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title: "Eleições na Nova Zelândia"
url: https://dailyjournal.news/topics/eleicoes-na-nova-zelandia
updated: 2026-11-07T15:22:34.068+00:00
categories: ["world", "politics"]
type: topic
language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Eleições na Nova Zelândia

A Nova Zelândia votou em 7 de novembro de 2026 e terminou a contagem preliminar sem vencedor declarado. Os trabalhistas tiveram 29,37% dos votos e os nacionais, 29,22%, mas o Partido Nacional ficou com 42 cadeiras, contra 36. A coalizão do premiê Christopher Luxon soma 67 de 131 cadeiras, uma acima da maioria. O resultado oficial, com os votos especiais, sai em 27 de novembro. O Opportunity entrou no Parlamento com 7 cadeiras.

## Quando são as eleições na Nova Zelândia

A Nova Zelândia votou em 7 de novembro de 2026 para escolher os deputados do Parlamento e, deles, o próximo governo. As pesquisas finais mostravam disputa empatada entre a coalizão de centro-direita do primeiro-ministro Christopher Luxon e a oposição de esquerda liderada por Chris Hipkins, e um partido novo de centro, o Opportunity, pode decidir quem governa.

A votação antecipada começou em 26 de outubro. Até 5 de novembro, cerca de 1,67 milhão de pessoas já tinham votado, mais de um terço dos eleitores aptos, segundo a Reuters. As urnas fecham às 19h de 7 de novembro no horário neozelandês, 16 horas à frente de Brasília: 3h de 7 de novembro em Brasília.

## Quem ganhou: como está a apuração

Ainda não há vencedor declarado. A apuração preliminar terminou na noite de 7 de novembro na Nova Zelândia, com 100% dos locais de votação, e deixou o país sem maioria clara. Os números são da Comissão Eleitoral (reunidos pelo OpinionScope e publicados pela BBC). Os votos especiais, dados fora do distrito ou do exterior, ficam de fora e só entram no resultado oficial, em 27 de novembro.

| Partido | Votos | Cadeiras na contagem preliminar |
| --- | --- | --- |
| Trabalhista | 29,37% | 36 |
| Nacional | 29,22% | 42 |
| Verdes | 13,31% | 16 |
| ACT | 10,92% | 13 |
| NZ First | 9,78% | 12 |
| Opportunity | 5,97% | 7 |
| Te Pāti Māori | 0,57% | 5 |

Os trabalhistas tiveram mais votos, 710.330 contra 706.680, mas o Partido Nacional fica com mais cadeiras porque venceu em mais distritos. A conta dá 131 cadeiras, onze acima das 120 normais, por causa das cadeiras extras (overhang); a maioria passa a ser 66. A coalizão do premiê Christopher Luxon (Nacional, ACT e NZ First) soma 67, uma acima da maioria. A oposição (Trabalhista, Verdes e Te Pāti Māori) soma 57, e o Opportunity, que entra no Parlamento pela primeira vez, tem 7 (OpinionScope). O jornal The Post fala em 130 cadeiras; com 67, a coalizão segue uma acima da maioria nas duas contas.

Nenhum dos dois líderes declarou vitória nem reconheceu derrota. Luxon disse que o resultado está "apertado demais para ser definido" e que o formato do governo só fica claro depois de 27 de novembro. Chris Hipkins, líder trabalhista, disse que o próximo Parlamento vai exigir acordo de todos (BBC). Os dois grandes partidos somaram cerca de 60% dos votos, nível historicamente baixo. A ministra das Finanças, Nicola Willis, e o presidente do Parlamento, Gerry Brownlee, ficam fora da nova legislatura (BBC, The Post).

A liderança no voto mudou durante a noite: com 10% da contagem, o Partido Nacional tinha 31,1% e os trabalhistas, 28,3% (interest.co.nz). Os votos especiais só entram em 27 de novembro. Em 2023, eles tiraram duas cadeiras dos nacionais.

## Quando sai o resultado

Os prazos são da Comissão Eleitoral. As metas não são garantias.

| Etapa | Horário na Nova Zelândia | Horário de Brasília |
| --- | --- | --- |
| Fecham as urnas e saem as primeiras parciais | 19h de 7/11 | 3h de 7/11 |
| Meta: 50% dos locais de votação | 22h de 7/11 | 6h de 7/11 |
| Meta: 95% dos locais de votação | 23h30 de 7/11 | 7h30 de 7/11 |
| Resultado oficial, com os votos especiais | 27/11 | 27/11 |

O primeiro número conta os votos antecipados, e o resultado da noite não inclui os votos especiais, como os de quem votou no exterior ou fora do próprio distrito. Eles já mudaram a composição de governos, e os partidos podem esperar o resultado oficial para fechar acordos. O governo pode demorar semanas: em 2023, National, ACT e NZ First levaram 41 dias para assinar a coalizão (Reuters).

## Quem disputa

**Coalizão de governo**

- **Partido Nacional (National):** centro-direita, de Christopher Luxon, primeiro-ministro e líder do partido desde 2021. Teve 38,06% e 48 cadeiras em 2023.
- **ACT:** de David Seymour. Teve 8,64% e 11 cadeiras.
- **NZ First:** de Winston Peters, que lidera o partido desde 1993. Teve 6,08% e 8 cadeiras.

