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title: "Alibaba"
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updated: 2026-08-24T11:49:57.764+00:00
categories: ["world", "business", "technology"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Alibaba

O Alibaba Group é um conglomerado chinês de tecnologia que opera diversos marketplaces globais, como o AliExpress e o Alibaba.com, além de ser um player relevante em computação em nuvem e inteligência artificial. Atualmente, a empresa foca sua estratégia no desenvolvimento dos modelos de IA Qwen e Wan, investindo pesadamente em infraestrutura global. Com capital aberto em Hong Kong e Nova York, o grupo busca consolidar sua presença internacional através de expansões logísticas e de serviços digitais.

## O que é o Alibaba

O Alibaba Group é um conglomerado de tecnologia chinês fundado em 1999 em Hangzhou, na província de Zhejiang, por um grupo de 18 pessoas liderado por Jack Ma, então professor de inglês. A empresa se define hoje como "uma companhia global de tecnologia focada em IA + Nuvem e consumo", e sua missão declarada é "tornar fácil fazer negócios em qualquer lugar".

O grupo não é um site único, e sim um portfólio de plataformas: o marketplace atacadista Alibaba.com, o marketplace de consumo Taobao, a plataforma de marcas Tmall, o varejo internacional AliExpress, a Lazada e a Daraz no Sudeste Asiático e Sul da Ásia, a logística Cainiao, a área de nuvem e inteligência artificial Alibaba Cloud, o aplicativo corporativo DingTalk, além de serviços como Fliggy (viagens) e Youku (vídeo).

No ano fiscal de 2025, o grupo registrou receita de US$ 137,3 bilhões e lucro líquido de US$ 17,84 bilhões, com 124.320 funcionários. A presidência do conselho é de Joseph Tsai e o cargo de CEO é ocupado por Eddie Wu.

## Alibaba, AliExpress, Taobao e Tmall: qual é a diferença

Os quatro nomes pertencem ao mesmo grupo, mas atendem a públicos distintos:

- **Alibaba.com** — plataforma B2B (empresa para empresa), voltada a compras no atacado e a importadores que negociam diretamente com fábricas e distribuidores.
- **AliExpress** — lançado em 2010, é o braço de varejo internacional, no qual o consumidor final compra unidades avulsas. É a marca do grupo mais conhecida no Brasil.
- **Taobao** — criado em 2003 como resposta à entrada do eBay na China, é o marketplace de consumo doméstico chinês, com forte componente de vendedores individuais.
- **Tmall** — surgiu em abril de 2008 como Taobao Mall e depois virou marca própria; concentra lojas oficiais de marcas e grandes varejistas na China.

## O Alibaba é confiável? Como comprar com segurança

A pergunta é recorrente porque o Alibaba.com é um intermediário: ele não vende, conecta compradores a milhares de fornecedores independentes. A proteção oferecida pela plataforma se chama **Trade Assurance** (Compra Segura), é gratuita para o comprador e cobre pedidos fechados com fornecedores participantes.

Segundo a documentação da própria Alibaba.com, o programa oferece proteção de 100% do pagamento em duas situações previstas em contrato com o fornecedor: quando os produtos não são enviados no prazo acordado e quando não atendem aos padrões de qualidade combinados. O pedido de reembolso pode ser feito em até 30 dias a partir da data de entrega — 60 dias para compradores dos planos Enterprise e Enterprise Pro.

Aprovado o reembolso, a plataforma afirma devolver o valor em geral dentro de 7 dias úteis, com prazos que variam conforme o meio de pagamento: até 10 dias úteis no cartão de crédito, 7 em transferência (T/T), 3 em e-Checking e 15 no Pay Later. Há ainda uma etapa de mediação: se o fornecedor não responde em cinco dias, ou se as partes não chegam a um acordo em 15 dias, o comprador pode escalar a disputa para que a Alibaba.com investigue e arbitre o caso.

A cobertura vale para a negociação feita dentro da plataforma. Cotação, pagamento e acompanhamento fora do ambiente da Alibaba.com ficam fora do escopo do Trade Assurance.

## Alibaba e inteligência artificial

Desde 2023 o grupo reposicionou a IA como eixo central do negócio, e não como acessório do comércio eletrônico. Duas frentes concentram esse esforço: a família de modelos de linguagem **Qwen** e a linha de modelos de vídeo **Wan**.

O Qwen é desenvolvido pela Alibaba Cloud e entrou em beta em abril de 2023, com abertura ao público em setembro daquele ano, após aprovação regulatória na China. O Qwen2 saiu em junho de 2024 e o Qwen3 em abril de 2025, treinado em 36 trilhões de tokens e cobrindo 119 idiomas. Em agosto de 2026 vieram o Qwen3.8-Max, com 2,4 trilhões de parâmetros, e o Qwen3.8-27B. Boa parte da linha é distribuída com pesos abertos sob licença Apache 2.0 ou sob a Qwen License, o que ajuda a explicar a presença do modelo na comunidade: são mais de 200 mil variações publicadas no Hugging Face. O aplicativo Qwen atingiu 234 milhões de usuários em maio de 2026.

