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title: "Ataque a voo da Flydubai 2026"
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updated: 2026-10-02T12:40:41.675+00:00
categories: ["world", "politics"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Ataque a voo da Flydubai 2026

Em 30 de setembro de 2026, o copiloto do voo FZ1073 da Flydubai, entre Dubai e Tel Aviv, esfaqueou o comandante indiano Smit Machchhar e, segundo Israel, tentou derrubar o avião com mais de 170 pessoas. Passageiros dominaram o agressor, cidadão de Omã, e pilotos de reserva pousaram em Tabuk, na Arábia Saudita. Emirados e Israel investigam o motivo, e a Flydubai suspendeu a rota para Tel Aviv.

## O que aconteceu

O ataque ao voo FZ1073 da Flydubai foi um incidente de segurança aérea ocorrido em 30 de setembro de 2026, quando o copiloto de um avião da companhia dos Emirados Árabes Unidos esfaqueou o comandante durante a rota entre Dubai e Tel Aviv. Autoridades de Israel descreveram o episódio como uma aparente tentativa de derrubar o avião, que levava mais de 170 pessoas. O comandante ferido conseguiu destrancar a porta da cabine, passageiros dominaram o agressor e dois pilotos de reserva que estavam a bordo pousaram a aeronave em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita.

O voo FZ1073 decolou do Aeroporto Internacional de Dubai às 7h05 (horário local, 3h05 GMT) da quarta-feira, 30 de setembro de 2026, com destino ao Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. Mais de duas horas após a decolagem, o copiloto atacou o comandante a faca dentro da cabine de comando.

A aeronave perdeu altitude bruscamente. A BBC, com base em dados do site de rastreamento Flightradar24, relatou uma queda de mais de 17 mil pés (cerca de 5.200 metros) em menos de dois minutos; a Reuters informou que o avião despencou quase 14 mil pés em menos de 30 segundos enquanto sobrevoava a Arábia Saudita. A cabine emitiu um sinal de emergência e, em seguida, o código transponder 7500, que indica sequestro.

Caído no chão e ainda sob ataque, o comandante conseguiu destrancar a porta da cabine por dentro. Passageiros entraram, dominaram e amarraram o copiloto, e dois pilotos de reserva que viajavam a bordo assumiram os comandos. O avião, que chegou a entrar brevemente no espaço aéreo da Jordânia, voltou para a Arábia Saudita e pousou no aeroporto de Tabuk, no noroeste do país, às 6h58 no horário local. Sem conseguir contato com a tripulação e diante do temor de sequestro, Israel enviou aeronaves para acompanhar o voo.

## O comandante Smit Machchhar

O comandante do voo é o indiano Smit Machchhar, piloto com 17 anos de carreira. Depois do pouso, ele foi levado a um hospital em Tabuk e, em seguida, transferido de avião para Abu Dhabi, onde se recupera em condição estável. Em 1º de outubro, o embaixador da Índia nos Emirados Árabes Unidos, Deepak Mittal, visitou o piloto e informou que ele estava "em boa saúde e se recuperando bem".

Em videochamada com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, divulgada em 2 de outubro, Machchhar relatou que estava no chão, ferido, quando percebeu que o avião descia: "Disse a mim mesmo para fazer um último esforço e abrir a porta por dentro". Ele afirmou que lutava pela própria vida, mas que não deixaria os outros morrerem. Modi disse que a coragem, a paciência e a rapidez de decisão do piloto salvaram muitas vidas. Netanyahu também o chamou de "verdadeiro herói".

## O agressor

Uma autoridade israelense identificou o copiloto como cidadão de Omã; as autoridades omanitas não se pronunciaram. Em entrevista à Fox News, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as investigações indicavam que ele havia passado por "doutrinação islâmica radical" e que parecia "muito provável" que pretendesse derrubar o avião. Segundo Netanyahu, depois de ser contido, o copiloto gritava para a tripulação "me matem, me matem". O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou-o como terrorista.

O copiloto foi detido na Arábia Saudita, onde é interrogado; Netanyahu disse que ele deve ser transferido para os Emirados Árabes Unidos. A motivação não foi oficialmente esclarecida.

## Os passageiros que dominaram o copiloto

Em 1º de outubro, o presidente de Israel, Isaac Herzog, anunciou que recomendará ao comitê do Prêmio Presidencial de Heroísmo Cidadão a condecoração de passageiros israelenses do voo. Segundo a Presidência, Yaniv Hayoun, Zvika Manes e Asaf Rajuan entraram na cabine e dominaram o agressor; o dentista Shota Musayev atendeu o comandante ferido até o pouso. Horas depois, a Presidência incluiu Tali Manes, que foi "a primeira a alertar" os demais passageiros. O prêmio foi criado após os ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.

## Investigações

Os Emirados Árabes Unidos abriram investigação para apurar as circunstâncias e os motivos do ataque e determinar "se o incidente estava ligado a qualquer atividade ou propósito terrorista, ou envolveu planejamento ou orientação prévia", segundo a agência estatal do país. As autoridades emiradenses afirmam ter jurisdição porque a aeronave é registrada nos Emirados e voa sob sua bandeira.

Israel conduz uma apuração paralela liderada pelo Mossad, que entrevistou passageiros após a chegada a Tel Aviv; segundo uma fonte de segurança israelense ouvida pela BBC Arabic, as conclusões preliminares indicam que o agressor pretendia derrubar o avião. Netanyahu disse que Israel vai acompanhar e possivelmente participar da investigação. A Arábia Saudita não divulgou comunicado sobre o caso.

## Suspeita sobre o Irã

Questionado sobre envolvimento iraniano, Netanyahu disse ser "cedo demais" para afirmar. Em 1º de outubro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu a jornalistas que o copiloto poderia ter ligação com o Irã e, perguntado se ele teria se infiltrado por meio da Guarda Revolucionária iraniana, respondeu que "pode ter sido assim". Não houve indicação oficial de Israel sobre participação iraniana.

## Consequências para a aviação

A Flydubai suspendeu os voos entre Dubai e Tel Aviv enquanto conduz a própria investigação; o Ministério dos Transportes de Israel disse que a suspensão segue determinação de Netanyahu. As companhias israelenses El Al, Israir e Arkia anunciaram voos de resgate a partir de Dubai para trazer passageiros retidos, e o ministério pediu à Etihad que ampliasse os voos entre Abu Dhabi e Tel Aviv.

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