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title: "Cláudia Márcia de Carvalho Soares"
url: https://dailyjournal.news/topics/claudia-marcia-de-carvalho-soares
updated: 2026-02-28T02:22:25.821+00:00
categories: ["brazil", "politics"]
type: topic
language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Cláudia Márcia de Carvalho Soares

Cláudia Márcia de Carvalho Soares é uma juíza do Trabalho aposentada e presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), que ganhou destaque em fevereiro de 2026 ao se posicionar contra a suspensão de benefícios e verbas indenizatórias para membros do serviço público. Suas declarações, que incluíram queixas sobre gastos próprios com lanche e café e a ausência de reajuste salarial, geraram repercussão e críticas, inclusive de ministros do STF. A controvérsia ocorre enquanto o STF analisa liminares que suspenderam o pagamento de verbas acima do teto constitucional, e em meio à divulgação de que a juíza recebeu R$ 709.998 líquidos em salários em 2025, além de ser isenta de Imposto de Renda desde agosto de 2024.

## Visão geral

Cláudia Márcia de Carvalho Soares é uma juíza do Trabalho aposentada e presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT). Ela ganhou destaque em fevereiro de 2026 ao se posicionar publicamente contra a suspensão de benefícios e verbas indenizatórias, conhecidos como "penduricalhos", para membros do serviço público, incluindo magistrados. Suas declarações, nas quais mencionou gastos próprios com lanche e café e a ausência de reajuste salarial anual para a magistratura, geraram repercussão e críticas, inclusive de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

## Contexto histórico e desenvolvimento

Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) estava analisando liminares que suspenderam o pagamento de verbas acima do teto constitucional para o funcionalismo público. As decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam esses "penduricalhos" não previstos em lei, motivaram a manifestação de Cláudia Márcia de Carvalho Soares. Em uma audiência no STF, ela argumentou que a magistratura está "fragmentada no aspecto remuneratório" e que juízes de primeiro grau não possuem as mesmas condições de trabalho que ministros de instâncias superiores, citando a falta de carro, apartamento funcional, plano de saúde, refeitório, água e café, que seriam pagos do próprio bolso.

Suas declarações foram feitas em um contexto onde o Painel de Remuneração dos Magistrados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que ela recebeu R$ 709.998 líquidos em salários ao longo de 2025. Esse valor é composto pelo subsídio mensal de R$ 42.749, complementado por verbas indenizatórias e direitos eventuais. Em dezembro de 2025, sua remuneração atingiu R$ 128.218. Desde agosto de 2024, Cláudia Márcia de Carvalho Soares está isenta de Imposto de Renda devido a um diagnóstico de doença grave prevista em lei. As reclamações da juíza foram criticadas por ministros do STF, que as consideraram "descoladas" da realidade.

## Linha do tempo

*   **Agosto de 2024:** Cláudia Márcia de Carvalho Soares passa a ser isenta de Imposto de Renda devido a diagnóstico de doença grave.
*   **2025:** Recebeu R$ 709.998 líquidos em salários ao longo do ano.
*   **Dezembro de 2025:** Mês de maior remuneração, com R$ 128.218.
*   **Fevereiro de 2026:** Manifesta-se no STF contra a suspensão de "penduricalhos", reclamando de gastos próprios com lanche e café e da falta de reajuste anual para magistrados.
*   **25 de março de 2026:** Data prevista para o STF analisar as liminares que suspenderam o pagamento de verbas acima do teto.

## Principais atores

*   **Cláudia Márcia de Carvalho Soares:** Juíza do Trabalho aposentada e presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT).
*   **Supremo Tribunal Federal (STF):** Corte responsável pela análise das liminares sobre os "penduricalhos".
*   **Ministro Flávio Dino:** Um dos ministros do STF que suspendeu os "penduricalhos".
*   **Ministro Gilmar Mendes:** Outro ministro do STF que suspendeu os "penduricalhos" e fixou prazo para tribunais e Ministérios Públicos estaduais suspenderem o pagamento de verbas indenizatórias não previstas em lei federal.
*   **Ministro Edson Fachin:** Presidente do STF, que citou a criação de um grupo de trabalho para formular uma proposta sobre as verbas indenizatórias.
*   **Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT):** Entidade presidida por Cláudia Márcia de Carvalho Soares, que se posicionou contra a suspensão dos benefícios.
*   **Conselho Nacional de Justiça (CNJ):** Órgão que mantém o Painel de Remuneração dos Magistrados, onde os dados salariais de Cláudia Márcia foram divulgados.

## Termos importantes

*   **Penduricalhos:** Termo informal utilizado para se referir a verbas indenizatórias e outros benefícios adicionais pagos a servidores públicos, muitas vezes além do subsídio principal e do teto remuneratório.
*   **Subsídio:** Remuneração mensal fixada em parcela única para os membros de Poder e detentores de mandato eletivo, conforme a Constituição Federal.
*   **Teto remuneratório:** Limite máximo de remuneração para o funcionalismo público no Brasil, estabelecido pela Constituição Federal, geralmente atrelado ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
*   **Verbas indenizatórias:** Pagamentos destinados a compensar gastos ou despesas específicas incorridas pelo servidor no exercício de suas funções, que não se incorporam à remuneração para fins de cálculo de aposentadoria ou outros benefícios.

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