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title: "Economistas propõem taxação de altas rendas para evitar cortes sociais"
url: https://dailyjournal.news/news/2026-10-31/economistas-propoem-taxacao-de-ricos-em-vez-de-cortes-sociais
published: 2026-10-31T18:15:20.847814+00:00
updated: 2026-10-31T22:01:02.482+00:00
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topics: ["taxa-selic", "governo-lula", "lula", "reforma-tributaria"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Economistas propõem taxação de altas rendas para evitar cortes sociais

Grupo de 50 economistas propõe, no Brasil, tributar rendas acima de R$ 600 mil e uma nova regra fiscal, em vez de cortar gastos sociais.

## Pontos principais

- Antecipação para janeiro da tributação mínima de 10% sobre rendas anuais acima de R$ 600 mil, hoje prevista para a declaração de 2027.
- Nova regra fiscal por lei complementar até 22 de dezembro, com investimento público, aportes em estatais e BNDES fora do limite de gastos.
- Saúde, educação e Bolsa Família também fora do limite de gastos, segundo os signatários.
- Juros de R$ 1,18 trilhão nos 12 meses até agosto, 8,9% do PIB e mais de 14 vezes o déficit primário de R$ 82 bilhões.
- Revisão da meta de inflação para o centro de 4,5%, hoje em 3%, com decreto para suprimir a carência de 36 meses criada em 2024.
- Nenhuma alta da Selic em 4 de novembro, e juros menores para o crédito, com Banco do Brasil e Caixa à frente.
- Buscar o centro da meta fiscal, como promete Durigan, exigiria até R$ 36,6 bilhões a mais de aperto em 2027, segundo os signatários.
- Revisão de isenções e incentivos que somam R$ 612,8 bilhões em gastos tributários, e fim dos supersalários.

Um grupo de 50 economistas brasileiros divulgou em 30 de outubro o manifesto “As urnas decidiram”, que propõe tributar as altas rendas em vez de cortar gastos sociais. Os signatários defendem antecipar para janeiro a tributação mínima de 10% sobre rendimentos anuais acima de R$ 600 mil, hoje prevista para 2027, e que ela alcance dividendos e juros sobre capital próprio.

Para os signatários, o país tem crise do custo da dívida: os juros somaram R$ 1,18 trilhão em 12 meses até agosto, 8,9% do PIB. Propõem uma nova regra fiscal por lei complementar até 22 de dezembro, que tire do limite de gastos e da meta de resultado primário o investimento público, os aportes em estatais e no BNDES, além de saúde, educação e Bolsa Família. Também pedem nenhuma alta da Selic em 4 de novembro, juros menores para o crédito e a revisão da meta de inflação para o centro de 4,5%, hoje em 3%.

O mercado pressiona por controle de gastos. No dia seguinte à eleição de 25 de outubro, segundo os economistas, o Ibovespa caiu 13,9% e o dólar subiu 8,2%. Eles criticam o ministro da Fazenda, Dario Durigan, cuja promessa de buscar o centro da meta fiscal exigiria até R$ 36,6 bilhões a mais de aperto em 2027.

Sérgio Goldenstein alerta para o risco de estagflação sem controle fiscal rigoroso. Os signatários não estimam quanto a nova tributação arrecadaria, nem definem alíquotas ou base de cálculo.

## Fontes

- [Política fiscal de Lula pode levar Brasil à estagflação, alerta ex-diretor do BC](https://timesbrasil.com.br/brasil/politica-fiscal-de-lula-pode-levar-brasil-a-estagflacao-alerta-ex-diretor-do-bc-123/) — Times Brasil (2026-10-31)
- [Economistas propõem taxar ricos em vez de cortar gastos sociais](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/economistas-propoem-taxar-ricos-em-vez-de-cortar-gastos-sociais) — Agência Brasil (2026-10-31)

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