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title: "Antônio Furlan (Dr. Furlan)"
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updated: 2026-10-04T05:05:17.790111+00:00
categories: ["brazil", "politics"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Antônio Furlan (Dr. Furlan)

Antônio Furlan, o Dr. Furlan, é médico, ex-prefeito de Macapá e candidato do PSD ao governo do Amapá na eleição de 4 de outubro de 2026, com o número 55 e Luciana Gurgel (PL) como vice. Renunciou à Prefeitura em março de 2026, um dia após ser afastado pelo STF na Operação Paroxismo. O registro foi deferido pelo TRE-AP; no TSE, o relator votou para indeferi-lo e o julgamento está suspenso por pedido de vista.

## Quem é

Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan, é médico e político brasileiro, ex-prefeito de Macapá e candidato ao governo do Amapá pelo PSD na eleição de 4 de outubro de 2026. Não ocupa cargo eletivo desde março de 2026, quando renunciou à Prefeitura de Macapá um dia depois de ser afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nasceu em 9 de julho de 1973 em San José, capital da Costa Rica, onde os pais estudavam, e é brasileiro nato. Segundo o texto de apresentação de seu plano de governo, vive no Amapá há 23 anos. Formou-se em medicina pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) e fez residência em cirurgia cardiovascular na Beneficência Portuguesa, em São Paulo. É conhecido no estado como cardiologista: segundo a Jovem Pan, fez a primeira cirurgia cardíaca do Amapá, em 2004. Também é médico do quadro do governo do Amapá, cargo do qual se licenciou para disputar a eleição.

## Partido e posição política

Furlan é filiado ao PSD desde 3 de março de 2026, quando se filiou em Brasília ao lado do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, e do senador Lucas Barreto (PSD-AP), e assumiu em seguida a presidência do diretório estadual. Um dia antes, havia deixado o MDB, depois de o presidente nacional da sigla, o deputado Baleia Rossi, dizer a ele que o partido não teria espaço para sua candidatura ao governo.

Ao longo da carreira passou por cinco partidos: PTB (2009 a 2019), Cidadania (2019 a 2023), Podemos (2023 a 2024), MDB (2024 a 2026) e PSD (desde 2026). Foi eleito prefeito em 2020 pelo Cidadania e reeleito em 2024 pelo MDB.

Aliados o descrevem como conservador, mas não bolsonarista, segundo o Metrópoles; ele apoiou Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2022. Sua coligação reúne partidos com três candidatos diferentes à Presidência em 2026 (Ronaldo Caiado, do PSD; Flávio Bolsonaro, do PL; e Romeu Zema, do Novo), e a chapa anunciou que se manteria neutra na disputa nacional. A vice é do PL.

No Amapá, Furlan lidera o grupo político adversário ao do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Em 2020, venceu Josiel Alcolumbre no segundo turno da eleição para prefeito de Macapá.

## Candidatura ao governo do Amapá em 2026

O PSD oficializou a candidatura em convenção em 20 de julho de 2026. Os dados registrados no TSE são:

- **Número de urna:** 55
- **Partido:** PSD
- **Vice:** Luciana Gurgel (PL), deputada estadual; nome civil Luciana Araujo Goes Gurgel
- **Coligação:** "Trabalhar para Transformar o Amapá" (Novo, PSD, Podemos e PL)
- **Patrimônio declarado:** R$ 1.168.464,77

Na chapa ao Senado do mesmo grupo estão o senador Lucas Barreto (PSD), candidato à reeleição, e Rayssa Furlan (Podemos), mulher de Furlan e ex-primeira-dama de Macapá.

O principal adversário é o governador Clécio Luís (União Brasil, número 44), candidato à reeleição. Também disputam o governo Marcos Reátegui (DC, 27), Carlos Cley (PSTU, 16) e Jairo Palheta (PCO, 29).

## Trajetória política

Em 2010, Furlan disputou a eleição para deputado estadual pelo PTB e ficou como suplente, com 5.135 votos. Assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Amapá em 2013, após a morte do deputado Ocivaldo Gato. Foi eleito deputado estadual em 2014, com 8.947 votos, e reeleito em 2018, com 7.512.

Em 2020, pelo Cidadania, foi eleito prefeito de Macapá no segundo turno, com 101.091 votos (55,67% dos válidos), e tomou posse em 2021. Em 2024, pelo MDB, foi reeleito no primeiro turno com 204.291 votos, 85,08% dos válidos, tendo Mario Neto (Podemos) como vice.

## Afastamento pelo STF e renúncia à Prefeitura

Em 4 de março de 2026, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Paroxismo, que investiga suspeita de fraude na licitação, desvio de recursos e lavagem de dinheiro em um contrato de cerca de R$ 70 milhões da Secretaria Municipal de Saúde para a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, obra financiada com emendas parlamentares federais. O ministro Flávio Dino, do STF, determinou o afastamento de Furlan e do vice-prefeito Mario Neto por 60 dias. A primeira fase da operação havia sido deflagrada em setembro de 2025.

