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title: "Eduardo Paes"
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updated: 2026-10-04T04:53:18.866231+00:00
categories: ["brazil", "politics"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Eduardo Paes

Eduardo Paes (PSD) foi prefeito do Rio de Janeiro em quatro mandatos (2009–2017 e 2021–2026) e é o prefeito mais longevo da história da cidade. Renunciou em março de 2026 e é candidato ao governo do Rio na eleição de 4 de outubro de 2026, com o número 55, Jane Reis (MDB) como vice e uma coligação de 12 partidos que inclui o PT. O TRE-RJ deferiu seu registro em setembro; há embargos pendentes.

## Quem é Eduardo Paes

Eduardo da Costa Paes (Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1969) é um político brasileiro, bacharel em direito pela PUC-Rio e filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Foi prefeito do Rio de Janeiro em quatro mandatos (2009–2017 e 2021–2026), vereador, deputado federal por dois mandatos e secretário estadual. Em 2 de janeiro de 2025 tornou-se o prefeito mais longevo da história da cidade, superando Cesar Maia.

Em 20 de março de 2026, Paes renunciou à prefeitura para disputar o governo do estado e transmitiu o cargo ao vice-prefeito Eduardo Cavaliere. Hoje é candidato ao governo do Rio de Janeiro na eleição de 4 de outubro de 2026, pelo PSD, com o número 55.

## Eduardo Paes é de qual partido?

Paes é filiado ao PSD desde 2021. Antes passou por PV (1994–1995), PFL (1996–1999 e 2001–2003), PTB (1999–2001), PSDB (2003–2007), PMDB, atual MDB (2007–2017), e DEM (2018–2021).

A trajetória mistura alianças com os dois polos da política nacional. Começou no grupo de Cesar Maia, no PFL, e como deputado do PSDB fez oposição ao governo Lula durante o Mensalão. Em 2008 elegeu-se prefeito pelo PMDB com apoio de Lula. Na eleição presidencial de 2022 apoiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e em 2024 se reelegeu prefeito derrotando Alexandre Ramagem, candidato do PL apoiado por Jair Bolsonaro. Em 2026 disputa o governo com o apoio de Lula e do PT, e o principal adversário é Douglas Ruas, do PL de Bolsonaro.

## Candidatura ao governo do Rio de Janeiro em 2026

O PSD oficializou a candidatura em convenção no dia 20 de julho de 2026, em Botafogo. É a terceira vez que Paes disputa o governo fluminense, depois de 2006 e 2018.

- **Número na urna:** 55
- **Vice:** Jane Reis (MDB)
- **Coligação:** "Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir", com PDT, MDB, DC, PSB, PSD, a Federação PSDB-Cidadania, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e a Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade)
- **Senado na mesma chapa:** Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT), anunciados na convenção

Nove candidatos disputam o governo do Rio. Entre os demais estão Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj, e Anthony Garotinho (Republicanos), cujo registro foi indeferido pelo TRE-RJ e está em recurso no TSE.

### Registro de candidatura

O deputado federal Carlos Jordy (PL), candidato ao Senado, apresentou uma ação de impugnação contra o registro de Paes, alegando relações políticas e administrativas do ex-prefeito com pessoas investigadas por vínculos com milícias, facções e contraventores. O Ministério Público Eleitoral opinou pela rejeição, por falta de provas concretas, e registrou que Paes apresentou certidões criminais regulares. Em 14 de setembro de 2026, o TRE-RJ julgou a impugnação improcedente e deferiu o registro. Jordy apresentou embargos de declaração em 17 de setembro; por isso o registro consta no TSE como "deferido com recurso".

### Propostas

Segundo o plano de governo registrado, resumido pelo Valor Econômico, as propostas incluem:

- **Segurança:** novo modelo de patrulhamento territorial, retomada de territórios dominados pelo crime organizado, fortalecimento das patrulhas Maria da Penha e escolha técnica de comandantes e delegados
- **Saúde:** recuperação de hospitais e UPAs, contratação de médicos e especialistas e ampliação do atendimento no interior
- **Educação:** expansão do ensino médio profissionalizante em tempo integral
- **Infraestrutura:** ampliação do BRT, início das obras da Linha 3 do metrô para Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, recuperação de estradas estaduais e um plano de obras contra enchentes e deslizamentos

### Pesquisas

Na véspera do primeiro turno, a Quaest de 3 de outubro de 2026 (encomendada pela TV Globo, 3.204 entrevistas em 2 e 3 de outubro, margem de 2 pontos) registrou Paes com 49% dos votos válidos no cenário com Garotinho, Douglas Ruas com 40% e Garotinho com 6%; no cenário sem Garotinho, 51% a 43%. O Datafolha divulgado no mesmo dia (2.002 entrevistas, margem de 2 pontos) registrou 46% para Paes e 38% para Ruas com Garotinho, e 49% a 40% sem ele. A apuração oficial começa após o fechamento das urnas, às 17h (horário de Brasília) de 4 de outubro.

