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title: "Acidente ferroviário na Espanha 2026"
url: https://dailyjournal.news/topics/acidente-ferroviario-na-espanha-2026
updated: 2026-10-28T23:20:14.415+00:00
categories: ["world", "business"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Acidente ferroviário na Espanha 2026

Colisão entre dois trens de alta velocidade em 28 de outubro de 2026 na linha Madri-Sevilha, perto de Urda (Toledo): um AVE da Renfe atingiu por trás um trem da Iryo que estava parado. O governo de Castilla-La Mancha conta 68 mortos; na noite de 28/10, 53 feridos seguiam internados, 18 em estado crítico. O governo aponta falha no sistema LZB seguida de erro no centro de controle de Atocha. A Espanha decretou luto nacional de 29 a 31/10.

## Visão geral

O acidente ferroviário de 28 de outubro de 2026 na Espanha foi a colisão entre dois trens de alta velocidade na linha Madri-Sevilha, entre Los Yébenes e Urda, na província de Toledo (Castilla-La Mancha). Um AVE da estatal Renfe atingiu por trás um trem da empresa privada Iryo que estava parado na via, no quilômetro 118 da linha. O balanço do governo de Castilla-La Mancha chegou a 68 mortos às 15h35 de Madri (11h35 em Brasília) e não mudou até a noite de 28 de outubro. Quatro corpos ainda estavam presos nos vagões, e o presidente regional, Emiliano García-Page, disse que o número pode subir quando os destroços forem removidos. Às 22h10 de Madri, 53 feridos seguiam internados, 18 em estado crítico (Castilla-La Mancha Media).

É o segundo choque entre trens na rede de alta velocidade espanhola em 2026, depois do acidente de Adamuz (Córdoba), em 18 de janeiro, que matou 46 pessoas.

## Onde foi

A colisão aconteceu no ponto quilométrico 118 da linha de alta velocidade Madri-Andaluzia, entre o posto de Mora e Orgaz e a estação de Urda. Vagões descarrilaram e dois caíram por um barranco. A gestora da rede, a Adif, suspendeu a circulação de trens entre Madri, Ciudad Real e a Andaluzia, sem previsão de retomada, e abriu pontos de atendimento a passageiros em Madri, Córdoba e Sevilha. A Renfe suspendeu até dezembro a venda de passagens do AVE para a Andaluzia, e a alternativa publicada na noite de 28 de outubro usa a linha convencional, com baldeação em Ciudad Real.

## Os trens envolvidos

- **Iryo 6076**, da empresa privada Iryo, de Madri-Puerta de Atocha para Sevilha-Santa Justa. Saiu às 7h54 (hora de Madri) com 147 passageiros, três tripulantes, um atendente de bar e um maquinista, segundo a própria Iryo.
- **AVE 2080**, da Renfe (trem da série 103), no mesmo trajeto, com 397 passageiros, segundo a porta-voz do governo de Castilla-La Mancha, Esther Padilla.

Ao todo viajavam 544 pessoas nos dois trens. A Iryo informou que seu trem "recebeu um golpe na parte traseira" às 8h48; o ministro dos Transportes, Óscar Puente, situou o impacto às 8h53, e o elDiario.es, às 8h54.

## Mortos e feridos

O número de mortos foi revisado várias vezes em 28 de outubro: o El País publicou ao menos 30 pela manhã; o governo de Castilla-La Mancha passou a 64 no início da tarde e a 68 às 15h35 de Madri (11h35 em Brasília), número que se manteve até a noite. Até as 14h de Madri, 108 feridos haviam sido contados; 58 estavam em hospitais de Toledo, Ciudad Real, Madri, Albacete e Alcázar de San Juan, 15 deles em estado muito grave. No balanço provisório da Proteção Civil publicado pelo El Español às 15h43 de Madri (11h43 em Brasília), eram ao menos 68 mortos e mais de 179 feridos.

Situação na noite de 28 de outubro, segundo a Castilla-La Mancha Media:

- **Corpos resgatados:** 64 dos 68, às 19h02 de Madri. Os outros 4 seguiam nos vagões; cães de busca chegam em 29 de outubro.
- **Hospitalizados:** 107 passaram por hospitais de Castilla-La Mancha, além dos levados a Madri. Às 22h10, 53 seguiam internados, 18 em estado crítico (12 em Toledo, 4 em Ciudad Real, 1 em Alcázar de San Juan e 1 em Albacete).
- **Identificação:** a Guarda Civil colhe amostras de DNA das famílias para identificar as vítimas.

A ex-ministra do Emprego Fátima Báñez, presidente da Fundação CEOE, viajava em um dos trens, segundo a confederação patronal; no início da tarde, fontes do Partido Popular disseram à RTVE que ela não havia sido localizada.

O Tribunal Superior de Justiça de Castilla-La Mancha montou no tribunal de instrução de Orgaz um centro de atendimento a vítimas e familiares, com o telefone +34 925 317 020.

## Causa e investigação

A causa ainda não foi determinada oficialmente. A versão do governo, dada por Óscar Puente em entrevista em 28 de outubro, é esta: por volta das 8h30, uma falha de comunicação em três computadores derrubou o LZB, o sistema que supervisiona a velocidade dos trens, num trecho de 63 quilômetros, e todos os trens desse trecho pararam automaticamente. O controle passou ao centro de controle da Adif em Atocha. Às 8h36, o centro mandou o AVE retomar a marcha normal, embora o Iryo estivesse parado no mesmo cantão (trecho de bloqueio) e o sinal estivesse vermelho. Entre 8h36 e o impacto, o AVE percorreu 25 quilômetros. Puente chamou a ordem de "inexplicável" e disse que o operador que a deu está identificado.

