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title: "Explosão na Rua da Consolação"
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updated: 2026-03-06T01:45:19.415+00:00
categories: ["brazil", "politics"]
type: topic
language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Explosão na Rua da Consolação

Em 1º de março de 2026, uma explosão subterrânea na Rua da Consolação, em São Paulo, abriu uma cratera na via, interrompendo o tráfego e afetando diversas linhas de ônibus. A Prefeitura de São Paulo responsabilizou a Enel, concessionária de energia, pelo incidente, citando a presença de fiação da empresa no local. Contudo, a Enel negou a responsabilidade, alegando que sua rede elétrica estava intacta e sugerindo a presença de gás inflamável, o que foi refutado pela Comgás, que não detectou vazamento de gás natural. A causa exata da explosão permanece controversa entre as concessionárias.

## Visão geral

Na noite de 1º de março de 2026, uma explosão subterrânea ocorreu na Rua da Consolação, em São Paulo, próximo à Avenida Paulista. O incidente resultou na abertura de uma cratera na via, causando a interdição de parte da rua e afetando o tráfego de veículos e mais de 20 linhas de ônibus municipais. A causa da explosão gerou controvérsia entre as concessionárias Enel e Comgás, e a Prefeitura de São Paulo responsabilizou a Enel pelo ocorrido. A Rua da Consolação foi liberada para o tráfego na manhã de 3 de março de 2026, após quase 30 horas de interdição.

## Contexto histórico e desenvolvimento

A explosão foi registrada por volta das 22h15, na altura do número 2.104 da Rua da Consolação. Uma câmera do Programa SmartSampa capturou o momento do colapso, que quase atingiu um carro que passava pela via. Testemunhas relataram ter sentido um forte odor de borracha queimada e visto fumaça preta saindo do asfalto antes da explosão. O Corpo de Bombeiros, a Enel, a Comgás e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foram acionados para atender à ocorrência.

No dia seguinte ao incidente, 2 de março, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), atribuiu a responsabilidade à Enel, concessionária de distribuição de energia. Ele argumentou que outras empresas, como a Sabesp (água) e a Comgás (gás), haviam descartado sua participação e que havia fiação da Enel no local da explosão. O prefeito criticou a demora da Enel em enviar uma equipe ao local, que só chegou quase 12 horas após o incidente.

A Enel, por sua vez, negou a responsabilidade, afirmando que não houve danos à sua rede elétrica e que os cabos subterrâneos no local estavam intactos e não teriam capacidade de causar uma explosão daquela magnitude. A empresa alegou ter detectado a presença de gás inflamável no local, o que foi refutado pela Comgás. A Comgás informou ter realizado duas inspeções no endereço e não identificou vazamento de gás natural encanado, baseando-se na ausência de etano e outros componentes característicos do gás natural em suas medições.

Em 3 de março, a Enel reiterou que a explosão foi causada pelo acúmulo de gases inflamáveis dentro de uma galeria subterrânea, cuja origem ainda não foi identificada. A empresa afirmou que, após medições que indicaram a ausência de riscos, o buraco foi fechado e tampado, e que a rede elétrica subterrânea não foi danificada. A Enel também esclareceu que no local há apenas cabos de energia, sem equipamentos como transformadores.

## Linha do tempo

* **1º de março de 2026, por volta das 22h15**: Explosão subterrânea na Rua da Consolação, próximo ao número 2.104.
* **2 de março de 2026, 10h30**: Equipe da Enel chega ao local do incidente, quase 12 horas após a explosão.
* **2 de março de 2026**: Prefeito Ricardo Nunes (MDB) responsabiliza a Enel pelo ocorrido.
* **2 de março de 2026**: Enel e Comgás divergem sobre a causa da explosão, com a Enel apontando gás inflamável e a Comgás negando vazamento de gás natural.
* **3 de março de 2026, por volta das 6h20**: Rua da Consolação é liberada para o tráfego após quase 30 horas de interdição.
* **3 de março de 2026**: Enel afirma que a explosão foi causada por acúmulo de gases inflamáveis em galeria subterrânea, sem danos à rede elétrica, e que a origem dos gases ainda é desconhecida.

## Principais atores

* **Prefeitura de São Paulo**: Órgão municipal que, através do prefeito Ricardo Nunes, responsabilizou a Enel pelo incidente.
* **Enel**: Concessionária de distribuição de energia elétrica em São Paulo, apontada pela prefeitura como responsável e que negou a autoria, sugerindo vazamento de gás. Posteriormente, afirmou que a explosão foi causada por acúmulo de gases inflamáveis em galeria subterrânea.
* **Comgás (Companhia de Gás de São Paulo)**: Concessionária de gás natural, que negou qualquer vazamento de gás natural encanado no local da explosão.
* **Corpo de Bombeiros**: Acionado para atender à ocorrência.
* **CET (Companhia de Engenharia de Tráfego)**: Acionada para gerenciar o tráfego na região afetada e confirmou a liberação da via.

## Termos importantes

* **Cratera**: Abertura ou buraco profundo no solo, neste caso, no asfalto da Rua da Consolação, causado pela explosão.
* **Gás inflamável**: Gás que pode facilmente pegar fogo ou explodir sob certas condições. A presença de gás inflamável foi um ponto de discórdia entre as concessionárias e apontada pela Enel como causa da explosão.
* **Rede subterrânea**: Sistema de cabos e tubulações instalados abaixo da superfície do solo, como os cabos elétricos da Enel e as tubulações de gás da Comgás, que foram o foco da investigação sobre a causa da explosão.
* **Programa SmartSampa**: Iniciativa que utiliza câmeras de monitoramento, uma das quais registrou o momento da explosão.

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