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title: "Alexandre Kalil"
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updated: 2026-10-04T04:53:28.136055+00:00
categories: ["brazil", "politics"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Alexandre Kalil

Alexandre Kalil é empresário da construção civil e político filiado ao PDT. Presidiu o Atlético Mineiro de 2008 a 2014, período da conquista da Libertadores de 2013, e foi prefeito de Belo Horizonte de 2017 a 2022. Em 2022 ficou em segundo lugar na disputa pelo governo de Minas. É candidato ao governo do estado na eleição de 4 de outubro de 2026, com o número 12, pela coligação Cuidar de Minas (PDT e Federação PSDB Cidadania), tendo Carlos Mosconi (PSDB) como vice.

## Quem é Alexandre Kalil

Alexandre Kalil (Belo Horizonte, 25 de março de 1959) é empresário do setor de construção, ex-dirigente esportivo e político brasileiro filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Foi presidente do Clube Atlético Mineiro de 2008 a 2014 e prefeito de Belo Horizonte de janeiro de 2017 a março de 2022. É candidato ao governo de Minas Gerais na eleição de 4 de outubro de 2026, pelo PDT, com o número 12. Não ocupa cargo público desde que deixou a prefeitura.

Neto de imigrantes sírios, é filho de Elias Kalil (1930-1993), que também presidiu o Atlético Mineiro.

## Candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026

Kalil disputa o governo de Minas pela coligação "Cuidar de Minas", formada pelo PDT e pela Federação PSDB Cidadania. O candidato a vice-governador é o médico Carlos Mosconi (PSDB), ex-deputado federal por quatro mandatos; a escolha de um tucano para a vice selou a aliança entre PDT e PSDB no estado. O registro da chapa foi deferido pela Justiça Eleitoral, e na declaração de bens entregue ao TSE Kalil informou patrimônio de R$ 5,94 milhões.

É a segunda vez que ele tenta o governo estadual. Em 2022, pelo PSD, recebeu 3.805.182 votos (35,08% dos válidos) e ficou em segundo lugar, atrás de Romeu Zema (Novo), reeleito no primeiro turno.

Em 2026 concorrem também, entre outros, Cleitinho Azevedo (Republicanos), Patrus Ananias (PT), Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB). Na pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro de 2026, feita entre 25 e 28 de setembro com 1.506 eleitores e encomendada pela TV Globo, Kalil tinha 9% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.

## Propostas

O plano de governo registrado no TSE tem 147 páginas e trata de saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento social e finanças. Segundo a campanha, as prioridades são:

- **Dívida com a União:** renegociar a dívida de Minas com o governo federal, que passa de R$ 200 bilhões, com revisão de indexadores e juros, prazos maiores e períodos de carência.
- **Finanças:** reduzir o peso do serviço da dívida, rever programas e despesas de baixo impacto e combater a sonegação para recuperar a capacidade de investimento, sem aumentar a carga tributária.
- **Saúde:** concluir e pôr em funcionamento os hospitais regionais e reduzir as filas de atendimento especializado.
- **Educação e segurança:** ampliar o ensino médio em tempo integral e fazer ações sociais em áreas de alta criminalidade.
- **Infraestrutura:** melhorar as condições das rodovias estaduais.

## Empresas e carreira de empresário

Kalil cursou engenharia civil em Belo Horizonte até o quarto ano e deixou a faculdade para trabalhar em obras. Sem o diploma, especializou-se na prática em infraestrutura rodoviária, urbana, civil e industrial e assumiu, com o pai e um tio, a Erkal Engenharia, construtora com atuação na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em 20 de setembro de 2016, a Justiça de Minas Gerais decretou a falência da Erkal; a decisão era passível de recurso.

## Presidente do Atlético Mineiro

Aos 25 anos, Kalil passou a comandar o vôlei do Atlético Mineiro, que ganhou sete títulos entre 1980 e 1983. Depois foi diretor de futebol e presidente do conselho deliberativo do clube, cargo para o qual foi reeleito em 2004. Em 30 de outubro de 2008 foi eleito presidente do Atlético, com 271 votos contra 130 de Sérgio Bias Fortes, e foi reeleito em dezembro de 2011.

Na gestão dele (2009-2014), o clube contratou Ronaldinho Gaúcho e conquistou a Copa Libertadores de 2013, a primeira de sua história, além da Copa do Brasil de 2014, da Recopa Sul-Americana de 2014 e dos Campeonatos Mineiros de 2010, 2012 e 2013. No mesmo período, as receitas anuais quase dobraram e a dívida do clube passou de R$ 400 milhões. Kalil ficou conhecido por anunciar pessoalmente as contratações e por confrontos públicos com a CBF e com o STJD. Depois de deixar o clube, liderou a criação da Primeira Liga (antes Liga Sul-Minas-Rio), da qual foi CEO por pouco tempo.

## Trajetória política

- **2014:** registrou candidatura a deputado federal pelo PSB, mas desistiu antes da eleição, pouco depois da morte de Eduardo Campos, e deixou o partido.
- **2016:** eleito prefeito de Belo Horizonte pelo PHS, com apoio de Rede e PV e Paulo Lamac (Rede) como vice, com 52,98% dos votos no segundo turno.
- **2020:** reeleito no primeiro turno pelo PSD, com 63,36% dos votos e Fuad Noman como vice.
- **28 de março de 2022:** renunciou à prefeitura para disputar o governo de Minas, posto em que ficou em segundo lugar.
- **2024:** na eleição municipal de Belo Horizonte, rompeu com o PSD e apoiou Mauro Tramonte (Republicanos) contra o prefeito Fuad Noman; anunciou ingresso no Republicanos, mas a filiação não foi concretizada.
- **2025:** filiou-se ao PDT em setembro, com o objetivo declarado de disputar o governo do estado. Em evento na sede nacional do partido, em Brasília, com o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, apresentou-se como um político de centro, nem de esquerda nem de direita.

## Processos na Justiça

- **Portões em condomínio do Mangabeiras:** em agosto de 2025, a 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte condenou Kalil por improbidade administrativa por não ter cumprido, como prefeito, uma ordem judicial para retirar portões que restringiam o acesso a vias públicas em um condomínio de alto padrão no bairro Mangabeiras. A sentença suspendia os direitos políticos por cinco anos e impunha multa de R$ 100 mil. Em 23 de julho de 2026, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolveu Kalil por unanimidade, por falta de prova de dolo e de dano ao patrimônio público, e ele recuperou os direitos políticos.
- **Nepotismo:** em 2026, quando já era pré-candidato pelo PDT, Kalil foi condenado em primeira instância por nomear Marcelo Amarante, irmão de uma ex-namorada que atuava como assessora jurídica no gabinete, para cargo comissionado na Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica. A pena é multa equivalente a dois salários recebidos pelo nomeado e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais e de crédito por dois anos; a decisão não suspende direitos políticos.

## Vida pessoal

Kalil é separado e pai de três filhos.

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