Furlan assinou a carta de renúncia ainda em 4 de março, e o documento foi protocolado na Câmara Municipal em 5 de março. No texto, afirmou que deixava o cargo para disputar o governo do estado. O prazo legal de desincompatibilização para governador terminava em 4 de abril. A defesa afirma que ele não foi indiciado e atribui as investigações a perseguição do grupo político adversário.

Com o afastamento do vice, o presidente da Câmara Municipal, vereador Pedro DaLua (União Brasil), assumiu a Prefeitura como prefeito em exercício. Em maio de 2026, Dino prorrogou por tempo indeterminado o afastamento de Mario Neto.

## Situação do registro da candidatura

O registro de Furlan é contestado na Justiça Eleitoral com base na alínea "k" da Lei da Ficha Limpa, que torna inelegível quem renuncia ao mandato depois de apresentada representação capaz de levar à sua cassação. Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), uma representação pedindo a abertura de processo político-administrativo contra Furlan foi protocolada fisicamente na Câmara de Macapá em 4 de março, às 12h15, horas antes da assinatura da renúncia.

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) deferiu o registro por unanimidade em 20 de agosto de 2026, por entender que a renúncia teve como finalidade a desincompatibilização. O MPE e uma segunda parte recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 24 de setembro, o relator, ministro Dias Toffoli, votou pelo indeferimento do registro, por considerar que a renúncia buscou também evitar o processo de cassação, e determinou a retirada do nome da urna. O ministro André Mendonça pediu vista e o julgamento foi suspenso antes dos demais votos, o que manteve válida a decisão do TRE-AP.

A defesa sustenta que o protocolo da representação foi adulterado e cita laudos segundo os quais o documento só entrou no sistema da Câmara em 11 de março e o livro de protocolo tem registros que "aparentam ter sido inseridos em espaços anteriormente em branco".

Em 2 de outubro, o MPE pediu a Toffoli uma liminar para mudar a situação do registro para "indeferido com recurso" antes da votação, o que faria os votos de Furlan serem computados como anulados sub judice. Na véspera da eleição, o registro constava como "deferido com recurso", e o nome de Furlan permanece na urna.

## Polêmicas e investigações

**Nomeações na Prefeitura.** Em setembro de 2026, a CNN Brasil revelou, com base em investigação da Polícia Civil do Amapá, que ao menos 12 pessoas apontadas como ligadas ao crime organizado foram contratadas ou nomeadas pela Prefeitura de Macapá entre 2021 e 2026, a maioria associada à facção Família Terror do Amapá (FTA). O Estadão noticiou que o inquérito cita Furlan em gravações, mas não identificou participação direta dele. Furlan nega qualquer relação com organização criminosa, diz que as nomeações seguiram os procedimentos legais e que parte dos cargos de confiança foi preenchida por indicação de vereadores e deputados.

**Outras operações.** Durante sua gestão, a Prefeitura foi alvo de outras operações da PF, entre elas a Carburante (2021), sobre recursos de combate à covid-19, e a Plattea (2024), sobre uma obra de urbanização.

**Agressão a cinegrafista.** Em 17 de agosto de 2025, durante um evento público em um hospital da zona norte de Macapá, Furlan tentou aplicar um "mata-leão" no cinegrafista Heverson Castro, depois de o jornalista Iran Froes perguntar sobre o atraso da obra do Hospital Municipal, segundo o Poder360. A Prefeitura afirmou que o prefeito foi agredido antes. Uma comissão da Câmara recomendou o arquivamento do caso.

## Propostas

O plano de governo registrado no TSE tem 78 páginas e 13 eixos estratégicos, segundo o g1, entre eles educação, saúde, infraestrutura, economia e emprego, petróleo e energia, proteção social, cultura e turismo. Na saúde, propõe fortalecer a atenção primária, ampliar a média e alta complexidade e a telemedicina, e implantar uma Fila Única Digital, pela qual o paciente acompanharia por aplicativo sua posição na fila de consultas, exames e cirurgias do SUS. O plano também prevê mutirões permanentes de cirurgias eletivas e uma carreta de saúde especializada para os 16 municípios. O site da campanha cita ainda um fundo soberano para transformar a receita do petróleo em investimento de longo prazo e um portal com metas, obras e contratos do governo.

## Vida pessoal

Furlan é casado com Rayssa Cadena Furlan, ex-primeira-dama de Macapá e candidata ao Senado pelo Podemos em 2026. Tem sete filhos, segundo a Wikipédia e o próprio plano de governo.

## Pesquisas eleitorais

Na última pesquisa Quaest antes do primeiro turno, contratada pela Rede Amazônica e feita em 2 e 3 de outubro de 2026 com 1.800 eleitores (registro AP-08084/2026, margem de erro de 2 pontos), Furlan tinha 50% das intenções de voto totais e Clécio Luís, 45%. Nos votos válidos, os números eram 53% e 47%.

## Notícias recentes

- [Dr. Furlan é eleito governador do Amapá no primeiro turno](https://dailyjournal.news/news/2026-10-04/dr-furlan-e-eleito-governador-do-amapa-com-6003-dos-votos) (2026-10-04)

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