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title: "Davi Alcolumbre"
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updated: 2026-09-02T11:45:04.233+00:00
categories: ["brazil", "politics"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Davi Alcolumbre

Davi Alcolumbre é um senador pelo Amapá e atual presidente do Senado Federal, cargo que ocupa desde fevereiro de 2025. Filiado ao União Brasil, ele atua como uma figura central do Centrão, exercendo influência estratégica na relação entre o Congresso, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. Atualmente, seu mandato na presidência da Casa estende-se até 2027, mantendo-se como um articulador fundamental na definição da pauta legislativa e na condução de temas sensíveis ao governo.

## Quem é Davi Alcolumbre

Davi Alcolumbre (David Samuel Alcolumbre Tobelem) é senador pelo Amapá e presidente do Senado Federal desde 1º de fevereiro de 2025, no seu segundo período à frente da Casa. Filiado ao União Brasil, é uma das figuras centrais na relação entre o Congresso, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

Nasceu em 19 de junho de 1977, em Macapá (AP). Cursou Ciências Econômicas no Centro de Ensino Superior do Amapá, sem concluir o curso. Começou a carreira eletiva como vereador de Macapá em 2001, foi deputado federal pelo Amapá por três mandatos, entre 2003 e 2015, e chegou ao Senado na eleição de 2014.

Presidiu o Senado pela primeira vez entre 1º de fevereiro de 2019 e 1º de fevereiro de 2021 — na ocasião, foi o mais jovem a ocupar o cargo. Nos quatro anos seguintes comandou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o colegiado por onde passam as indicações a tribunais superiores.

## De qual partido é Davi Alcolumbre

Está no União Brasil desde 2022, quando o partido nasceu da fusão entre DEM e PSL. Antes disso, passou pelo PDT (1999–2006), pelo PFL (2006–2007) e pelo DEM (2007–2022), a legenda que o elegeu senador.

## Davi Alcolumbre é de direita ou de esquerda

Alcolumbre não se identifica publicamente com nenhum dos dois polos. Na prática, opera no chamado Centrão: um bloco pragmático que negocia apoio ao governo de turno em troca de espaço orçamentário e cargos, sem vínculo ideológico fixo. Sua base de poder são as emendas parlamentares e a prerrogativa de definir a pauta do plenário — instrumentos que valem tanto contra quanto a favor do Executivo.

O histórico ilustra isso: elegeu-se presidente do Senado em 2019, sob o governo de Jair Bolsonaro, e novamente em 2025, sob Luiz Inácio Lula da Silva, com 73 dos 81 votos.

## Quando acaba o mandato de Alcolumbre

São dois prazos diferentes, e eles não coincidem.

O **mandato de senador** vai de 2023 a 2031 — foi eleito em 2022 para um período de oito anos. O **mandato na presidência do Senado** vai até 1º de fevereiro de 2027, prazo do biênio da Mesa Diretora eleita em 2025.

## Alcolumbre vai concorrer ao Senado em 2026

Não. Como seu mandato só termina em 2031, ele não está em disputa na eleição de 2026. As duas outras cadeiras do Amapá, de Lucas Barreto (PSD) e Randolfe Rodrigues (PT), têm mandatos até 2027.

## A eleição de 2025 para a presidência do Senado

A votação ocorreu em 1º de fevereiro de 2025, por cédula e voto secreto, com os 81 senadores presentes. Alcolumbre venceu em primeiro turno com 73 votos; Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE) tiveram 4 cada. Marcos do Val (Podemos-ES) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) retiraram suas candidaturas antes da votação. Ele sucedeu Rodrigo Pacheco (à época PSD-MG), que havia comandado a Casa por quatro anos.

