de agosto de 2026, determinou o cancelamento da filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão e o restabelecimento do vínculo com o PL, enviou representação à Procuradoria-Geral Eleitoral sobre o caso e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária.
- **Missão**: Partido em cujo sistema apareceu a filiação de Flávio Bolsonaro. Em agosto de 2026, afirmou em nota ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta, que tentou cancelar o vínculo no mesmo dia — pedido rejeitado pelo TSE —, que informou o gabinete de Flávio sobre o caso desde 2 de agosto e que adota providências para que os responsáveis pela fraude sejam punidos. Seu candidato à Presidência é Renan Santos.
- **Alfredo Gaspar**: Candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, cujo pedido de registro foi protocolado pelo PL no TSE em 13 de agosto de 2026.
- **Ronaldo Caiado**: Pré-candidato à Presidência pelo PSD. Em julho de 2026, questionou a autonomia de Flávio Bolsonaro, argumentando que a necessidade de uma carta de apoio do pai explicita a fragilidade da campanha do senador.
- **Damares Alves**: Senadora que integrava a equipe de plano de governo de Flávio Bolsonaro. Em julho de 2026, anunciou seu desligamento da equipe após denunciar ataques misóginos e ameaças graves contra sua família por parte de apoiadores do senador, em meio ao racha entre Flávio e Michelle Bolsonaro.
- **Renan Santos**: Candidato do Missão à Presidência, com candidatura registrada no TSE na semana anterior a 13 de agosto de 2026. Criticou a dependência de Flávio Bolsonaro em relação ao pai após a divulgação da carta de apoio em julho de 2026.
- **Lindbergh Farias**: Deputado federal (PT-RJ) que protocolou pedido ao STF para revogar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro após a leitura de carta política do ex-presidente por Flávio Bolsonaro, argumentando que o ato fere medidas cautelares.
- **Republicanos**: Partido liderado por Marcos Pereira que, em julho de 2026, negou formalmente ter fechado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A legenda afirmou que pesquisas internas apontam frustração de sua base com o nome do senador e sinalizou preferência pela neutralidade, descartando qualquer aliança com o PT.
- **Valdemar Costa Neto**: Presidente do PL, que em julho de 2026 enfatizou que o capital político de Jair Bolsonaro é o fator decisivo para a viabilidade da candidatura de Flávio Bolsonaro. Em julho de 2026, tornou-se alvo de decisão do STF que determinou a indisponibilidade de até R$ 119 milhões em seus bens, em investigação sobre suposto direcionamento irregular de emendas parlamentares.

## Termos importantes

- **Pré-campanha**: Fase inicial de articulação política, vista por 38% como espaço de negociação. A percepção de que a candidatura de Flávio é para valer aumentou para 54%.
- **Bolsonaristas**: Simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- **Lulistas**: Simpatizantes do presidente Lula.
- **Crimes contra a honra**: Acusação levantada contra Flávio Bolsonaro, relacionada à associação de Lula com Maduro.
- **Associação com Maduro**: Alegação feita na denúncia contra Flávio Bolsonaro, ligando o presidente Lula ao líder venezuelano Nicolás Maduro.
- **Direita não bolsonarista**: Segmento político que começa a considerar Flávio Bolsonaro como opção de voto, contribuindo para o fortalecimento de sua candidatura. 62% deles consideram a indicação de Flávio por Jair Bolsonaro como acertada.
- **Eleitor independente**: Segmento decisivo na eleição, que ainda prefere Lula contra Flávio Bolsonaro, representando um desafio para a campanha do senador. A desaprovação do governo Lula entre eles atingiu 53%, contra 38% de aprovação. 49% dos independentes acreditam que a candidatura de Flávio é para valer.
- **Aprovação do governo**: Medida da percepção pública sobre o desempenho do governo, com o governo Lula registrando 47% de aprovação e 49% de desaprovação na pesquisa Quaest de janeiro de 2026, configurando um empate técnico.
- **Pesquisa Quaest**: Levantamento de opinião pública que indicou vantagem de 13 pontos percentuais para Lula, mas foi contestado por Flávio Bolsonaro como não refletindo a realidade. A pesquisa também mostrou que Lula lidera em todos os cenários de 1º e 2º turno, e que 56% dos entrevistados acreditam que ele não merece um novo mandato.
- **Rejeição**: A rejeição de Flávio Bolsonaro diminuiu de 60% para 55%, mas ainda é maior que a dos outros candidatos da oposição. A rejeição de Lula manteve-se em 54%.
- **Novo mandato**: 56% dos entrevistados acreditam que Lula não merece um novo mandato, enquanto 40% acham que ele merece continuar no poder.
- **Polarização**: A repetição de uma eleição polarizada contra a família Bolsonaro pode favorecer Lula, dado o sentimento de 46% que temem o retorno da família Bolsonaro ao poder.
- **Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo**: Evento em Israel que Flávio Bolsonaro participará entre 26 e 27 de janeiro de 2026, visando fortalecer sua imagem como líder da direita no cenário internacional.
- **Sinal de paz**: Gesto de Flávio Bolsonaro a Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em janeiro de 2026, buscando unificar a direita brasileira.
- **Tesouraço**: Expressão utilizada por Flávio Bolsonaro para descrever sua proposta de corte de despesas públicas, carga tributária, burocracia e cargos em comissão.
- **Rampa de saída**: Conceito defendido por Flávio Bolsonaro para a reformulação de programas sociais, visando que os beneficiários consigam autonomia e deixem de depender do Estado.
- **Populismo barato**: Crítica de Flávio Bolsonaro à expansão de programas sociais pelo governo Lula sem compromisso fiscal.
- **Terras raras**: Minerais estratégicos cujo aproveitamento no Brasil, com agregação de valor, é defendido por Flávio Bolsonaro através de parcerias público-privadas.
- **Autocontenção**: Termo usado por Flávio Bolsonaro para criticar a atuação do STF no processo de seu pai, sugerindo que a Corte excedeu seus limites.

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