## Trajetória política

Paes começou na política no início dos anos 1990, na Juventude Cesar Maia. Aos 23 anos foi nomeado por Maia subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá (1993–1996). Em 1996 elegeu-se vereador pelo PFL com 82.418 votos, a maior votação para o cargo no país naquele ano. Em 1998 foi eleito deputado federal com 117.164 votos e, em 2002, reeleito com 186.221.

Entre 2001 e 2002 foi secretário municipal de Meio Ambiente na gestão Cesar Maia, com quem rompeu depois. Na Câmara, foi autor do projeto de lei complementar que deu origem ao Supersimples, regime tributário de micro e pequenas empresas.

Em 2006 disputou o governo do estado pela primeira vez e teve cerca de 5,5% dos votos válidos. No segundo turno apoiou Sérgio Cabral, que venceu e o nomeou secretário estadual de Turismo, Esporte e Lazer, cargo em que participou da organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Depois do segundo mandato como prefeito, morou cerca de um ano nos Estados Unidos, onde foi consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e vice-presidente para a América Latina da montadora chinesa BYD. Em 2018 disputou o governo do Rio pelo DEM, foi ao segundo turno e perdeu para Wilson Witzel, com 40,13% dos votos válidos.

## Prefeito do Rio de Janeiro

### Primeiro e segundo mandatos (2009–2017)

Eleito em 2008 no segundo turno contra Fernando Gabeira (PV), com 50,8% dos votos válidos, e reeleito em 2012 no primeiro turno, com 64%, Paes governou a cidade durante a preparação da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. O período incluiu a implantação dos corredores de BRT (TransOeste, TransCarioca e TransOlímpica), a demolição do Elevado da Perimetral e o projeto Porto Maravilha na zona portuária, o Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio, o Parque Madureira e as Clínicas da Família. Entre 2013 e 2016 presidiu o C40, rede de grandes cidades para ação climática.

Em 2016, um trecho da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, inaugurada meses antes, desabou e matou duas pessoas.

### Terceiro e quarto mandatos (2021–2026)

Paes voltou à prefeitura em 2020, pelo DEM, ao vencer o então prefeito Marcelo Crivella no segundo turno com 64,07% dos votos válidos. Assumiu no pico da pandemia de covid-19. A prefeitura retomou a gestão do BRT em 2022, renovou a frota e entregou o corredor TransBrasil. Paes também defendeu a restrição de voos no Aeroporto Santos Dumont para fortalecer o Galeão. Em novembro de 2024 a cidade sediou a cúpula do G20.

Em 2024 foi reeleito no primeiro turno, com 60,47% dos votos válidos, contra 30,81% de Alexandre Ramagem (PL), e tornou-se o único prefeito eleito quatro vezes no Rio. Deixou o cargo em março de 2026 para disputar o governo.

## Polêmicas e processos

**Visão Rio 500 (eleição de 2016).** Em 2017, o TRE-RJ declarou Paes e Pedro Paulo inelegíveis por oito anos por abuso de poder no uso do plano estratégico "Visão Rio 500", contratado pela prefeitura, como plano de governo da campanha de Pedro Paulo. Em fevereiro de 2021, o TSE anulou a condenação por unanimidade; o relator, ministro Luis Felipe Salomão, apontou fragilidade das provas.

**Delações da Odebrecht.** Na Lava Jato, delatores da Odebrecht relataram supostos repasses de caixa dois a campanhas de Paes e de Pedro Paulo entre 2010 e 2014; nos sistemas da empreiteira, Paes teria o codinome "Nervosinho". Em maio de 2023, a Justiça Eleitoral absolveu Paes da acusação de receber R$ 650 mil não declarados, por falta de provas, depois que o STF declarou imprestáveis os sistemas da Odebrecht como prova. Em 2024, o STF enviou à Justiça Eleitoral as ações sobre a campanha de 2012. Em março de 2025, o ministro André Mendonça arquivou, a pedido da PGR, o inquérito aberto em 2017 sobre suposto repasse de R$ 300 mil à campanha de Pedro Paulo em 2014.

**Empresas da família no Panamá.** Em 2013 foi revelado que pais e irmã de Paes eram donos de duas empresas offshore no Panamá, abertas em 2008. Paes afirmou que as empresas estavam declaradas à Receita. Em 2016 o Ministério Público do Rio arquivou o caso.

**Milícias.** Em 2006, como candidato ao governo, Paes disse em entrevista à TV Globo que a "polícia mineira" havia trazido tranquilidade a Jacarepaguá. Depois passou a se posicionar publicamente contra as milícias. A acusação de vínculos com milícias foi a base da impugnação de Carlos Jordy em 2026, rejeitada pelo TRE-RJ.

## Vida pessoal

Paes é casado com Cristine Assed Paes, engenheira elétrica formada pela Uerj, com quem tem dois filhos, Bernardo e Isabela. Como primeira-dama do Rio, Cristine fundou em 2009 a ONG RIOinclui, que adapta moradias de crianças e adolescentes com deficiência. Paes é católico.

## Notícias recentes

- [Eduardo Paes busca vitória no primeiro turno e pede voto de esquerda e direita](https://dailyjournal.news/news/2026-10-04/eduardo-paes-busca-voto-critico-de-esquerda-e-direita-no-rio) (2026-10-04)

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