Em 6 de agosto de 2026, a empresa colocou em beta público o **Wan3.0**, modelo de geração de vídeo disponível no Alibaba Cloud Model Studio e no Qwen Cloud. Ele gera clipes nativos de 30 segundos com até 1080p e áudio na mesma passagem — o dobro do limite de 15 segundos do Wan2.7-Video, que o antecedeu. O recurso de destaque é o Omni-Reference: além de texto, imagem, áudio e vídeo, o modelo aceita documentos, planilhas, apresentações, PDFs e páginas web como entrada e constrói o vídeo a partir deles. Há três faixas de resolução (480p, 720p e 1080p), sem saída em 4K, com preços de US$ 0,05, US$ 0,10 e US$ 0,20 por segundo. O Wan3.0 não tem pesos abertos: a linha aberta do grupo para vídeo para no Wan 2.2.

## A oferta de ações de US$ 10,2 bilhões

Em 23 de agosto de 2026, o Alibaba anunciou a precificação de uma colocação de 710 milhões de novas ações ordinárias a HK$ 112,70 cada, totalizando HK$ 80 bilhões — cerca de US$ 10,2 bilhões. É a maior oferta subsequente já feita na bolsa de Hong Kong e a primeira colocação do grupo desde a listagem na praça, em 2019. O fechamento estava previsto para 26 de agosto de 2026.

A empresa declarou que destinará 100% dos recursos líquidos a suas capacidades de IA em toda a pilha, incluindo a expansão da infraestrutura. As ações emitidas equivalem a 3,7% das 19,17 bilhões de ações em circulação. A demanda foi forte — o livro de ordens chegou a US$ 28 bilhões, com a oferta subscrita três vezes — e dois executivos entraram na colocação: Joseph Tsai comprou 720 mil ações por HK$ 80 milhões e Eddie Wu, 350 mil por HK$ 40 milhões. Ainda assim, segundo o South China Morning Post, os papéis caíram cerca de 10% na abertura do pregão seguinte à precificação.

## Alibaba Cloud

A Alibaba Cloud foi criada em setembro de 2009 e é a divisão de computação em nuvem do grupo, além de ser a casa dos modelos Qwen e Wan. É a maior provedora de nuvem da China e a base sobre a qual o conglomerado apoia sua estratégia de IA.

Em setembro de 2025, a empresa anunciou uma expansão internacional de data centers que inclui França, Países Baixos e Brasil, apoiada em uma parceria com a Nvidia. À época, informava operar 91 zonas de disponibilidade em 29 regiões globais. O plano financeiro por trás disso é um investimento de 380 bilhões de yuans — cerca de US$ 55 bilhões — em infraestrutura de nuvem e IA ao longo de três anos.

## Alibaba no Brasil

O grupo chegou ao país por duas portas distintas. A primeira foi a logística: a Cainiao, braço de entregas do Alibaba, escolheu o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para instalar seu centro de distribuição brasileiro, com previsão de mais de 200 empregos diretos e cerca de mil indiretos. Felipe Daud, diretor de Relações Institucionais do grupo para a América Latina, afirmou que, com o negócio estabilizado, o hub poderia se tornar um centro de operações para toda a América do Sul.

A segunda porta é a nuvem. A Alibaba Cloud programou para agosto de 2026 o início da operação comercial no Brasil, a partir de seu primeiro data center no país, em São Paulo — a unidade estava 99% concluída em maio de 2026. A empresa afirma que pretende oferecer serviços até 30% mais baratos que os de concorrentes como a AWS e já estuda um segundo data center em território brasileiro, sem local definido. O primeiro centro latino-americano do grupo havia sido inaugurado no México, em 2025.

## Alibaba e a regulação na China

O período entre o fim de 2020 e 2021 marcou uma virada na relação do grupo com Pequim. Em novembro de 2020, a oferta pública inicial do Ant Group, afiliada financeira do Alibaba, foi suspensa às vésperas da estreia — o que abriu um ciclo de escrutínio regulatório sobre o próprio conglomerado.

Em 9 de abril de 2021, os reguladores chineses aplicaram ao Alibaba uma multa de US$ 2,8 bilhões por práticas anticompetitivas, a maior já imposta a uma empresa no país até então. Em 2023, o grupo passou por uma reorganização que o dividiu em seis entidades de gestão independente, cada uma com CEO e conselho próprios.

## História e origem do nome

O Alibaba foi fundado em 28 de junho de 1999, em um apartamento em Hangzhou. A sede permanece na cidade, no distrito de Yuhang.

O nome vem do personagem Ali Babá, da coletânea de contos populares *As Mil e Uma Noites* — a mesma história de "Ali Babá e os Quarenta Ladrões". Jack Ma escolheu a referência por seu apelo universal: era um nome reconhecível em praticamente qualquer país, o que servia à ambição internacional da empresa desde o início.

A expansão veio por etapas: Taobao em 2003, Alibaba Cloud em 2009, AliExpress em 2010. O Dia dos Solteiros (11 de novembro), transformado pelo grupo no maior evento de vendas do mundo, movimentou 540,3 bilhões de yuans — cerca de US$ 114,4 bilhões — na edição de 11 dias de 2021.

## Alibaba na bolsa

O Alibaba abriu capital na Bolsa de Nova York em 18 de setembro de 2014, a US$ 68 por ação, levantando US$ 25 bilhões no que foi então o maior IPO da história. Em novembro de 2019 fez uma listagem secundária em Hong Kong, captando US$ 12,9 bilhões — a maior oferta do mundo naquele ano.

O papel é negociado como BABA em Nova York e sob o código 9988 em Hong Kong. Movimentos da ação passaram a repercutir para além da China: a oferta de agosto de 2026 foi acompanhada de perto por investidores preocupados com o custo da corrida global por infraestrutura de IA.

## Notícias recentes

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