**Oposição**

- **Partido Trabalhista (Labour):** centro-esquerda, de Chris Hipkins, primeiro-ministro por poucos meses em 2023 e líder desde janeiro daquele ano. Teve 26,91% e 34 cadeiras.
- **Verdes:** de Marama Davidson e Chlöe Swarbrick. Tiveram 11,60% e 15 cadeiras.
- **Te Pāti Māori:** de Debbie Ngarewa-Packer e Rawiri Waititi, voltado aos direitos indígenas. Teve 3,08% e 6 cadeiras, e faz campanha só pelo voto distrital.

**Fora do Parlamento**

- **Opportunity:** partido de centro liderado por Qiulae Wong, que propõe um imposto sobre o valor da terra e uma renda cidadã. Luxon disse em 2026 que o Partido Nacional não trabalhará com ele, nem em acordo de apoio parlamentar, por discordar da alta de impostos.

## O que dizem as pesquisas

| Instituto (período ou divulgação) | Nacional | Trabalhista | Verdes | ACT | NZ First | Opportunity | Te Pāti Māori |
| --- | --- | --- | --- | --- | --- | --- | --- |
| The Post/Freshwater (divulgada em 6/11) | 26,4% | 30,7% | 13,0% | 9,8% | 12,0% | 5,1% | 2,0% |
| Taxpayers' Union-Curia (28/10 a 3/11) | 28,9% | 28,4% | 14,4% | 10,5% | 9,8% | 5,8% | 1,1% |
| 1News-Verian (29/10 a 2/11) | 29,5% | 28,8% | 16,4% | 10,0% | 8,4% | 6,2% | 0,4% |

A margem de erro da Curia e da Verian é de cerca de 3,1 pontos. A RNZ/Reid, também na reta final, deu 30,6% aos trabalhistas e 24,8% aos nacionais, segundo a The Spinoff. Pelos números da Verian, a coalizão teria 58 cadeiras, abaixo da maioria, e a esquerda só chegaria lá com o Opportunity. A Curia projeta um Parlamento dividido, com 60 cadeiras para cada lado, contando o Opportunity na oposição. O ponto sensível é a cláusula de 5%: na pesquisa da Freshwater, o Opportunity está a apenas 0,1 ponto dela, e sem ele a conta muda.

Na preferência para primeiro-ministro, a Verian dá 23% a Luxon e 19% a Hipkins; a Curia, 23,8% e 22,6%.

## Como funciona o sistema eleitoral (MMP)

A Nova Zelândia usa o voto misto proporcional (MMP, na sigla em inglês). Cada eleitor dá dois votos: um num partido e um num candidato do distrito. Dos 120 assentos, 71 vêm dos distritos, por maioria simples, e 49 de listas fechadas dos partidos, para que a bancada final seja proporcional ao voto partidário.

Um partido entra na divisão proporcional se tiver 5% do voto partidário ou vencer um distrito. Se ganhar mais distritos do que a proporção lhe daria, o Parlamento cresce para abrigar as cadeiras excedentes. A maioria é de 61 cadeiras, mais metade dessas excedentes. Desde a adoção do sistema, em 1996, só um partido venceu sozinho: os trabalhistas, com 65 cadeiras, em 2020. A regra é a coalizão ou o acordo de apoio parlamentar, e o partido mais votado não necessariamente governa.

Uma lei de dezembro de 2025 limitou o registro de eleitores a até 13 dias antes da votação e proibiu o voto de presos. A oposição votou contra. O registro fechou em 26 de outubro.

## O que está em jogo

A campanha foi dominada pelo custo de vida e pela economia. O desemprego subiu a 5,7% no terceiro trimestre de 2026, o maior em 11 anos (Reuters). Numa pesquisa Ipsos de setembro, os cinco temas principais foram custo de vida, saúde, economia, desemprego e moradia.

A esquerda quer tornar a coalizão a primeira de um só mandato em quase 50 anos. Os trabalhistas propõem imposto sobre ganho de capital, e os Verdes, imposto de 2,5% sobre patrimônio acima de 10 milhões de dólares neozelandeses, fora a casa própria. O Partido Nacional promete não criar impostos e fazer referendos sobre o MMP e sobre um mandato de quatro anos, hoje de três.

## Linha do tempo

- **14 de outubro de 2023:** eleição anterior; o Partido Nacional vence e forma coalizão com ACT e NZ First.
- **16 de dezembro de 2025:** o Parlamento aprova a lei que muda regras eleitorais.
- **26 de outubro de 2026:** começa a votação antecipada e fecha o registro de eleitores.
- **7 de novembro de 2026:** dia da eleição; urnas fecham às 19h locais (3h em Brasília). A contagem preliminar termina sem maioria clara: Nacional com 42 cadeiras, Trabalhista com 36, e a coalizão de governo com 67 de 131.
- **27 de novembro de 2026:** data prevista do resultado oficial.

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