## Relação com Lula e com Bolsonaro

A relação com o governo Lula oscilou ao longo de 2025 e 2026. Em momentos de atrito, pautas de custo fiscal elevado para o Executivo — as chamadas pautas-bomba — avançaram no Senado, e o Planalto passou a tratar a distensão com Alcolumbre como prioridade. Em agosto de 2026, após uma sequência de encontros com Lula, ele destravou propostas de interesse do governo, entre elas a redução da jornada de trabalho, a ampliação dos poderes federais no combate ao crime organizado e uma política nacional para minerais críticos.

Com o campo bolsonarista, o ponto de tensão é o Supremo: parlamentares da oposição cobram que ele dê andamento aos pedidos de impeachment contra ministros da Corte, e ele tem se recusado.

## Os pedidos de impeachment contra ministros do STF

Pelo rito do Senado, uma petição de impeachment contra ministro do STF é protocolada e cabe ao presidente da Casa decidir, sem prazo constitucional, se a aceita ou a arquiva. Só se aceita ela segue para a consultoria jurídica, depois para a Mesa Diretora e eventualmente ao plenário. Nenhum pedido desse tipo jamais foi aprovado.

Alexandre de Moraes é o alvo mais frequente: em maio de 2026 acumulava 51 petições protocoladas desde 2021, número que continuou crescendo ao longo do ano. Em setembro de 2026, Alcolumbre sinalizou que não pautaria os novos pedidos, alegando que prefere aguardar posicionamentos do próprio STF antes de o Legislativo agir. No seu primeiro período como presidente do Senado, ele já havia arquivado todos os pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

## A rejeição de Jorge Messias ao STF

Em 29 de abril de 2026, o plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo por 42 votos a 34 — eram necessários 41 votos favoráveis. Foi a primeira vez em mais de 130 anos que o Senado derrubou um indicado ao STF; os cinco casos anteriores ocorreram todos em 1894, no governo de Floriano Peixoto. A CCJ havia aprovado o nome por 16 a 11.

A vaga estava aberta desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. Alcolumbre criticou publicamente a demora do Executivo em formalizar a indicação, anunciada em novembro de 2025 e enviada ao Senado apenas em abril de 2026.

## Licenciamento ambiental e a Foz do Amazonas

Alcolumbre foi o principal articulador da inclusão da Licença Ambiental Especial (LAE) no projeto que virou a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025), um rito acelerado voltado a empreendimentos considerados estratégicos — entre eles a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, na costa do seu estado.

Em 27 de novembro de 2025, em sessão conjunta que ele presidiu, o Congresso derrubou 52 itens dos vetos de Lula à lei, restabelecendo dispensas de licenciamento para atividades rurais, obras de manutenção de infraestrutura e saneamento básico, e ampliando a autonomia dos estados para classificar o potencial poluidor das atividades. Alcolumbre defendeu a votação como "fundamental para o desenvolvimento nacional".

Organizações socioambientais chamaram o texto de "PL da Devastação", apontando risco de enfraquecimento da fiscalização na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica, e anunciaram ações judiciais contra a lei. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, defenderam vetos amplos ao projeto.

## Indicação de Rodrigo Pacheco ao TCU

Em 1º de setembro de 2026, o plenário do Senado aprovou por 63 votos a 4, em votação secreta, a indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ministro do Tribunal de Contas da União. O nome partiu de Alcolumbre, que apresentou o projeto de decreto legislativo (PDL 995/2026) com o apoio de outros 20 senadores, para a vaga deixada por Bruno Dantas. A indicação ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados.

## Quanto ganha Davi Alcolumbre

O subsídio bruto mensal de senador em 2026 é de R$ 46.366,19, valor que corresponde ao teto do funcionalismo federal e é o mesmo pago a deputados federais, ministros do STF e ao presidente da República. A presidência do Senado não altera esse valor.

Sobre o subsídio somam-se verbas de mandato: a cota parlamentar, que varia conforme o estado e vai de cerca de R$ 21 mil a mais de R$ 44 mil mensais, auxílio-moradia de R$ 5.500 para quem não usa imóvel funcional em Brasília, verba para contratar até 12 assessores comissionados, cotas de passagens aéreas e assistência médica.

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