O tribunal de instrução de Orgaz conduz o caso criminal. Na noite de 28 de outubro, a juíza decretou segredo de Justiça, mandou apreender as caixas-pretas dos dois trens e proibiu o acesso ao local sem autorização. A autoridade de investigação técnica disse que era "muito cedo" para apontar causas. O Vox apresentou queixa contra dirigentes da Adif.

O El País relatou que o Iryo, por motivo ainda não esclarecido, não conseguiu arrancar quando os trens foram liberados. Fontes ferroviárias ouvidas pelo El Español estimam que o AVE batia a mais de 100 km/h, o que só os registradores de bordo (as "caixas-pretas") vão confirmar.

Há duas investigações em paralelo. A técnica é dos três investigadores da antiga Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF), hoje parte da autoridade independente que investiga acidentes ferroviários, marítimos e aéreos; ela não atribui culpa e, no caso de Adamuz, ainda não concluiu o relatório final. A criminal é da Polícia Judiciária da Guarda Civil, com reforço da UCO, que vai ouvir maquinistas, tripulantes e passageiros, com o mesmo protocolo usado em Adamuz.

## Reações

O primeiro-ministro [Pedro Sánchez](/topics/pedro-sanchez) anunciou que iria a Urda e disse que "não é aceitável para a Espanha ter dois acidentes de trem em um ano" e que o governo responderá "com contundência". Perguntado se renunciaria, Óscar Puente disse que naquele momento pensava em gerir a situação, não em si mesmo. Os partidos, com exceção do Vox, suspenderam a agenda da pré-campanha para as eleições gerais de 29 de novembro de 2026. O governo espanhol decretou três dias de luto nacional, de 29 a 31 de outubro (BOE); Madri, Andaluzia e Sevilha também decretaram luto. O governo de Castilla-La Mancha ativou seu plano de emergência (PLATECAM). O Itamaraty prestou solidariedade às famílias das vítimas.

## Outros acidentes ferroviários na Espanha

- **Adamuz (Córdoba), 18 de janeiro de 2026**: um trem Iryo que ia de Málaga a Madri descarrilou e invadiu a via ao lado, onde bateu num Alvia da Renfe que seguia para Huelva. Morreram 46 pessoas. Foi o primeiro choque entre dois trens na rede de alta velocidade espanhola.
- **Angrois, Santiago de Compostela, 24 de julho de 2013**: um Alvia da Renfe que ia de Madri a Ferrol entrou a 191 km/h numa curva com limite de 80 km/h e descarrilou. Morreram 80 pessoas. Em julho de 2024, a Justiça condenou o maquinista e o diretor de segurança da Adif.

A Espanha tem a maior rede de alta velocidade da Europa. A rede é administrada pela estatal Adif e operada pela Renfe e por empresas privadas, como a Iryo.

## Linha do tempo

- **18 de janeiro de 2026**: acidente de Adamuz mata 46 pessoas na linha Madri-Andaluzia.
- **28 de outubro de 2026, cerca de 8h30 (Madri)**: falha no sistema LZB para os trens num trecho de 63 km.
- **28 de outubro de 2026, 8h36**: o centro de controle de Atocha manda o AVE 2080 retomar a marcha.
- **28 de outubro de 2026, entre 8h48 e 8h54**: o AVE atinge por trás o Iryo 6076, parado perto de Urda.
- **28 de outubro de 2026, 15h35 (Madri)**: o governo de Castilla-La Mancha eleva o balanço a 68 mortos.
- **28 de outubro de 2026, noite**: o governo decreta luto nacional de 29 a 31 de outubro; a juíza de Orgaz decreta segredo de Justiça e manda apreender as caixas-pretas.

## Perguntas frequentes

### Onde foi o acidente de trem na Espanha?

Na província de Toledo, em Castilla-La Mancha, no quilômetro 118 da linha de alta velocidade Madri-Sevilha, entre Los Yébenes e Urda, em 28 de outubro de 2026.

### Quantos mortos teve o acidente de trem na Espanha?

68 mortos, segundo o governo de Castilla-La Mancha, número mantido da tarde até a noite de 28 de outubro de 2026. Quatro corpos ainda estavam nos vagões, e o número pode subir. Na noite de 28 de outubro, 53 feridos seguiam internados, 18 em estado crítico.

### Quais trens bateram?

Um AVE da Renfe (o 2080, com 397 passageiros) bateu na traseira de um trem da Iryo (o 6076, com 147 passageiros), que estava parado. Os dois faziam o trajeto Madri-Sevilha.

### O que causou o acidente?

A investigação ainda está no começo. O governo espanhol aponta uma falha no sistema de segurança LZB seguida de um erro humano: o centro de controle de Atocha mandou o AVE seguir com o sinal vermelho e o Iryo parado à frente.

### O acidente tem relação com o de Córdoba?

São acidentes diferentes na mesma linha Madri-Andaluzia. O de Adamuz, em Córdoba, foi em 18 de janeiro de 2026, quando um Iryo descarrilou e bateu num Alvia da Renfe; morreram 46 pessoas.

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